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Larissa Biazzi
Graduanda em Jornalismo pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL), iniciou sua trajetória profissional como estagiária no portal Soteropoles. Ao longo do percurso, adquiriu experiências na Assessoria de Comunicação da Secretaria de Mobilidade (Semob).
Últimas Notícias de Larissa Biazzi
A advogada e empresária baiana Isabela Suarez, presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB) e da Fundação Baía Viva, foi escolhida como homenageada master do Best of Brazil Global Awards 2026, realizado neste sábado (13), na Ilha da Estátua da Liberdade, em Nova York. A premiação internacional reconhece o talento, o empreendedorismo e a trajetória de brasileiros que se destacam em diferentes áreas e contribuem para a projeção do país no exterior.
Antes da cerimônia, Isabela participou de um encontro com brasileiros de diferentes setores. Durante a programação, compartilhou sua trajetória profissional e falou sobre o trabalho desenvolvido à frente da ACB e da Fundação Baía Viva, além de abordar a atuação do setor produtivo brasileiro.
A agenda internacional também colocou a Bahia em evidência em um espaço voltado à valorização de lideranças brasileiras no exterior. Em vídeo publicado nas redes sociais, Isabela destacou a oportunidade de representar o estado e apresentar pautas do empresariado baiano em um cenário internacional.
“Começamos a agenda com o pé direito e com muito orgulho por representar o nosso estado e levar a voz do empresariado baiano a uma das maiores cidades do mundo”, afirmou antes da cerimônia.
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Em Salvador, churrasco não precisa chegar à mesa acompanhado de formalidades. No O Baiano Churrasqueiro, a carne divide espaço com humor, linguagem popular e referências ao cotidiano baiano. A combinação ajudou a transformar um negócio que nasceu durante a pandemia em uma marca com mais de 200 mil seguidores nas redes sociais e seis unidades, com expectativa de chegar a oito operações até o final do ano.
A história começou com o empresário Cristiano Costa. Desempregado e com uma filha pequena em casa durante a pandemia, ele encontrou na venda de carnes uma alternativa para gerar renda. O negócio começou de maneira simples, com as primeiras vendas feitas por meio do Instagram, que na época tinha cerca de 400 seguidores.
Cerca de um ano depois, veio a primeira loja física, na Barra. Com a abertura do espaço, o empresário percebeu que precisava encontrar uma forma de se diferenciar em um mercado que já reunia diferentes açougues e restaurantes especializados em carnes. “Eu precisava me destacar de alguma forma”, contou em entrevista exclusiva ao BN Hall.
A solução veio da própria personalidade de Cristiano. Apaixonado por churrasco, axé e por Salvador, ele decidiu levar para a empresa o mesmo jeito descontraído que já fazia parte de sua vida. “Vamos vender o produto da forma que eu sou”, resumiu. A partir daí, o jeito baiano de falar e de se relacionar com o público passou a fazer parte da identidade da marca, inclusive nas redes sociais, onde o conteúdo se tornou uma das principais formas de aproximar o negócio dos clientes.
Foi nesse processo que surgiram expressões como “carne pra banguela”, criada como uma brincadeira para destacar a maciez da proteína, e “churrasco sem frufru”, que resume a proposta de colocar a carne como protagonista, sem excesso de acompanhamentos. “Em muitos lugares, os figurantes, que são os acompanhamentos, acabam tendo a mesma importância do ator principal, que é a carne. Não queremos isso”, explicou Cristiano.
A estratégia ajudou o perfil a chegar aos atuais 209 mil seguidores e também levou o público para além das redes. Depois da unidade da Barra, a marca chegou ao Morro Ipiranga, Horto Florestal, Pituba e Patamares, além de Praia do Forte. A sétima operação será inaugurada em Vilas do Atlântico, enquanto a empresa também avalia uma unidade no Itaigara. “Eu não ganho dinheiro com a plataforma. Mas o trabalho continua o tempo todo”, afirmou Cristiano. Segundo ele, o objetivo é chamar a atenção, apresentar os produtos e fazer com que as pessoas conheçam as unidades.
Com a expansão, a proposta original de manter um ambiente descontraído também foi preservada. Segundo Cristiano, o negócio atende a uma demanda por carne de qualidade sem códigos de vestimenta ou outras formalidades. Famílias, adolescentes, grupos de mulheres e pessoas mais velhas estão entre os frequentadores das unidades.
A qualidade do produto é outro ponto central para o empresário. Parte das carnes é adquirida fora da Bahia, o que aumenta os custos com impostos e frete, mas, segundo ele, é necessário para manter o padrão oferecido aos clientes. “A gente está sempre mudando o cardápio e hoje investimos também em outros produtos que fazem parte do nosso portfólio, com a nossa marca e a nossa imagem”, afirma.
Para Cristiano, a força da marca está justamente na soma entre produto e identidade. O negócio cresceu a partir de uma necessidade financeira, mas encontrou na personalidade do fundador uma forma de se posicionar no mercado. O resultado foi uma marca que mistura gastronomia, humor e referências à Bahia sem deixar a carne fora do centro da experiência.
Agora, o empresário mira outros mercados. Com duas novas unidades previstas até dezembro, o próximo passo é levar O Baiano Churrasqueiro para outros estados, mantendo o formato que ajudou a consolidar a marca em Salvador.
“O nosso plano é continuar esse crescimento sustentável e orgânico com responsabilidade, sempre trazendo o que há de melhor em proteína animal para o nosso estado e valorizando o nosso cliente. Mas o nosso objetivo maior e principal sonho é espalhar a marca pelo Brasil. Queremos levar essa baianidade, essa energia do baiano e essa carne espetacular para outros estados, mantendo o mesmo formato de loja, o mesmo ambiente e o mesmo público”, conclui.
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O que existe por trás de uma grande turnê musical vai muito além dos palcos. Estratégia, gestão, construção de marcas, licenciamento e parcerias comerciais fazem parte da engrenagem que movimenta grandes projetos de entretenimento. É a partir dessa perspectiva que Salvador recebe, no dia 7 de outubro, a sexta edição do Finance Day, promovido pelo BP Money em parceria com o BN Hall.
O encontro terá como tema “O business do entretenimento: por dentro da maior turnê do Brasil” e vai trazer à capital baiana Rafael Liporace, CEO da Tardezinha. O evento será exclusivo para convidados e propõe uma conversa sobre os bastidores da indústria do entretenimento e os caminhos por trás da construção de grandes negócios.
À frente da Tardezinha, Liporace acompanha a transformação do projeto criado por Thiaguinho em 2016, que deixou de ser uma roda de samba entre amigos para ganhar proporções nacionais e internacionais. Atualmente, a turnê soma mais de 220 edições e já passou por três continentes, com apresentações em cidades como Miami e Sydney.
O executivo também teve papel importante na estruturação da Tardezinha como empresa, com áreas dedicadas à marca, comunicação, licenciamento e parcerias comerciais. No Finance Day, essa experiência será apresentada sob a ótica empresarial, mostrando como um projeto musical pode ampliar sua atuação e criar novas frentes de negócios.
Para Karina Waxman, gestora da coluna social do Bahia Notícias, iniciativas como o Finance Day ajudam a trazer para a Bahia nomes e experiências de relevância nacional. “Quando a gente traz para Salvador nomes e histórias que movimentam o Brasil, a cidade ganha, o mercado ganha e todo mundo aprende junto. O Finance Day tem esse propósito: criar encontros que conectem conhecimento, negócios e pessoas”, afirmou.
Segundo Nicolau Eloy, sócio do BP Money, a parceria tem sido fundamental para fortalecer a conexão do Finance Day com o empresariado baiano. “Cada edição do Finance Day nasce de uma parceria. Com o BN Hall, construímos um palco que hoje consegue atrair nomes do cenário nacional, como o CEO da maior turnê do país, e reunir em volta deles boa parte do empresariado baiano”, destacou.
SOBRE O EVENTO
Criado pelo BP Money em julho de 2023, o Finance Day já realizou cinco edições em cidades como Salvador, Londrina e São Paulo. O formato reúne empresários, investidores e executivos em encontros de público reduzido, com jantar e conversas diretas com os participantes dos painéis.
O entretenimento já esteve entre os temas do evento. Em 2024, uma das edições foi dedicada aos bastidores do show business e contou ainda com o lançamento da biografia de Dody Sirena, ex-empresário de Roberto Carlos e fundador do DC Set Group.
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As empresárias Renata Andrade e Chris Peleteiro, à frente da W2W, promovem, no dia 24 de setembro, uma manhã de conteúdo voltada ao universo empresarial no Palacete Tirachapéu, no Centro Histórico de Salvador. O “W.Workshop” contará também com a participação da advogada tributarista Roberta Maia Broder, ao lado das anfitriãs, para discutir temas como produtividade, networking, vendas e os impactos da reforma tributária.
Um dos destaques será o lançamento do Método AVANÇA, desenvolvido por Renata a partir de experiências acumuladas na gestão de negócios, liderança e conciliação entre vida profissional e pessoal. Na ocasião, a empresária também apresentará, pela primeira vez, sua palestra completa, “Como produzir mais sem se sobrecarregar: A virada de chave da produtividade”.
A proposta parte de uma visão de produtividade menos ligada à ideia de estar constantemente ocupada e mais relacionada à capacidade de estabelecer prioridades e direcionar energia para o que realmente importa. “Durante muito tempo, eu associei produtividade à capacidade de dar conta de tudo. Com o tempo, percebi que ser produtiva não é fazer mais, nem viver em alta performance o tempo inteiro. É saber escolher, priorizar e direcionar energia para aquilo que realmente importa”, afirmou Renata em entrevista ao BN Hall.
Durante o W.Workshop, Chris Peleteiro, administradora e empresária do segmento de design e decoração, falará sobre “Networking Estratégico: Como construir relacionamentos que geram vendas”. Já Roberta Maia Broder abordará “Reforma Tributária: O que muda e como planejar sua empresa agora”. Mestre em Direito Tributário pela FGV e sócia do Nogueira Reis Advogados, a especialista atua na tradução de assuntos tributários complexos para a realidade de empresas e empresários.
Para Renata, a proposta é oferecer uma manhã dedicada à troca de conhecimento, com conteúdos aplicáveis à rotina de quem empreende. “É um evento educativo mesmo para lançamento da palestra, vai ser uma manhã de conteúdo”, explicou.
Inicialmente pensado para o público feminino, o W.Workshop também receberá homens. Segundo a empresária, a abertura ocorreu diante do interesse do público masculino pelos temas abordados, especialmente pela participação de Roberta Broder.
A programação começa às 8h30, com check-in, e segue até as 12h15. Após o workshop, um grupo exclusivo de 12 mulheres poderá participar de um almoço, mediante a aquisição do pacote específico. A proposta é prolongar a experiência com um momento de networking e troca entre as participantes.
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O lançamento da Coleção Vilanova Artigas, da Punto e Filo, movimentou a Uniflex Única, em Salvador, na manhã desta quinta-feira (10). Inspirada na produção do arquiteto Vilanova Artigas e nas criações artísticas de Virgínia Artigas, a coleção transforma referências da arquitetura e das artes visuais em tapetes e tapeçarias.
A programação contou com um bate-papo realizado durante a gravação de um episódio especial do podcast “No Prumo”. O encontro teve os empresários Adilson e Cláudia Galvão como anfitriões e reuniu Marinho Pisaneschi, CEO da Punto e Filo; Marcos Artigas, presidente do Instituto Vilanova Artigas e neto de Vilanova e Virgínia; e Daniel Hornos, diretor de revendas da marca.
A conversa foi mediada por Adriano Guedes e abordou a trajetória e o processo de criação da coleção, além da preservação do legado dos artistas e das diferentes formas de apresentá-lo ao público.
As referências às obras de Vilanova e Virgínia aparecem nas peças por meio da textura, da matéria e do trabalho artesanal dos tapetes e tapeçarias.
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Após estrear no Carnaval de Salvador com uma proposta voltada à exclusividade, ao conforto e à gastronomia, o Camarote Harém Soho se prepara para a segunda edição com a promessa de aprimorar a experiência oferecida ao público. Fruto da parceria entre a Agência Diva e o Grupo Soho, o espaço retorna à folia em 2027, mantendo o conceito boutique, com capacidade mais enxuta e atenção aos detalhes como alguns de seus principais diferenciais.
A nova edição foi apresentada durante um coquetel realizado na noite desta quarta-feira (9), no restaurante Soho Marina, em Salvador, e terá uma programação musical formada exclusivamente por artistas baianos. Entre as atrações já confirmadas estão É o Tchan, Filhos de Jorge, Jau, Tatau, Timbalada e Psirico. A banda Os Autorais também integra a programação e estará no camarote durante todas as noites. A proposta, segundo os responsáveis pelo projeto, é valorizar a música produzida na Bahia e atender ao público que busca viver o Carnaval ao som de axé e pagode baiano.
Para Michel Cohen, da Agência Diva, a experiência da primeira edição foi fundamental para entender melhor as expectativas dos foliões e identificar pontos que poderiam ser aperfeiçoados. “O aprendizado principal foi que a gente viu que funcionou o que a gente fez. Uma semana depois do Carnaval, a gente estava sentado aqui no Soho. Éramos 15 pessoas numa mesa discutindo cada detalhe de tudo o que tinha acontecido e de que forma a gente pode melhorar”, afirmou Cohen em entrevista exclusiva ao BN Hall.
A partir dessa avaliação, a estratégia para 2027 é tornar a experiência mais personalizada, considerando as expectativas do público para ajustar a entrega do camarote. “Você precisa entender o que é que seu cliente quer e customizar um produto para ele”, resumiu.
O conceito também ganhou força no próprio posicionamento do projeto, que passou a se apresentar como “Harém Soho Camarote Boutique”. Para Cohen, a estrutura já existente permite concentrar esforços na qualidade do atendimento e nos detalhes que podem fazer diferença durante a folia.
A proposta também é apontada por Guiga Sampaio, produtor de eventos, como um dos diferenciais do espaço. Segundo ele, o formato possibilita uma entrega mais individualizada, com os serviços e ambientes mais acessíveis aos foliões. “O nosso grande diferencial é ser um camarote boutique, feito num ambiente muito sofisticado, construído”, destacou.
Entre os diferenciais estruturais, Sampaio destaca o acesso pela Rua Guadalajara e a climatização dos ambientes, com exceção do mirante. A ideia é oferecer conforto durante toda a permanência do público, sem deixar a experiência restrita à programação musical. “É uma experiência realmente boutique, de conforto, de exclusividade e de excelência”, afirmou.
A gastronomia também permanece como um dos pilares do projeto. Para Karine Queiroz, que lidera o Grupo Soho, a primeira edição apresentou resultados positivos, mas também serviu para identificar ajustes que podem tornar a próxima experiência ainda melhor.
“O Carnaval de 2026 foi tão gostoso. A gente teve uma experiência muito bacana. A entrega foi muito bacana. E aí eu acho que 2027 é consertar, melhorar e otimizar as pequenas falhas que houveram entre nós”, afirmou.
Mais do que oferecer serviços, a empresária aponta o acolhimento como uma das principais metas para a próxima edição. A intenção é fazer com que o público se sinta cuidado durante toda a experiência no camarote. “A gente quer que o cliente se sinta mimado, que eu acho que é o objetivo. Porque o acesso do camarote é muito bom, a comida, graças a Deus, a nossa entrega foi muito boa, a vista da rua é muito boa. Então é mimar o cliente. A expectativa é que o cliente se sinta mimado, que ele goste, que seja um camarote que abrace”, declarou.
A sintonia entre o Grupo Soho e a Agência Diva também é apontada por Karine como um dos elementos que sustentam a parceria. Segundo ela, a aproximação entre as empresas surgiu a partir da identificação entre suas propostas, especialmente no modo de receber e atender o público. “Eu acho que nós somos inclusivos, nós somos pessoas que abraçam, então eu acho que é isso aí”, resumiu.
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À primeira vista, pode parecer uma manga, um limão, uma pera ou até uma maçã recém-saída da fruteira. Mas basta uma faca atravessar a fina casquinha para revelar a surpresa: mousse, geleia, cremes, bases crocantes e diferentes texturas reunidos em uma única sobremesa. Os entremets, clássicos da confeitaria francesa, vêm ganhando espaço em Salvador e despertando a curiosidade de um público atraído tanto pelo sabor quanto pelo visual quase realista das criações.
A tendência ganhou força nas redes sociais com os entremets em formato de frutas, popularizados internacionalmente pelo chef francês Cédric Grolet, e encontrou novas possibilidades nas cozinhas baianas. Por aqui, manga, maracujá, coco, abacaxi, licuri, umbu e castanha de caju entram em cena para dar sotaque local à técnica francesa. Em entrevista exclusiva ao BN Hall, três profissionais da confeitaria contam como os entremets chegaram às suas cozinhas, os desafios por trás de cada criação e como a Bahia tem ajudado a transformar a sobremesa.
Antes de a tendência ganhar força nas redes sociais, o confeiteiro e consultor Thiago Sá já havia se interessado pela técnica. Durante os estudos em confeitaria, ele conta que ficou impressionado com o produto e percebeu que ainda não era algo comum em Salvador. A curiosidade se transformou em pesquisa e o levou a São Paulo e, posteriormente, a Barcelona, onde buscou aprofundar seus conhecimentos.
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“Os entremets, desde quando comecei a estudar confeitaria, me encantaram. Nunca tinha visto em Salvador, então viajei para São Paulo para conhecer e me especializar no produto. Me encantei tanto que resolvi ir para Barcelona estudar e me aprofundar ainda mais no conhecimento para então trazer para Salvador”, conta Thiago, em entrevista ao BN Hall.
Para ele, o encanto do entremet está justamente na possibilidade de reunir diferentes experiências em uma mesma sobremesa. Ao contrário de um bolo tradicional, que costuma partir da combinação entre massa, recheio e cobertura, o entremet é construído em camadas e pode reunir preparações com temperaturas, texturas e sabores distintos.
“Entremet é um doce em camadas com sabores e texturas diferentes”, explica. “Geralmente um bolo é composto por massa, recheio e, a depender, uma cobertura. Já um entremet geralmente é composto por várias camadas, muitas vezes com texturas diferentes, como se fossem camadas de doces diferentes.”
A complexidade começa muito antes de a sobremesa chegar ao prato. Para criar uma receita, Thiago precisa testar ingredientes, avaliar combinações e pensar no equilíbrio entre doce e ácido, macio e crocante, além de definir qual acabamento será utilizado. O processo pode levar cerca de três dias e envolve técnicas específicas, como congelamento e temperagem de chocolate.
É justamente essa delicadeza que também aparece no trabalho de Deise Almeida, da Deise Confeitaria. Embora a primeira venda de entremets da marca tenha acontecido em 2 de agosto, os testes começaram ainda em junho. A ideia era não simplesmente reproduzir uma sobremesa vista fora do país, mas encontrar uma versão que tivesse identidade própria.
“Não queria trazer a versão 100% de Paris, mas sim colocar nossa identidade e adaptar ao paladar dos nossos clientes. Então, antes de o entremet ser o sucesso da confeitaria, precisei de muitos testes tanto para melhorar cada vez mais a beleza deles, como textura e sabor”, afirma.
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Na cozinha, a pressa precisa ficar do lado de fora. Cada camada tem seu próprio tempo e precisa ser congelada antes que a montagem avance para a próxima etapa. Depois, vem a finalização, que pode envolver pintura e detalhes minuciosos para fazer o doce se aproximar visualmente da fruta que o inspirou.
“A espera, como sou acelerada, é um dos maiores desafios. Eu quero fazer mil unidades de uma vez, mas é preciso esperar cada processo”, brinca Deise. Para ela, esse ritmo mais lento é parte da própria tradição da técnica europeia.
A paciência parece compensar. Desde o início das vendas, a procura surpreendeu a confeiteira. Segundo Deise, os entremets passaram a esgotar no mesmo dia em que são produzidos. Manga e limão estão entre os sabores mais procurados, enquanto novas combinações, como amendoim, banana e cacau, estão sendo desenvolvidas.
O movimento também chegou à Sunflower Confeitaria, comandada por Jerusa Arevalo. Os entremets entraram no cardápio da marca em julho de 2026, depois que a confeiteira teve a oportunidade de fazer um curso em São Paulo. Ao retornar à Bahia, encontrou um cenário em que os doces em formato de frutas começavam a chamar cada vez mais atenção nas redes sociais.
“Eu já tinha acabado de aprender a técnica e pensei: por que não trazer essa tendência para a nossa realidade? A partir daí comecei a desenvolver minhas próprias receitas, adaptando sabores e colocando a identidade da Sunflower e um toque baiano em cada criação”, conta ao BN Hall.
Na Sunflower, o desafio está também em convencer os olhos antes de conquistar o paladar. Os entremets reproduzem a aparência de frutas como limão-siciliano, maçã verde, pera, morango e manga. Por fora, uma fina camada de chocolate ajuda a criar a ilusão. Por dentro, a aparência dá lugar a uma combinação de mousses, geleias e outras preparações.
“É confeitaria, mas também tem um pouco de trabalho artístico”, resume Jerusa.
O aspecto visual ajuda a explicar parte do sucesso. Em uma época em que a comida também virou conteúdo, o entremet oferece uma experiência pensada para ser descoberta: primeiro pelo olhar, depois pelo corte e, finalmente, pelo sabor.
“Acredito que o sucesso acontece porque ele reúne três coisas que o consumidor busca muito hoje: sabor, experiência e impacto visual. Primeiro a pessoa se encanta com os olhos, depois vem a surpresa ao cortar e descobrir o interior e, finalmente, a experiência do sabor e das diferentes texturas”, avalia Jerusa.
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Mas, se o visual pode ser responsável pelo primeiro contato, é a identidade dos sabores que ajuda a criar uma relação mais duradoura com o público. Na Sunflower, o coco com abacaxi ganhou destaque entre os clientes. A combinação une mousse de coco, geleia artesanal de abacaxi e uma apresentação inspirada na estética dos entremets franceses.
Na Deise Confeitaria, a aproximação com a Bahia acontece de maneira ainda mais direta. Parte das frutas utilizadas nas receitas vem do sítio dos pais da confeiteira. O que é produzido por lá entra na cozinha; o restante é complementado com fornecedores.
“O coquinho é muito cara de Nordeste. A manga, por mais que não seja típica nossa, temos aqui em fartura e é uma identidade da nossa região já. A maioria das frutas eu colho do sítio dos meus pais para fazer os entremets”, conta.
Na produção de Thiago, essa busca por ingredientes e referências brasileiras também ganhou uma criação própria. O Entremet Brasileirinho reúne biscuit de castanha de caju, crocante de licuri, cremoso de melaço de cana e caju e mousse de umbu. A receita funciona quase como uma tradução da técnica francesa para ingredientes que carregam outras memórias e territórios.
Outro exemplo é o Entremet Alagoas, criado depois que Thiago foi convidado para ser embaixador de uma marca de mel alagoana. A partir da parceria, desenvolveu uma sobremesa com biscuit de castanha, crocante de licuri, uma esfera de chocolate recheada com mel e mousse de cupuaçu.
A combinação de referências também ajuda a explicar por que os entremets, apesar de terem origem francesa, encontram espaço em uma cidade como Salvador. Para Jerusa, mais do que copiar uma tendência internacional, o desafio está em transformá-la.
“Gosto muito dessa ideia de pegar uma técnica clássica francesa e trazer para ela sabores que tenham memória afetiva e identidade regional. A técnica pode ter vindo da França, mas o sabor pode contar uma história da Bahia”, afirma.
O crescimento da procura também revela uma mudança no comportamento do público. Thiago percebeu um aumento considerável no interesse pelos entremets e atribui parte desse movimento à experiência proporcionada pela sobremesa, que costuma ser menos doce e apresenta maior variedade de texturas. Deise, por sua vez, observa que a repercussão nas redes sociais aproximou o produto de pessoas que talvez nunca tivessem tido contato com a confeitaria francesa.
Para Jerusa, a força da tendência está justamente nessa combinação entre o que é conhecido e o que surpreende. A pessoa reconhece a fruta, mas encontra uma sobremesa completamente diferente quando corta.
É nesse intervalo entre aparência e descoberta que os entremets parecem ter encontrado seu lugar na confeitaria baiana. A técnica continua francesa, mas as possibilidades são outras. Em Salvador, o doce pode ter gosto de manga, abacaxi, coco, umbu, licuri ou castanha. Pode chegar à mesa como uma fruta perfeita e terminar revelando camadas que não estavam visíveis do lado de fora.
No fim, talvez seja justamente essa capacidade de esconder uma história dentro de outra que explique o encanto dos entremets: por fora, uma referência que atravessou o Atlântico; por dentro, uma confeitaria baiana cada vez mais disposta a criar sua própria versão.
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O business lounge The Latvian, na Bahia Marina, foi cenário de um encontro dedicado à saúde e à atualização científica na noite desta quarta-feira (2), em Salvador. Promovido pelo Grupo Sabin em parceria com a Pfizer, o jantar científico reuniu médicos para discutir avanços na prevenção de doenças respiratórias, com destaque para a vacinação ao longo da vida e as novas estratégias de imunização contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
A programação contou com palestra de Jonatas Suamir, especialista em imunização da Pfizer. Com o tema “Doenças Respiratórias – Pneumonia, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e a Nova Era da Prevenção”, o encontro abordou a importância de ampliar a atenção à vacinação para além da infância.
“A vacinação, apesar de estar em alta, sempre foi muito direcionada para o público infantil, apenas para as crianças, fazendo com que o adulto acredite que não precisa buscar uma atualização de carteirinha vacinal”, afirmou Jonatas em entrevista ao BN Hall.
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Foto: André Carvalho/BN Hall
Conhecido principalmente por sua relação com infecções respiratórias em crianças, o VSR que também representa um risco importante para adultos e idosos. Em pessoas com 60 anos ou mais e em pacientes com comorbidades, o vírus pode provocar complicações e agravar quadros preexistentes. “Pacientes cardiopatas, pneumopatas e diabéticos têm uma vacinação dentro da sua rotina específica, e esses médicos precisam estar atualizados para fazer essa recomendação e, principalmente, a orientação das principais vacinas para esse perfil de paciente”, afirmou.
Segundo dados apresentados no evento, o Brasil registrou 43.946 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados ao VSR em 2025, entre janeiro e dezembro. A infecção pode variar de sintomas semelhantes aos de uma gripe até quadros mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória, com necessidade de hospitalização.
Durante a apresentação, Jonatas destacou ainda uma vacina contra o VSR. A imunização contempla gestantes, com o objetivo de proteger o bebê nos primeiros meses de vida, pessoas entre 18 e 59 anos com determinadas comorbidades e indivíduos com 60 anos ou mais. “Essa é uma vacina que eu posso considerar como inovadora, principalmente pelo fato de que ela tem hoje três indicações. Primeiro, fazer a proteção das nossas crianças desde a primeira respiração. Quem recebe essa vacina é a gestante e, depois, essa criança nasce protegida, com o objetivo de proteção desde a primeira respiração até seis meses de vida”, explicou.
Para Agnaluce Moreira, cogestora do Sabin em Salvador, a realização do encontro na capital baiana faz parte de uma agenda de atualização científica promovida pela empresa para aproximar profissionais de saúde das novidades do setor. “Um dos braços é exatamente a atualização científica, de estar trazendo o que tem de novidade. Isso é algo que a gente faz periodicamente pelo Brasil inteiro”, afirmou à coluna social do Bahia Notícias.
A importância do evento e da atualização médica para aproximar os avanços científicos da população também foi ressaltada pelo cogestor Hebert Felix. “A gente busca impulsionar cada vez mais o conhecimento em novas tecnologias em vacina para que a gente consiga perpetuar cada vez mais esse cuidado, tanto no meio médico quanto na população, através dos médicos”, afirmou.
GRUPO SABIN
Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades. O Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje, conta com 7.500 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.
O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal, oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental nas 78 cidades em que está presente, com 366 unidades distribuídas de norte a sul do país.
O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra um portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo. Além disso, contempla serviços de atenção primária, contribuindo para a gestão da saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidado coordenados pela Amparo Saúde, e a plataforma integradora de serviços de saúde Rita Saúde, solução digital que conta com diversos parceiros, como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.
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A Pena Cal Galeria recebe, a partir desta terça-feira (1º), “Constelações Geométricas”, exposição inédita de Mario Tagnini. Em cartaz até 30 de setembro, das 14h às 18h, a mostra reúne pinturas que sintetizam uma pesquisa desenvolvida pelo artista ao longo de mais de cinco décadas, com foco nas formas geométricas, na precisão técnica e no diálogo com a tradição construtivista.
Na terça e quarta (2), Tagnini estará no espaço para receber os visitantes e conversar sobre seu processo criativo e sua trajetória artística.
Arquiteto de formação, ele construiu sua produção artística a partir das relações entre linhas, planos, cores e formas. Na nova série, o quadrado assume papel central e aparece em diferentes escalas e combinações, estruturando campos de cor, linhas e intervalos. Vermelho, azul, amarelo, preto, branco e diferentes gradações de cinza compõem o repertório cromático das obras.
O conceito da mostra parte da ideia de constelação, entendida como as relações estabelecidas pelo olhar humano entre pontos aparentemente dispersos. A partir dessa perspectiva, Tagnini investiga as possibilidades de articulação entre forma, cor e espaço, convidando o público a criar suas próprias conexões diante das pinturas.
Embora dialogue com a tradição da abstração geométrica, a produção do artista apresenta uma abordagem própria. Segundo a curadora Magnólia Costa, Tagnini se distancia da busca por uma forma absoluta ao incorporar fragmentos e interferências que tensionam a precisão das composições e evidenciam a dimensão material do gesto artístico.
A relação entre precisão e liberdade também é destacada por Eva Pena Cal, diretora da galeria. Para ela, as obras revelam a maturidade alcançada pelo artista ao longo de sua trajetória. “Mário Tagnini constrói relações. Sua pintura nasce da precisão, mas nunca da rigidez. Em seus planos de cor, linhas e intervalos, cada elemento parece ocupar um lugar inevitável, como se a composição já existisse antes mesmo do gesto do artista”, afirma.
“É uma obra que não se impõe pelo excesso, mas pela permanência: quanto mais tempo permanecemos diante dela, mais descobrimos sua potência”, completou Eva.
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Imagine poder entrar em uma casa ou ambiente antes mesmo de ele existir. Mais do que visualizar móveis, cores e revestimentos em uma tela, os clientes agora podem se enxergar dentro dos espaços projetados e experimentar, ainda na etapa de criação, como seria viver ali. É essa experiência que a inteligência artificial vem proporcionando ao trabalho da designer de interiores baiana Bruna Coni.
A profissional incorporou as ferramentas às apresentações de seus projetos como uma forma de aproximar o cliente do resultado final. A tecnologia permite criar representações cada vez mais realistas dos ambientes e inserir os próprios moradores nas cenas, transformando a visualização em uma espécie de prévia da vida que será construída no espaço.
“Eu consigo colocar os próprios clientes dentro dos ambientes, vivendo aquilo que me contaram no briefing. Eles podem se enxergar recebendo os amigos, usando a cozinha, aproveitando a casa com os filhos. É uma forma de antecipar um pouco da vida que imaginaram para aquele lugar”, explicou Bruna em entrevista ao BN Hall.
A proposta vai além do impacto visual. Para a designer, a utilização da IA também contribui para tornar algumas etapas do processo mais ágeis, permitindo explorar possibilidades e apresentar ideias de maneira mais dinâmica. A ferramenta passa a atuar como uma aliada na tradução das necessidades e dos desejos dos clientes para o projeto.
Com a popularização dessas ferramentas em diferentes áreas criativas, Bruna acredita que o domínio da tecnologia poderá se tornar um diferencial no mercado de interiores. Para ela, no entanto, isso não elimina a importância do olhar profissional. “A IA não vai substituir o nosso trabalho. Ela amplia o que podemos fazer. O conhecimento técnico, o repertório e a sensibilidade para entender o cliente continuam sendo nossos. Mas quem entender como usar essas novas ferramentas para potencializar o próprio trabalho certamente vai se destacar no mercado”, destacou.
Bruna destacou que, apesar das transformações provocadas pela tecnologia, a essência do design de interiores permanece a mesma: criar espaços pensados para as pessoas. O que muda é a maneira de apresentar esse processo e permitir que o cliente se reconheça no resultado antes mesmo de a obra sair do papel.
Segundo a proposta, a inteligência artificial, nesse cenário, deixa de ser apenas uma ferramenta de produção de imagens e passa a ocupar um novo espaço dentro do processo criativo. Entre projetos, possibilidades e simulações, a experiência ajuda a transformar uma ideia abstrata em uma experiência mais concreta, permitindo que o cliente, de certa forma, conheça o próprio sonho antes de ele se tornar realidade.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Eduardo Girão
“O Senado está totalmente prostrado. A gente vê uma comissão de ética que não foi instalada na legislatura do Davi Alcolumbre. A condução dele como presidente é uma tragédia anunciada, tanto é que eu votei contra ele. Não apenas isso, eu fui candidato contra ele até o final. Eu fico extremamente preocupado quando vejo o PL, por exemplo, que é um partido grande da oposição, apoiar o Alcolumbre e votar nele. Com a exceção do senador Marcos Pontes que se rebelou contra o próprio partido e foi até o final também. Eu tive quatro votos, o astronauta Marcos Pontes teve quatro votos, e o Davi nadou de braçada".
Disse o senador Eduardo Girão (Novo) ao fazer uma série de críticas à gestão do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União). Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (14), o candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema disse que a Comissão de Ética do Senado não tem funcionado e acusou Alcolumbre de engavetar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

