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2 de julho salvador
Depois de celebrar o bicentenário da Independência do Brasil na Bahia no ano passado, Salvador agora prepara uma nova homenagem ao Dois de Julho. Com a linguagem da arte visual do grafite, a capital baiana vai ganhar duas novas obras que marcam, em 2024, as comemorações da festa.
A informação foi revelada ao Bahia Notícias pela Fundação Gregório de Mattos (FGM), braço da Secretaria de Cultura da capital baiana que tem o objetivo de executar a política cultural na cidade. Segundo George Vladimir, gerente de Promoção Cultural da FGM, a fundação vai entrar com apoio para a realização das novas obras originais.
De acordo com o gerente, a ideia é que os grafites estejam dentro do percurso do Dois de Julho, entre os bairros da Lapinha e o Campo Grande. No entanto, o martelo ainda não foi batido sobre a localização das obras.
"Duas novas obras serão feitas em homenagem ao 2 de Julho, esse ano são os 200 anos da comemoração da festa. A ideia é que estejam no percurso do 2 de Julho em homenagem a festa dos caboclos, a celebração. É um processo que vai acontecer ao longo do ano", disse.
O BN também entrou em contato com Fernando Guerreiro, presidente da FGM, para obter mais detalhes sobre a novidade. Para ele, é importante ter marcos ao longo do percurso do 2 de Julho já que as decorações são temporárias e desmontadas após os festejos.
Além disso, o gestor revelou que ainda não há definição sobre o artista que ficará responsável pelos novos murais e adiantou que uma reunião seria realizada ainda nesta quarta-feira para escolher o tema do 2 de Julho.
"Gosto muito dessa arte urbana porque pega o público de surpresa, ou seja, a pessoa não vai até ela, ela vai até a pessoa. E cria um pertencimento, a gente vai estar falando da história desse lugar. Vai ser um trabalho em cima do 2 de Julho no percurso do 2 de Julho. Eu acho importante que cada vez mais a cidade vá cartografando historicamente cada lugar. Cada lugar tem sua história e a história está sempre sendo reforçada por grafite, monumentos, debates, essa coisa identitária", disse.
O 2 DE JULHO
Os festejos do 2 de Julho marcam a independência do Brasil que aconteceu na Bahia em 1823, quando soldados baianos lutaram para expulsar algumas tropas portuguesas que ainda estavam no país. Milhares de pessoas participaram da luta pela Independência da Bahia - e do Brasil - que permitiu de fato a separação de Portugal.
O grito de Dom Pedro II, às margens do Rio Ipiranga, em 7 de setembro de 1822 deu início ao processo de transformação do Brasil, mas foi a marcha vista em Salvador no dia 2 de julho de 1823, repleta de indígenas, mestiços, negros, mulheres e vaqueiros, que deu aos brasileiros uma nação para chamar de sua.
Depois do ato, o 2 de Julho passou a ser uma data consagrada na Bahia, sendo feriado em todo o estado, além de ter uma programação dedicada.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.