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O influenciador Paulo Figueiredo publicou ao menos quatro ataques contra a Agência Pública e sua diretora executiva, Natalia Viana, nos últimos dez dias. As manifestações ocorreram após o veículo procurá-lo para obter posicionamento sobre duas reportagens.
Uma das matérias revelou que Figueiredo doou US$ 10 mil à deputada republicana Elvira Salazar, valor máximo permitido, cerca de um mês antes de a parlamentar apresentar um projeto para penalizar o ministro Alexandre de Moraes. A segunda reportagem, produzida em parceria com o ICL Notícias, analisou o padrão de vida e o estilo adotado por Figueiredo e pelo ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
Nas publicações, o influenciador utilizou o termo “agência puta” para se referir à Pública e direcionou ofensas à equipe e a Natalia Viana. Ele também enviou mensagens consideradas irônicas e agressivas à diretora. Eduardo Bolsonaro compartilhou uma das publicações de Figueiredo na rede social X, ampliando a repercussão dos ataques.
CONFIRA:
Como jornalista que se prostitui tem que ser tratado(a). O nome da meliente é Natália Viana, a modelo da foto. Uma desgraça para a profissão. pic.twitter.com/IF6fgpdhkf
— Paulo Figueiredo (8) (@pfigueiredo08) August 29, 2026
Segundo a Agência Pública, os episódios fazem parte de uma sequência anterior de ataques contra jornalistas da organização. Em abril de 2024, Eduardo Bolsonaro e aliados teriam promovido uma campanha de desinformação contra o veículo após uma reportagem sobre sua articulação por retaliações ao Brasil.
Na ocasião, Eduardo e Figueiredo acusaram a Pública de ser “a mídia de George Soros” e passaram a expor a repórter responsável pela publicação nas redes sociais.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Camilla Batista
"Falta vontade política".
Disse a secretária Estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista ao comentar a destinação de recursos para a prevenção e o combate à violência contra a mulher esbarra, muitas vezes, na ausência de prioridade dos gestores municipais. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, a secretária foi categórica ao apontar a "falta de vontade política" e usou a capital baiana como exemplo de lacuna na rede de proteção.