Artigos
El Niño de 2026: o país não pode enfrentar uma seca histórica de olhos vendados
Multimídia
Rosemberg prevê vitória de Jerônimo contra ACM Neto no 1º turno
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
agoato branco
Foi iniciada no último dia 1º, a campanha Agosto Branco, realizada para conscientizar sobre o câncer de pulmão. Neste ano, a iniciativa é realizada após o Instituto Nacional de Câncer do Ministério da Saúde apontar 32.560 novos casos por ano de câncer de traqueia, brônquio e pulmão para o triênio de 2023 a 2025. Além do consumo de cigarro e produtos do tipo, a ação de saúde ainda alerta para o crescimento no uso dos vapers (cigarros eletrônicos) no país, o possível vício que o objeto pode trazer e também do aumento em jovens brasileiros.
Segundo a oncologista Fernanda Sampaio, o maior acesso da população a procedimentos médicos que detectam o câncer de pulmão é um dos fatores que contribuem para o aumento da doença.
“Bem, há um certo tempo a gente tinha muita dificuldade, principalmente no acesso ao diagnóstico. Hoje em dia, a realização de exames de imagem a exemplo de uma tomografia, passou a ser muito mais acessível, incluindo no âmbito do SUS, onde conseguimos de uma forma mais rápida. A população já tem uma certa conscientização na busca de algum profissional para investigação do câncer de pulmão. Na verdade o câncer de pulmão normalmente, em algumas situações, pode ser descoberto de forma incidental. Sempre alguém faz um raio-X de tórax, às vezes para um pré-operatório, porque teve uma pneumonia ou porque teve um quadro de gripe e muitas vezes aparece uma mancha que começa a ser investigada”, disse Sampaio.
Além disso, a especialista explicou ainda que o pós-Covid-19 e uso de vapes pode impactar também neste crescimento, além do estilo de vida.
“No pós-covid também tivemos um grande aumento, pois as pessoas passaram a fazer mais tomografias, principalmente aqueles que tiveram coronavírus. Então muitas vezes esses diagnósticos aconteceram de uma forma incidental. Apesar de que no nosso país o tabagismo teve uma redução muito drástica há alguns anos atrás com as campanhas que tivemos de combate ao tabagismo, o que vem crescendo hoje é o uso de cigarro eletrônico. O estilo de vida, os hábitos, exposição ao tabagismo, ao estresse, ao sedentarismo também são fatores que contribuem nesta maior incidência”, explicou Fernanda.
A oncologista alertou ainda para importância de realizar tomografia com baixa dose de radiação em pacientes tabagistas e não tabagistas para que a enfermidade seja detectada.
“Normalmente a gente orienta pacientes tabagistas e ex-tabagistas, que precisam de um acompanhamento com pneumologista. O que indicamos é a tomografia com baixa dose de radiação, pois utilizamos uma quantidade de radiação menor, para que esses pacientes possam fazer tomografias de forma regular e detectar a doença de forma mais precoce. A chance de um paciente tabagista ter câncer é maior do que a de um paciente não tabagista”, contou. Clique aqui e leia a entrevista completa.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.