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acidentes de transito
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou 56 acidentes, sendo 20 considerados graves, durante a Operação Independência 2026 nas rodovias federais da Bahia. As ocorrências deixaram 78 pessoas feridas e uma morte entre a última sexta-feira (4) e esta segunda-feira (7).

Foto: Divulgação / PRF na Bahia
A operação ocorreu durante o feriado prolongado do 7 de Setembro, período em que a PRF identificou aumento médio de quase 25% no fluxo de veículos nas principais rodovias federais do estado.
Na BR-324, principal ligação entre Salvador e o interior, foram registradas mais de 53 mil passagens de veículos na sexta. Na BR-116, o movimento ultrapassou 46 mil veículos no mesmo dia, enquanto a BR-101 apresentou aumento de 18% no fluxo em relação aos demais dias da semana.

Foto: Divulgação / PRF na Bahia
Segundo a PRF, entre as principais causas de acidentes identificadas constam tráfego na contramão, falta de reação do condutor, velocidade incompatível, acesso à via sem observar outros veículos, reação tardia ou ineficiente, ultrapassagens indevidas e ingestão de álcool.
ÁLCOOL
Durante os quatro dias, a PRF informou que fiscalizou 5,6 mil veículos e quase 6,6 mil pessoas, além de ter realizado 4,5 mil testes de alcoolemia e lavrado mais de 2,7 mil autos de infração.
As autuações incluíram ultrapassagens proibidas, alterações nos sistemas de iluminação e sinalização, veículos não licenciados, condução sem habilitação, problemas de conservação, excesso de velocidade, falta do cinto de segurança e recusa ao teste do bafômetro.
O combate à combinação de álcool e direção foi um dos principais focos da operação. Segundo dados da PRF, entre janeiro e julho deste ano, a Bahia registrou 102 acidentes cuja causa principal foi a ingestão de álcool pelo condutor, com 20 mortes e 112 feridos.
No mesmo período do ano passado, foram 158 acidentes, 21 mortes e 139 feridos. Com isso, houve redução de quase 35% no número de acidentes e de 20% nos feridos, além de uma morte a menos. Apesar da redução, a Bahia lidera em número de mortes relacionadas a acidentes provocados por essa causa no país.
Além das ocorrências de trânsito, a operação resultou na detenção de 14 pessoas por situações como embriaguez ao volante, cumprimento de mandados de prisão, uso de documento falso e crimes ambientais.
VAQUEJADA DE SERRINHA
A movimentação provocada pela Vaquejada de Serrinha também levou a PRF a reforçar o policiamento na BR-116, em especial no trecho entre Feira de Santana e Teofilândia, na região sisaleira.
Na área de atuação da Delegacia da PRF em Feira de Santana, foram registrados seis acidentes, sendo dois graves, com 12 feridos, entre os dias 2 e 6 de setembro deste ano. No mesmo período do ano passado, entre 3 e 7 de setembro de 2025, haviam sido registrados 15 acidentes, sete deles graves, com 17 feridos.
Os números representam uma redução de 60% no total de acidentes e de quase 71% nas ocorrências graves. Não houve mortes nos dois períodos analisados na área da Delegacia da PRF em Feira de Santana.
FEIRA
Feira de Santana concentrou a maior parte dos acidentes nos dois períodos, com redução de seis ocorrências no ano passado para quatro neste ano. Também foram registrados casos em municípios como Araci e Serrinha, na região sisaleira, no eixo da BR-116 Norte.
A PRF informou ainda que reforçou a fiscalização nos trechos de maior movimentação durante o feriado e o período da vaquejada com o objetivo de prevenir acidentes, preservar vidas e garantir a fluidez do trânsito.
O segundo dia do Carnaval de Salvador 2025 registrou uma queda de 72% no número de acidentes de trânsito com vítimas, em comparação com o mesmo período do ano anterior. A Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) registrou apenas três acidentes com vítimas na sexta-feira (28), totalizando três pessoas feridas.
O superintendente de Trânsito, Decio Martins, atribuiu a redução dos acidentes às ações da Transalvador durante o Carnaval, como a implementação de um ponto de embarque e desembarque para motos na Praça Brasil e o posicionamento estratégico de agentes de trânsito.
A circulação pelos portais de controle de acesso às zonas de restrição cresceu 77%, com quase 70 mil passagens registradas pelos equipamentos eletrônicos da Transalvador.
O BRT transportou 62% mais passageiros nos dois primeiros dias de Carnaval, em comparação com o mesmo período de 2024. O sistema de transporte da cidade como um todo registrou mais de 360 mil passageiros na sexta-feira. Os atendimentos de saúde caíram 20% nesta sexta-feira, em relação ao mesmo período em 2024.
A Guarda Civil Municipal (GCM) registrou apenas duas ocorrências no segundo dia de festa, número igual à sexta-feira de Carnaval do ano passado.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) iniciou a segunda fase da Operação Embarque Legal I, que abrangeu cinco estados, incluindo a Bahia. Na última sexta-feira (29) os agentes realizaram fiscalizações rigorosas em veículos de transporte de passageiros, como ônibus e micro-ônibus, verificando condições de circulação, pneus, iluminação e outros equipamentos obrigatórios, além das habilitações dos motoristas.
Na ação, foram realizadas apreensões de drogas, incluindo maconha, além de flagrantes de transporte irregular de passageiros sem a devida autorização da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). As equipes orientaram os passageiros sobre como identificar e denunciar crimes, como importunação sexual e tráfico de pessoas.
A operação, que teve um impacto direto em diversos municípios baianos, se concentrou em áreas com altos índices de sinistros envolvendo ônibus e micro-ônibus. Em 2024, a Bahia registrou 136 acidentes com esse tipo de veículo, representando uma parte significativa do total de sinistros do país. Esse dado reflete a necessidade de ações como a Operação Embarque Legal I, que busca melhorar a segurança no trânsito e reduzir os índices de mortes e feridos nas rodovias baianas.
Além disso, a operação ainda resultou em ocorrências como o resgate de uma mulher em Minas Gerais e a localização de uma criança desacompanhada em Pernambuco, destacando a importância da ação da PRF no combate a crimes e no resgate de pessoas em situação de risco. O reforço nas fiscalizações acontece em um período de aumento no fluxo de veículos, devido às festas de fim de ano.
A Operação Embarque Legal I faz parte das ações do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans), da PRF, que visa reduzir pela metade o número de mortes no trânsito até 2030 e salvar 86 mil vidas.
Cerca de 44,5% dos acidentes de trânsito que tiveram vítimas fatais nas estradas baianas envolveram motociclistas, sendo 2 em cada 5 vítimas, em 2023. De acordo com um levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), no ano passado, dentre os casos identificados, os ocupantes de automóveis (carros) representavam 34,7% dos casos, seguidos por pedestres, com 13,4% de participação na vitimização total. Ciclistas e ocupantes de outros tipos de veículos somados representavam os 7,4% restantes.
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Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23), em pelo Maio Amarelo, mês marcado por iniciativas voltadas à prevenção de acidentes e conscientização no trânsito. De acordo com o levantamento, de 2000 a 2022, foram 50 mil vítimas de acidentes de trânsito na Bahia. Em 2023, ao todo, 2.665 pessoas perderam suas vidas e outras 13,6 mil precisaram ser internadas no Sistema Único de Saúde (SUS). “Esse contingente representa um elevado custo para a sociedade, seja na perda de vidas, nos custos públicos de internação e na renda das famílias atingidas”, diz a SEI.
De 2000 a 2023, a trajetória dos acidentes de trânsito na Bahia apresentou uma mudança significativa, como reflexo, sobretudo, das medidas legais instituídas que visam coibir, por exemplo, o consumo de álcool e o excesso de velocidade. Em 2000, os acidentes de trânsito eram a principal causa de mortes violentas. Foram 1.098 vítimas fatais de acidentes no estado, o que representava uma taxa de 9,2 mortes a cada 100 mil baianos.

Dados da SEI
Os dados da SEI evidenciaram que essa taxa cresceu consideravelmente até 20,2 mortes a cada 100 habitantes, no ano de 2012, quando foram registradas 2.845 vítimas de acidentes de trânsito na Bahia. “Contudo, a partir desse ano, quando foi implementada a Lei nº 12.760, popularmente conhecida como Nova Lei Seca, se observou uma redução das taxas de vitimização por Acidentes de Transporte Terrestre (ATT)”.
No ano passado, essa taxa estava em 18,8 vítimas de ATT a cada 100 mil baianos. Ainda de acordo com o levantamento, “em 2023, foram 13.637 internações em decorrência dos ATT na Bahia, redução de 0,9% em relação a 2022. O tempo médio de internação era de 4,8 dias. Neste mesmo ano, a taxa de óbito em internações em decorrência dos acidenets de trânsito foi de 1,3 a cada 1.000 internações na Bahia. “Os ATT resultam em custo econômico-financeiro para as famílias afetadas e para o Sistema Único de Saúde (SUS), grande responsável pela recuperação dos acidentados”, dizia a nota.
CUSTOS DA INTERNAÇÃO
Ainda de acordo com dados da SEI, para se ter uma ideia, um paciente internado no SUS em decorrência de acidente de trânsito representava um custo médio de R$ 1.193,43 para o poder público.
“Nesse sentido, as medidas implementadas pelo Estado que visam punir os comportamentos desviantes no trânsito, além de impactarem positivamente na redução de vítimas fatais de ATT, podem refletir diretamente na redução dos custos econômico-financeiros do sistema de saúde, que é o grande responsável pelas internações em decorrências de eventos dessa natureza”, informou a Superintendência.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.