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A Associação dos Advogados Criminalistas da Bahia (AACB) saiu em defesa do advogado Marinho Soares, um dos alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos na segunda fase da Operação Cianose nesta quinta-feira (1º). A força-tarefa deflagrada pela Polícia Federal investiga o suposto envolvimento de empresários e advogados na compra de respiradores que seriam utilizados durante a pandemia de Covid-19.
Na nota de solidariedade publicada nos perfis oficiais, a AACB afirma que o advogado relatou que “a absurda medida” ocorreu devido ao recebimento de honorários advocatícios recebidos por ele, “com trabalho comprovado e desenvolvido em processo e procedimento criminal, pela representação judicial de um dos alvos da operação à época”.
“Medidas como essa criminalizam a advocacia criminal ferindo de morte os princípios republicanos e democráticos que sustentam o estado democrático de direito. Digno de nota e repúdio foi o cumprimento da medida cautelar desacompanhada da decisão judicial que a autorizou, mais uma conduta que abala os princípios do devido processo legal e da presunção de inocência”, critica a AACB.
Marinho Soares se manifestou em vídeo publicado nas redes sociais, confirmando ter sido alvo de mandado da PF. No relato, o advogado confirmou ter tido o celular apreendido e que a polícia não encontrou nenhuma prova na sua casa.
Ao todo, a Polícia Federal cumpriu hoje 34 mandados de busca e apreensão e medidas judiciais de sequestro de bens, expedidos pela Justiça Federal da Bahia, nos estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Os atos ilícitos investigados incluem crimes licitatórios, desvio de recursos públicos, lavagem de capitais e organização criminosa.
O objetivo da operação é recuperar os valores desviados na aquisição de respiradores pelo Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável do Nordeste (Consórcio Nordeste).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.