Artigos
A mãe da gula
Multimídia
Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
aberto da franca
A francesa Lois Boisson, de 22 anos, é a grande revelação de Roland Garros 2025. Atual número 361 do ranking mundial, ela entrou na chave principal do Grand Slam parisiense por meio de um convite e eliminou, nesta segunda-feira (2), a norte-americana Jessica Pegula, terceira colocada no ranking da WTA, por 2 sets a 1, com parciais de 3/6, 6/4 e 6/4.
A vitória histórica garantiu sua vaga nas quartas de final e uma ascensão expressiva no ranking: Boisson deve saltar 241 posições e alcançar, no mínimo, o 120º lugar. Se avançar à semifinal, pode se aproximar do top 60.
Boisson participa do circuito profissional desde 2021. Após três eliminações seguidas no qualifying de Roland Garros, conquistou em 2023 seu primeiro título da WTA, o WTA 125 de Saint-Malo, o que lhe rendeu um convite para a chave principal do Grand Slam. No entanto, uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo, às vésperas do torneio, a afastou das quadras por meses. Chegou a ocupar a 152ª posição no ranking, sua melhor marca até então, antes de despencar.
De volta em 2025 com novo convite, iniciou a campanha superando a belga Elise Mertens (24ª do mundo), venceu com facilidade a ucraniana Anhelina Kalinina na segunda rodada (6/1 e 6/2) e, na terceira fase, bateu a compatriota Elsa Jacquemot em um duelo de convidadas. A vitória sobre Pegula, uma das favoritas ao título, marcou sua quarta vitória consecutiva no torneio.
"Não sei bem o que dizer, mas jogar nesta quadra com esta atmosfera foi incrível, então muito obrigada. Eu sabia antes da partida que havia a possibilidade (de uma virada), mas sabia que seria muito, muito difícil. Dei o meu máximo e no final venci, o que é incrível", declarou Boisson após o triunfo.
Ela é a primeira tenista francesa a alcançar as quartas de final em Roland Garros desde 2017, quando Caroline Garcia e Kristina Mladenovic também chegaram ao top 8. O feito também é inédito para uma jogadora convidada desde 2002, quando Mary Pierce parou nas quartas.
Na próxima fase, Boisson enfrenta a russa Mirra Andreeva, sexta colocada no ranking mundial, em busca de uma vaga na semifinal.
Fazendo estreia em Roland Garros, o jovem João Fonseca não tomou conhecimento do polonês Hubert Hurkacz e venceu seu primeiro jogo na competição. Na tarde desta terça-feira (27), o brasileiro precisou de apenas 1 hora e 40 minutos para ganhar do 28º do mundo por 3 sets a 0, com parciais de 6/2, 6/4 e 6/2.
Agora classificado para a segunda rodada, o tenista de 18 anos se prepara para enfrentar o francês Pierre-Hugues Hebert, 147º do ranking mundial.
Em sua primeira participação no Aberto da França, Fonseca, atual 65º colocado do ranking mundial, não deu chances ao adversário, impondo um jogo agressivo, especialmente com a direita. Hurkacz, vice-campeão do ATP 250 de Genebra no último sábado, não conseguiu resistir à velocidade do brasileiro.
O carioca, de 18 anos, mantém o bom retrospecto em estreias de Grand Slam. Em janeiro, no Australian Open, já havia superado Andrey Rublev, então número 9 do mundo, também na primeira rodada.
A vitória foi acompanhada por uma multidão de torcedores brasileiros que lotaram a quadra 7, com capacidade para 2 mil pessoas. Antes do jogo, a fila para entrar foi extensa e superlotou o espaço. O tenista Marcelo Demoliner registrou em vídeo, nas redes sociais, a movimentação do público do lado de fora. Parte dos torcedores que não conseguiu entrar acabou invadindo a sala de imprensa, gerando um princípio de confusão rapidamente controlado.
O episódio levantou questionamentos sobre a necessidade de remanejar as próximas partidas de Fonseca para quadras maiores, capazes de acomodar a crescente presença da torcida brasileira no torneio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.