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Uma ocorrência de violência doméstica mobilizou a Polícia Militar na madrugada desta segunda-feira (12), no centro de Maetinga, no sudoeste da Bahia. O caso, registrado na Rua Sindicato dos Trabalhadores, envolveu um casal em uma disputa motivada por ciúmes que resultou em agressões físicas e danos materiais.
Informações da 79ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) detalhadas ao Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, confirmam que uma mulher de 21 anos relatou ter sido agredida pelo companheiro, de 24 anos. Segundo a vítima, o homem teria destruído seu aparelho celular antes de desferir socos e pontapés contra ela. A jovem apresentava lesões visíveis na região da cabeça e nos braços.
O autor fugiu da residência logo após o ocorrido, sendo localizado pelos policiais na casa de sua avó. Ao ser abordado, o homem alegou que o conflito foi mútuo, apresentando arranhões no pescoço e braços, uma agressão bidirecional. A guarnição constatou ainda que, durante a briga, a mulher utilizou uma tesoura para riscar a lateral do veículo do suspeito.
Diante das evidências de violência doméstica e lesão corporal, ambas as partes foram inicialmente levadas ao Hospital Municipal para avaliação médica e emissão de laudo. Posteriormente, os envolvidos foram apresentados no plantão da 20ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin), em Brumado.
O caso foi registrado pela autoridade policial para a adoção das medidas previstas na Lei Maria da Penha e demais sanções legais cabíveis. Até o momento os dois seguem detidos.
O bairro do Entroncamento viveu horas de tensão entre a madrugada e a manhã desta quarta-feira (14), em Dias d’Ávila, na região metropolitana de Salvador. Em um intervalo de menos de cinco horas, dois homens foram mortos a tiros em ataques que podem ter sido cometidos pelo mesmo grupo de criminosos.
O clima de medo começou por volta das 3h da manhã, na Rua Camboatá. Segundo relatos de vizinhos, cerca de oito homens armados invadiram a casa de Gabriel Reis dos Santos. Ele foi agredido e arrastado à força para uma área de mata nos fundos do imóvel. Logo em seguida, os moradores ouviram diversos disparos.
A Polícia Militar (36ª CIPM) foi acionada, mas só conseguiu localizar o corpo de Gabriel por volta das 4h30, já sem vida, nas proximidades da empresa Indaiá. As informações foram confirmadas pelo portal Mais Região, parceiro do Bahia Notícias.
Enquanto a polícia ainda isolava a área do primeiro assassinato, um novo alerta surgiu por volta das 7h. Moradores informaram aos policiais que havia outro corpo na Rua Nossa Senhora de Aparecida, também no Entroncamento.
Desta vez, a vítima foi Elton Souza da Silva, encontrado morto dentro de uma residência. A suspeita da comunidade é de que os oito homens que atacaram Gabriel também sejam os responsáveis pela morte de Elton.
A Polícia Civil, através da 25ª Delegacia Territorial de Dias d’Ávila, já iniciou as investigações para descobrir a motivação dos crimes e identificar os autores. Até o momento, ninguém foi preso.
Uma mulher de 40 anos confessou ter desferido um golpe de arma branca que resultou na morte de seu companheiro, José Carlos Santos de Souza Junior, de 33 anos. O caso ocorreu na Avenida Mangueira, no bairro Engenho Velho da Federação na capital baiana, em um contexto de histórico de agressões físicas.
A mulher relatou que, na noite anterior, foi agredida com socos pelo ex-companheiro, o que a levou a buscar atendimento médico em uma unidade de saúde. Ao retornar para casa na manhã desta sexta-feira (14), ela teria sido novamente atacada. Durante a tentativa de nova agressão, ela desferiu um golpe de arma branca contra o companheiro, que não resistiu.
Após o ocorrido, a mulher se apresentou voluntariamente à Polícia Interestadual (Polinter) e foi conduzida à Central de Flagrantes, que encaminhou o caso para o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Apesar da confissão, a mulher não será presa em flagrante, pois se apresentou espontaneamente à polícia e há indícios de que agiu em legítima defesa, além do histórico de violência doméstica.
A mulher e seus filhos, que vivem em situação de vulnerabilidade social, foram encaminhados à Secretaria de Combate à Pobreza, Esporte e Lazer (Sempre) para receber o suporte necessário.
O médico peruano Luís Gonzalo Velarde Acosta, de 38 anos, que atuou no Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), foi denunciado por agressão física, psicológica, patrimonial e virtual, por 6 profissionais de saúde, que se relacionaram com o suspeito nos últimos 10 anos.
As vítimas da violência são quatro médicas e duas enfermeiras, com idades entre 28 e 37 anos. Os relacionamentos duraram entre um e dois anos. Algumas dessas mulheres não moram mais na Bahia.
Outras informações chegadas ao Bahia Notícias, indicaram que o peruano assediava colegas, incluindo estudantes de medicina, que estavam no serviço na fase de internato. Além disso, ele teria descumprido a medida protetiva contra uma das mulheres agredidas.
Segundo reportagem da TV Bahia, uma das vítimas afirmou que foi agredida no rosto pelo suspeito, além de ter roupas rasgadas e ter sido trancadas no apartamento do médico quando ele teve um ataque de ciúmes.
"A gente ia no apartamento dele para pegar alguma coisa, ele me trancava e depois de muito tempo ele abria a porta. Rasgava minhas roupas, puxava meu cabelo e batia no meu rosto", contou a mulher que preferiu não revelar a identidade.
Outra mulher agredida contou que o peruano chegou a jogar as roupas dela na escada do prédio onde ele mora, porque não queria que ela “assistisse televisão”. A denunciante chegou a ser agredida pelo homem.
"Ele se aborreceu porque eu liguei a televisão, segundo ele o volume estava alto, e pegou todas as minhas roupas e jogou na escada do prédio. Disse para eu ir embora e chegou a me empurrar", disse a mulher, que também não teve a identidade revelada.
As antigas companheiras apontaram que o médico se transformava e mudava de personalidade, quando não estava em um ambiente público.
"Entre quatro paredes, ele se transformava", descreveu um dos relatos.
Conforme a TV Bahia, cerca de três mulheres pediram à Justiça uma medida protetiva contra o agressor. Uma profissional que se relacionou com o peruano, chegou a sair do serviço por medo de trabalhar com Gonzalo.
Após as denúncias, Luís foi afastado por 3 meses pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), responsável pelo serviço na capital baiana. Além disso, a Procuradoria Geral do Município analisou as denúncias contra o profissional, e sugeriu à chefia médica do Samu o cumprimento das medidas protetivas no serviço, para evitar contato com as vítimas.
Com medo de sofrer repúdios, as profissionais encaminharam um manifesto para a SMS pedindo que medidas sejam tomadas
"Solicitamos o afastamento do profissional, em consonância às medidas protetivas, de forma preventiva, até que se tenha processo em transitado e julgado", diz ainda parte do documento.
Em nota enviada a TV Bahia, a SMS reforçou a decisão de afastamento do profissional, reforçou o afastamento do médico após receber as denúncias.
Já sobre o retorno do peruano ao serviço, o órgão afirmou que respeita o exercício da ampla defesa do contraditório, uma vez que ainda vai ocorrer o julgamento e a finalização da investigação, mas destacou que o que segue válido é o afastamento do profissional.
A defesa de Luís Gonzalo disse que as denúncias seriam mentirosas e feitas para manchar a imagem do cliente, conforme a TV Bahia.
A senadora Damares Alves (DF), secretária Nacional do Mulheres Republicanas, desembarca em Salvador na próxima segunda-feira (03) para participar de ato público no plenário Cosme de Farias, da Câmara de Salvador, a partir das 9h.
Junto a diversas autoridades, a exemplo de representantes do Ministério Público, e outros membros do partido, como a deputada federal Rogéria Santos, a parlamentar fará parte da mesa que debaterá as agressões sofridas pela vereadora Ireuda Silva (Republicanos), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.
O evento, que prestará solidariedade a Ireuda, também cobrará das instituições que o caso não passe impune. Além disso, haverá discussões sobre violência política contra a mulher e combate ao racismo nas estruturas do poder público e da sociedade. O ato será aberto e os participantes estarão disponíveis para entrevistas.
Nesta semana, o Ministério Público da Bahia (MP-BA), na pessoa da promotora de Justiça Sara Gama, que coordena o Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres, acolheu a denúncia da vereadora Ireuda Silva (Republicanos) e vai investigar o caso.
A vereadora foi atacada moral e fisicamente por servidores da educação após a aprovação do reajuste de 8% nos salários, no último dia 12. O projeto de lei do Executivo foi aprovado por unanimidade, em acordo entre governistas e oposição, que votou unida a favor da matéria. Houve frases racistas e machistas disparadas contra Ireuda.
Após veiculação de notícias a respeito de agressões cometidas por policiais militares na Micareta de Feira de Santana e vídeos que circularam nas redes sociais apresentando situações de violência por parte da tropa, o Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL), enviou uma nota à imprensa na noite desta terça-feira (25) e lamentou os fatos.
Conforme publicou o Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, a instituição diz que está apurando as denúncias e disponibilizando os canais da Ouvidoria e Corregedoria para recepcionar os relatos.
PMs agridem mulher durante Micareta de Feira; vítima dançava e abriu espaço, mas não evitou agressão
— BN Municípios (@BNMunicipios) April 25, 2023
Veja ? pic.twitter.com/7BaQgK3RCP
VÍDEO: Suposto capitão é agredido por militares durante Micareta de Feira; PM-BA afirma em nota que lamenta denúncias de agressões ocorridas durante festa e diz que está apurando os fatos pic.twitter.com/rkxu4MXyzC
— BN Municípios (@BNMunicipios) April 26, 2023
Nota à imprensa
A respeito de conduta referente a policiais militares durante a micareta de Feira de Santana , a corporação informa que o segundo maior evento de rua do estado transcorreu com sucesso , lamenta as denúncias veiculadas na imprensa , e que os fatos isolados estão sendo devidamente apurados e disponibiliza os canais de comunicação institucionais para recepcionar os relatos, a exemplo do 0800 284 0011 (Ouvidoria) e a Corregedoria Geral da corporação e a Corregedoria do Comando de Policiamento da Região Leste.
Autora do hit “Trem-Bala”, a cantora Ana Vilela foi à público denunciar uma série de agressões verbais sofridas por ela nas redes, após a divulgação de uma matéria na qual relata dificuldades financeiras e conta bastidores do início da relação com sua esposa, Amanda Garcia.
“Essa rede social é uma piada. Cês não tão ligado o tanto de merda que eu to vivendo na minha vida pessoal pra entrar numa rede que eu uso pra rir e ler esse tipo de coisa sobre uma matéria tão despretensiosa”, escreveu a artista paranaense, em sua conta no Twitter, na madrugada desta segunda-feira (17). “O que eu fiz pra vcs me odiarem tanto? Uma canção de 3 minutos?”, questionou.

Foto: Reprodução / Twitter
Os insultos citados pela cantora vieram a partir da matéria de título "Ana Vilela teve que vender o violão para conhecer a esposa pessoalmente", do Correio Braziliense, publicada nas redes. "O Correio Braziliense está com falta de notícias? Meu Deus que merda de notícia é essa? A quem isso interessa?", escreveu o leitor. "Tudo um nojo", disparou outro. "Famosa quem?", disse uma terceira.
APOIO
Apesar das ofensas recebidas, Ana Vilela teve também quem enviasse mensagens de apoio. Experiente no ambiente virtual, o Youtuber Felipe Neto respondeu à artista com um texto de acolhimento: “Ana, odiar é fácil, amar é difícil. O ódio vem da frustração, da rejeição de si mesmo, de não conseguir se encontrar, de se sentir injustiçado. Empatia e compaixão só nascem em pessoas que plantam o bem e trilham o caminho que as realiza. Isso diz muito sobre eles, nada sobre você. Beijo.”, disse ele.
Anônimos também prestaram solidariedade à jovem cantora: "Eu te acho maravilhosa. Amo a sua música, amo o sucesso que fez e toda a sua história. E te 'conhecer' aqui deixou tudo ainda melhor. Você é divertida, consciente e muito amorosa. Sei que dói, mas você vai superar pq sua essência é boa, ao contrário desses infelizes. Fica bem", disse uma seguidora.
"Sua música é usada em escolas, cerimônias, homenagens e é sua música seu sentimento que acolhe muitas pessoas. VocÊ é incrível e sua arte também. Forças e se apegue no bem", comentou outra. "Se as pessoas tavam achando a notícia irrelevante, pra que foram lá falar merda? Não podiam ignorar? Ah é, esqueci que esse pessoal vive de falar mal dos outros pra preencher um vazio existencial ou qualquer coisa parecida", pontuou um terceiro.
Quem via Vanessa Jackson soltando a voz nos palcos não sabe do que ela passava antes de se apresentar. A cantora, que ficou famosa por vencer a primeira edição do reality musical “Fama”, em 2002, revelou que sofria agressões constantes do ex-marido, pai de seus três filhos, ao longo do relacionamento de nove anos.
"Eu apanhava antes de subir ao palco e tinha que cantar sorrindo para a galera. Só quem era mais próximo a mim sabia disso", contou em entrevista ao programa Sensacional com a apresentadora Daniela Albuquerque, na RedeTV. O episódio vai ao ar na noite desta quinta-feira (14).
Na ocasião, Vanessa disse que a primeira agressão ocorreu quando ela estava grávida de seu primeiro filho, que hoje tem 12 anos.
“Se alguém olhasse para mim, ele me batia porque a pessoa me olhou. Ele falava ‘cala a boca’ para mim e eu falava: ‘Não!’. Eu saía na mão com ele, então ele tinha que me desmaiar. Ele tapava minha respiração até eu desmaiar”, detalhou a cantora.
Depois de anos convivendo com esse sofrimento, a artista conta que conseguiu dar um basta na relação depois que ele pisou quatro vezes em sua cabeça e ela sofreu um traumatismo craniano. Seu pai, lembra, chegou a infartar. “Eu podia ter morrido”, destaca.
Com o aumento das agressões, Vanessa conseguiu denunciá-lo duas vezes e obteve uma medida protetiva contra o ex. Hoje, ela vive um relacionamento com o músico Raphael Moreira.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.