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24 milhoes
O senador Jaques Wagner (PT) registrou um crescimento patrimonial expressivo ao longo de seu mandato no Senado Federal. De acordo com os dados apresentados à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 nesta segunda-feira (3), o patrimônio declarado pelo parlamentar atingiu R$ 24,5 milhões. O montante representa um salto significativo em relação à eleição de 2018, ocasião em que informou possuir R$ 3,3 milhões em bens.
Natural do Rio de Janeiro (RJ) e radicado na Bahia, Jaques Wagner tem 75 anos, atuou como técnico em manutenção e é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.
O político exerceu três mandatos de deputado federal, governou a Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014) e ocupou os cargos de ministro do Trabalho, das Relações Institucionais, da Defesa e da Casa Civil. Eleito senador em 2018, exerce atualmente o papel de líder do governo no Senado Federal.
O item de maior valor na declaração do senador foi um crédito no montante de R$ 13.834.129,00, decorrente da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e para a empresa Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.
IMÓVEIS E VEÍCULOS
Na categoria de bens imóveis, consta ainda um apartamento localizado em Salvador (BA), avaliado em R$ 1.601.769,43 e a posse de 50% de um sítio no município de Andaraí, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 204.440,00.
Grande parte do patrimônio do parlamentar está alocada em aplicações financeiras, investimentos de renda fixa, fundos e títulos corporativos. O senador também mantém R$ 500.000,00 no CDI - BB, R$ 499.986,16 no BB LFT e R$ 250.000,00 aplicados em LCA do Banco do Brasil com vencimento em junho de 2027.
Além disso, a carteira contempla outros títulos corporativos e fundos, como o CRA Marfrig 04/45 BB (R$ 205.492,53), Debêntures Hidrovias 10/28 - BB (R$ 200.246,41), BB MM Global (R$ 186.523,71), BB COE (R$ 150.000,00) e o Fundo RF LP High - BB (R$ 120.843,33).
Em relação aos bens móveis e à frota de veículos declarada à Justiça Eleitoral, além de viagens alvo de ação da PF, ao todo Jaques Wagner possui:
- BYD Song Plus (ano 2023), avaliado em R$ 135.000,00;
- Audi (ano 2018), de R$ 130.000,00;
- Mercedes-Benz (ano 2023), no valor de R$ 125.000,00;
- Volkswagen Amarok (ano 2021), cotada em R$ 100.000,00;
- Chrysler (ano 2010), de R$ 80.000,00;
- Ford (modelo 1929), registrado por R$ 5.000,00
O parlamentar incluiu também um consórcio do Banco do Brasil, de 100 parcelas e ainda não contemplado, no valor de R$ 16.617,49.
Por fim, as informações detalham participações acionárias em companhias abertas e empresas públicas. O senador mantém R$ 12.342,73 em ações da Cemig, R$ 7.058,00 distribuídos na Telebras (sendo R$ 7.053,00 no lote principal e R$ 5,00 em um lote secundário), R$ 2.150,52 na Caixa Seguridade e R$ 888,00 na ATER.
Vale lembrar que o cartório travou o registro após uma ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que também paralisou a venda de um apartamento de luxo no Corredor da Vitória, em Salvador, negociado por R$ 10 milhões com a empresa MSMG Patrimonial Ltda., do prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União).
Somadas, as transações chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais o senador recebeu ao menos R$ 12 milhões. Em pronunciamento público, o prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, alega terceiro de boa-fé e informou ter acionado o STF para comprovar que o contrato do apartamento foi assinado em dezembro de 2025 e quitado via depósitos bancários até abril de 2026, etapas ocorridas antes da deflagração da operação da PF.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
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1.º Suplente: Edvaldo Brito (PSD) — Partido Social Democrático - ex-prefeito da capital baiana.
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2.º Suplente: Aladilce (PCdoB) — Partido Comunista do Brasil - vereadora de Salvador.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).