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Carlos Matos
Jornalista em formação pelo Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Possui experiências na TV Band Bahia, Núcleo Audiovisual e Rádio universitária da Unijorge. Atualmente, estagia na editoria de Esportes do Bahia Notícias.
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A Copa do Mundo de 2026 será disputada com a bola rolando em três países, mas seu centro de gravidade político estará concentrado em um deles. Sede de 78 dos 104 jogos do torneio, os Estados Unidos chegam às vésperas do Mundial diante de uma combinação de fatores que extrapolam o campo: política migratória mais rígida, reforço da segurança interna, pressão de entidades de direitos humanos, tensão diplomática com o Irã e a necessidade logística de receber milhões de torcedores estrangeiros no maior evento da história da Fifa.
Diante desse cenário, o Bahia Notícias preparou uma matéria especial dentro do quadro BN na Copa, com um levantamento sobre a conjuntura política dos países-sede e os possíveis impactos diretos na organização do Mundial. A proposta é mostrar como Estados Unidos, Canadá e México chegam ao torneio a partir de temas como imigração, segurança, circulação de torcedores, logística internacional e relações diplomáticas.
ESTADOS UNIDOS
Os Estados Unidos terão de administrar uma Copa atravessada por decisões governamentais e por uma ampla operação federal. Em março de 2025, a Casa Branca criou uma força-tarefa específica para coordenar as ações relacionadas ao Mundial de 2026. A estrutura reúne órgãos ligados à segurança, transporte, turismo e imigração, e foi desenhada para centralizar a atuação do governo federal junto às cidades-sede. O próprio governo norte-americano aponta que a força-tarefa ficará administrativamente vinculada ao Departamento de Segurança Interna.
Entre as medidas associadas à preparação do torneio estão o reforço da segurança em eventos de grande porte, apoio às cidades-sede e investimentos em tecnologia para proteção de estruturas estratégicas. O orçamento federal de 2027 também cita recursos voltados ao fortalecimento da capacidade estadual e local para eventos especiais, incluindo a Copa do Mundo de 2026 e os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O ponto mais sensível de toda a operação está na entrada de torcedores estrangeiros no país. Para tentar reduzir "gargalos" no atendimento consular, foi criado o Fifa Pass, em parceria com o Departamento de Estado dos EUA. O sistema concede prioridade no agendamento de entrevistas de visto para torcedores que compraram ingressos diretamente pelos canais oficiais da Fifa e optaram pelo procedimento.
A medida busca dar maior previsibilidade ao fluxo de visitantes, mas não substitui a análise migratória tradicional. Na prática, o Fifa Pass não é um visto, não garante aprovação do pedido e também não assegura a entrada automática em território norte-americano. O torcedor segue obrigado a cumprir as exigências legais de viagem e imigração dos Estados Unidos.
Esse rigor ocorre em meio a um momento de endurecimento da política migratória dos EUA. Por conta disso, organizações de direitos humanos vêm pressionando a Fifa para garantir que o torneio mantenha compromissos de inclusão, segurança e liberdade de circulação. Os alertas envolvem riscos de restrições de visto, deportações, abordagens migratórias e impactos sobre torcedores, trabalhadores, comunidades imigrantes e profissionais da imprensa durante o Mundial.
CIDADES-SANTUÁRIO
A tensão política também se reflete no ambiente doméstico americano. Segundo informações da Reuters, o secretário de Segurança Interna dos EUA, Markwayne Mullin, alertou executivos do setor de viagens sobre a possibilidade de suspender o processamento alfandegário e migratório em aeroportos localizados em “cidades-santuário” — municípios que adotam políticas locais de proteção a imigrantes e não cooperam integralmente com determinadas diretrizes federais de imigração.
Ainda de acordo com as informações preliminares, a eventual medida foi associada ao período posterior à Copa do Mundo, mas o tema já entrou no debate público por envolver aeroportos de grande fluxo internacional. Entidades do setor de viagens e aviação manifestaram preocupação com possíveis impactos sobre passageiros, cargas e turismo, enquanto integrantes do próprio governo indicaram cautela sobre a adoção de restrições que afetem o funcionamento de aeroportos.
CONFLITO ENTRE EUA/ISRAEL E IRÃ
Para além da organização interna, a Copa também está inserida em um contexto de instabilidade geopolítica. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã colocou a participação da seleção iraniana no centro de uma discussão diplomática e esportiva. O Irã está classificado para o Mundial e tem partidas previstas em território norte-americano, mas a tensão entre os países levou a questionamentos sobre vistos, segurança e circulação da delegação.
Embora a presença do Irã tenha sido tratada com incerteza nas últimas semanas, a Federação Iraniana confirmou a participação do país no torneio. Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a federação apresentou condições relacionadas à emissão de vistos, segurança, tratamento da delegação, circulação de torcedores e atuação de profissionais de imprensa.
A situação segue acompanhada de perto pela Fifa. Em reunião recente com representantes da federação iraniana, a entidade afirmou ter mantido conversas positivas sobre questões operacionais. Ainda assim, a seleção do Irã iniciou preparação fora do país, em Antalya, na Turquia, em meio a pendências de visto. Parte da delegação também passou por procedimentos relacionados a solicitações de entrada no Canadá e nos Estados Unidos.
Do lado norte-americano, o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que Washington não se opõe à presença dos atletas iranianos na Copa. No entanto, o governo indicou que poderá aplicar restrições a integrantes de delegação ou comitiva que tenham ligação com a Guarda Revolucionária Islâmica, organização classificada como terrorista pelos Estados Unidos e pelo Canadá.
O caso iraniano também envolve a tabela do torneio. O Irã chegou a solicitar a transferência de seus jogos para o México, mas a Fifa manteve o calendário original. A seleção iraniana tem jogos previstos nos Estados Unidos na fase de grupos e poderá precisar entrar no Canadá em caso de avanço na competição.
Com isso, os Estados Unidos chegam à Copa de 2026 como principal sede esportiva e também como epicentro político da operação. A promessa de um Mundial histórico, impulsionado pelo crescimento do futebol no mercado norte-americano e pelo retorno do país ao posto de sede após 32 anos, convive com alguns desafios.
Contudo, os Estados Unidos representam apenas uma parte dessa engrenagem. Para compreender o funcionamento completo do torneio, também é preciso olhar para os papéis de Canadá e México. Embora fiquem com uma fatia menor do calendário, com 13 jogos cada, os dois vizinhos serão decisivos nas operações de fronteira, na logística de deslocamento entre países e na recepção do fluxo de torcedores que circulará pela América do Norte durante a competição.
MÉXICO
Enquanto os EUA lidam com os holofotes e as pressões de segurança do principal país-sede, o vizinho México assume um papel ponderado na geopolítica da Copa do Mundo de 2026. Historicamente posicionado como uma ponte diplomática, o país latino chamou atenção para si ao se colocar como resposta para um dos maiores impasses esportivos e militares recentes que antecedem o torneio: a participação do Irã.
A escalada da tensão militar no Oriente Médio, transferiu o conflito diretamente para as pranchetas da Fifa (Federação Internacional de Futebol). O Irã, sorteado no Grupo G ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia, tinha seus três jogos iniciais programados para Los Angeles e Seattle. Alegando falta de garantias de segurança em solo americano, reforçadas pelos movimentos do ministro dos Esportes do país, Ahmad Donyamali, que chegou a classificar a participação como impossível, a federação iraniana iniciou uma forte pressão para mudar seus jogos de sede.
Em meio ao impasse, o México se posicionou. A presidente Claudia Sheinbaum declarou publicamente que o país estava de portas abertas para acolher as demandas logísticas e de segurança da República Islâmica.
O desfecho dessa costura de bastidores ganhou contornos oficiais neste sábado (23), quando o Irã confirmou a transferência de sua base de treinamentos. A delegação, que inicialmente ficaria em Tucson, no Arizona (EUA), cruzou a fronteira para se estabelecer em Tijuana, cidade mexicana colada no território americano. Embora o remanejamento dos locais das partidas ainda aguarde a chancela oficial da federação, a mudança da base para o México foi aprovada pela entidade máxima do futebol como um respiro humanitário e logístico diante das incertezas da guerra.
A CORRIDA CONTRA O TEMPO NA CAPITAL
Se na diplomacia o governo federal atua com folga, nos canteiros de obras das três cidades-sede (Monterrey, Guadalajara e Cidade do México) o cenário é de pura pressão. A menos de um mês para o início do torneio, a capital mexicana vive uma frenética corrida contra o tempo para entregar intervenções urbanas cruciais até o fim de maio, poucas semanas antes do jogo de abertura, no dia 11 de junho, entre México e África do Sul, no Estádio Azteca.
Um levantamento da agência Reuters aponta que as obras estruturais têm gerado forte controvérsia e dividido opiniões entre os moradores locais. Na Calzada de Tlalpan, uma das artérias viárias mais movimentadas da Cidade do México, equipes trabalham em turnos ininterruptos para erguer um corredor de dois quilômetros voltado para pedestres e ciclistas, gerando congestionamentos caóticos e protestos contra a poluição sonora noturna.
Parte da população critica as intervenções, acusando a gestão pública de priorizar a estética e o turismo em detrimento de melhorias estruturais urgentes para o dia a dia da comunidade, como a manutenção do antigo sistema de metrô de superfície.
Por outro lado, as autoridades locais, representadas pelo diretor do metrô, Adrián Rubalcava, defendem que a vitrine da Copa do Mundo foi a oportunidade ideal para acelerar investimentos profundos em estações que precisavam de atenção urgente e que serão o verdadeiro legado de longo prazo para os mais de 1,2 bilhão de passageiros que utilizam o sistema anualmente.
“A OLA, SIM; O GRITO, NÃO”
Além da infraestrutura e do acolhimento, a Federação Mexicana de Futebol (FMF) trava uma batalha cultural interna para garantir que o país passe uma imagem de modernidade. Historicamente punida pela Fifa devido aos recorrentes gritos de cunho homofóbico entoados por sua torcida nos tiros de meta adversários, a entidade máxima do futebol mexicano lançou uma campanha de conscientização de massa.
Com o nome “A ola, sim; o grito, não”, a ação é apadrinhada por lendas do futebol local, como Hugo Sánchez e o técnico Javier Aguirre, além de outros integrantes do elenco histórico da Copa de 1986.
Segundo a entidade, a estratégia utiliza a nostalgia para combater o preconceito: a campanha incentiva o torcedor a abafar os gritos discriminatórios levantando a famosa "ola", o movimento de onda humana nas arquibancadas que o próprio México popularizou para o mundo no Mundial de 86. A ação será massificada nas redes sociais e nos últimos amistosos preparatórios da seleção.
ACERTOS FINAIS
Para os torcedores que seguirão rumo às 13 partidas que o México irá sediar, o governo estabeleceu medidas para facilitar o fluxo. Desde fevereiro, os turistas brasileiros que viajam por via aérea podem emitir um visto eletrônico de forma simplificada na internet, acelerando a imigração para o evento.
O plano nacional para a Copa prevê ainda um forte esquema de segurança unificado entre as forças federais e a inteligência da Fifa para blindar os pólos turísticos contra os recentes episódios de violência interna que preocupavam o comitê organizador.
Para garantir que a festa seja inclusiva, o governo mexicano confirmou a criação de Fan Fests e exibições públicas gratuitas com transmissões dos jogos em praças de todo o país, descentralizando o evento para quem não conseguiu ingressos.
Carregando a representatividade latina desta edição, o México Busca se provar como o porto seguro e o coração pulsante da América do Norte em 2026.
CANADÁ
Se os Estados Unidos concentram a maior pressão política e operacional da Copa do Mundo de 2026, o Canadá chega ao torneio tentando consolidar uma imagem de estabilidade institucional, segurança pública e abertura internacional. Mesmo com apenas 13 partidas distribuídas entre Toronto e Vancouver, o país terá papel estratégico na logística do Mundial, especialmente pela circulação constante de delegações e torcedores entre as três sedes norte-americanas.
A preparação canadense ocorre em meio a debates sobre imigração, custo de vida, segurança urbana e relações diplomáticas. Em abril de 2025, o Partido Liberal manteve o comando do governo após a saída de Justin Trudeau, e Mark Carney assumiu o cargo de primeiro-ministro em um cenário de desaceleração econômica, pressão sobre políticas migratórias e necessidade de ampliar investimentos em infraestrutura antes da Copa.
Apesar da mudança de liderança, o governo federal manteve o compromisso assumido com a Fifa de transformar o Mundial em uma vitrine internacional para o país. As autoridades canadenses tratam a competição como uma das maiores operações de segurança da história recente do Canadá, principalmente pelo aumento esperado no fluxo de visitantes estrangeiros e pela integração operacional com Estados Unidos e México.
CONTROLE DE FRONTEIRAS
Um dos principais desafios canadenses está na gestão das fronteiras. A realização conjunta do torneio obrigará o Canadá a atuar em coordenação direta com as agências migratórias e de segurança dos EUA, sobretudo em voos, conexões terrestres e deslocamentos de torcedores entre os três países durante a competição.
Nos últimos meses, o governo canadense ampliou investimentos em vigilância de fronteiras, inteligência e segurança cibernética. O foco está em evitar incidentes relacionados a terrorismo, crimes transnacionais, ataques digitais e ações extremistas durante grandes eventos internacionais.
Ao mesmo tempo, Ottawa tenta equilibrar a imagem de país receptivo com um discurso político mais cauteloso sobre imigração. O governo federal anunciou limites temporários para determinados programas migratórios e estudantis, alegando pressão sobre habitação, serviços públicos e custo de vida. O debate ganhou força dentro do Parlamento canadense às vésperas da Copa.
DIPLOMACIA E RELAÇÕES INTERNACIONAIS
O Canadá também aparece envolvido em temas diplomáticos que cercam o Mundial. Assim como os Estados Unidos, o país mantém a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã em sua lista de organizações terroristas, fator que colocou as autoridades canadenses nas discussões relacionadas à eventual entrada de integrantes da delegação iraniana no território canadense durante a competição.
O tema ganhou relevância porque seleções classificadas poderão cruzar a fronteira canadense nas fases eliminatórias, aumentando a necessidade de coordenação diplomática e migratória entre os países-sede.
Ao mesmo tempo, o Canadá busca utilizar o torneio como ferramenta de projeção internacional. O governo federal e as províncias envolvidas vêm destacando pautas ligadas à diversidade, inclusão e multiculturalismo como marcas da participação canadense na Copa. Vancouver e Toronto, as duas cidades-sede, já anunciaram programas culturais paralelos voltados para comunidades imigrantes e populações indígenas durante o período do Mundial.
INFRAESTRUTURA E PRESSÃO SOBRE AS CIDADES-SEDE
Apesar da imagem de estabilidade, o Canadá também enfrenta críticas internas relacionadas aos custos públicos da Copa. Em Toronto e Vancouver, parte da população questiona o aumento dos investimentos em estádios, segurança e mobilidade urbana em meio à crise habitacional que atinge diferentes regiões do país.
Autoridades locais defendem que os investimentos deixarão legado permanente em transporte, turismo e infraestrutura urbana, enquanto opositores apontam preocupação com gastos públicos elevados. Em Toronto, o foco das autoridades está na modernização do sistema de transporte e no reforço da capacidade hoteleira para receber turistas durante o torneio.
Dentro da estrutura da competição, o Canadá será peça importante para aliviar parte da pressão logística concentrada nos Estados Unidos. O país participa das negociações sobre integração tecnológica entre os três governos para compartilhamento de informações de segurança, controle de fronteiras e monitoramento de riscos durante o evento.
Assim, embora ocupe uma posição mais discreta em comparação aos Estados Unidos, o Canadá chega à Copa de 2026 tendo papel relevante na integração logística e migratória entre os três países-sede, sendo importante na engrenagem diplomática. Entre debates internos sobre imigração, pressão por infraestrutura e necessidade de coordenação internacional, o país tentará equilibrar a imagem de estabilidade global com os desafios de sediar um dos maiores eventos esportivos do planeta.
O Vitória venceu o Internacional por 2 a 0 neste sábado (23), no Barradão, pela 17ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. Após a partida, o técnico Jair Ventura destacou a atuação defensiva da equipe e ressaltou a importância do aspecto mental para suportar a sequência de jogos em diferentes competições.
O treinador também elogiou o apoio da torcida rubro-negra, mesmo sob forte chuva em Salvador na noite deste sábado.
“Agradecer nossa torcida, fez mais uma linda festa. Choveu muito, mas a paixão é maior que qualquer chuva. Estar em muitas competições é ótimo, mas gera um desgaste maior, você acaba tendo algumas situações no meio do caminho, como foi com o Ramon, que não sofreu uma lesão, mas ficou fora por uma pancada. A entrega de todos hoje, fazendo de cada jogo uma final de Copa do Mundo, estamos fazendo um mês muito bom, alcançando os objetivos. Jogo difícil hoje, o Inter é muito qualificado”, afirmou.
De olho na sequência da temporada, Jair Ventura revelou que a comissão técnica ainda definirá a estratégia para o confronto diante do ABC, no jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. Após vencer o duelo de ida por 6 a 2, o Vitória avalia a possibilidade de poupar jogadores no compromisso da próxima quarta-feira (27), na Arena das Dunas.
“A gente vai se reunir segunda-feira e avaliar. Ou vamos mais descansado para os próximos jogos ou vamos para o risco. Para decidir em casa a gente tem que ganhar e o Sport perder. Vamos decidir isso. Se vamos para o “all-in”, para tentar ganhar o jogo lá, ou se vamos descansar para ter a perna mais fresca”, explicou o treinador.
Com o resultado positivo no Barradão, o Vitória volta as atenções para a partida de volta da semifinal do Nordestão. O confronto contra o ABC será disputado às 21h30 (de Brasília), em Natal. Depois, a equipe retoma o foco no duelo diante do Santos pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, disputado em São Paulo, no sábado (30), às 21h.
O Vitória venceu o Internacional por 2 a 0 neste sábado (23), no Barradão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. Depois da partida, o goleiro Lucas Arcanjo foi um dos destaques na zona mista ao ressaltar que o fato do setor defensivo estar se conhecendo cada vez mais ajuda na sequência de bons resultados que o Leão vem somando dentro de casa na Série A e para mais um jogo sem sofrer gols.
“É muito importante vencer no Barradão e com a força do torcedor isso é possível. Foi um jogo complicado, eles também tiveram oportunidades, mas estamos nos conhecendo cada vez (defesa), nos entrosando cada vez mais e isso ajuda bastante”, declarou.
O arqueiro também comentou a sua marca recente de 250 jogos vestindo a camisa vermelha e preta. Arcanjo até brincou ao revelar que já falou com o presidente Fábio Mota para renovar o seu contrato até 2030 e negou que tenha recebido ofertas para outros clubes.
“É sempre uma honra vestir a camisa do Vitória e fico feliz pelo reconhecimento. Eu bati essa marca e meu objetivo é bater mais marcas. Já até conversei com Fábio (Mota) que era para renovar meu contrato até 2030. Para mim não chegou nada (de propostas), não sei para o meu empresário, mas para mim não chegou nada”, afirmou.
Nesta edição do Campeonato Brasileiro, o Vitória completou hoje o seu oitavo jogo no Barradão. Ao lado do seu torcedor, o Rubro-Negro registra seis vitórias, um empate e uma derrota, além de 14 gols marcados e apenas três sofridos.
Na quarta-feira (27), o Leão pega o ABC, no Frasqueirão, em Natal, às 21h30, em jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. No sábado (30), o Vitória joga pelo Campeonato Brasileiro, contra o Santos, na Vila Belmiro, às 21h, pela 18ª rodada.
Fora dos planos do São Paulo para o decorrer da temporada, Robert Arboleda, zagueiro do Tricolor Paulista que tem contrato até o fim de 2027, foi especulado no Vitória por empréstimo. Após a vitória por 2 a 0 contra o Internacional, neste sábado (23), o diretor esportivo do Leão, Sérgio Papellin, negou que exista qualquer possibilidade de negociação do Rubro-Negro pelo defensor.
“Isso é conversa de sonhador. Isso é rumor de sonhador. Arboleda está sendo procurado por times do Sudeste e do Sul. Não existe a menor possibilidade dele no Vitória. Não tem nada”, enfatizou.
Em abril, Arboleda viajou para o Equador, ficou quase um mês longe do São Paulo e não deu justificativa. O clube paulista notificou o zagueiro equatoriano, afastou do restante do elenco para os treinamentos, mas não rescindiu o contrato do jogador.
Neste sábado (23), o Vitória venceu o Internacional por 2 a 0 em partida válida pela décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro 2026. No Estádio Manoel Barradas, 25.114 torcedores estiveram presentes para uma renda de R$585.241,00.
O público rubro-negro foi formado por 22.757 filiados ao Sou Mais Vitória, 421 ingressos corporativos e 1.624 pagantes na bilheteria, somando 24.802 de público pagante total. Além disso, houve 312 crianças (não pagantes), totalizando 25.114 pessoas presentes no estádio do Leão.
A renda de R$585.241,00 foi dividida em R$129.680,00 pagantes da bilheteria, junto a R$421,00 dos pagantes corporativos e R$455.140,00 dos sócios do Sou Mais Vitória.
Agora o Leão se prepara para o jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. No duelo de ida contra o ABC, o Rubro-Negro goleou por 6 a 2 no Barradão. Agora no Frasqueirão, o Vitória enfrenta o Alvinegro na próxima quarta-feira (27), às 21h30.

Público e Renda de VItória x Internacional | Foto: Divulgação/Ascom EC Vitória
Vitória e Internacional se enfrentaram na tarde deste sábado (23), no Barradão, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. No duelo do Rubro-Negro contra o Colorado, o Leão prevaleceu e fez valer, mais uma vez, o mando de campo. Depois de um lançamento em profundidade de Erick, Renê cabeceou e fez o primeiro gol. Nos acréscimos do segundo tempo, Diego Tarzia bateu cruzado e fechou a conta, fazendo 2 a 0 para o Colossal.
A vitória de hoje do Leão também representa a continuidade de uma sequência invicta do Rubro-Negro no Barradão. O Leão já soma nove partidas sem derrotas em casa, saindo vencedor em oito oportunidades. Destas partidas, quatro foram pela Série A.
Com o resultado positivo, o Vitória ultrapassa o próprio Internacional, que agora é 12º colocado, e passa a ocupar a 10ª posição, com 22 pontos somados. Vale ressaltar que o Leão tem um jogo atrasado, da quarta rodada, contra o Botafogo, então disputou apenas 16 das 17 rodadas do Brasileirão.
Agora o time comandado por Jair Ventura direciona suas atenções para o jogo de volta das semifinais da Copa do Nordeste. Depois de derrotar o ABC por 6 a 2 no Barradão, o Rubro-Negro volta a enfrentar o time potiguar, na próxima quarta-feira (27), na Arena das Dunas, em Natal, às 21h30.
Pelo Campeonato Brasileiro, o Vitória só volta a atuar daqui uma semana. No próximo sábado (30), às 21h, o Leão enfrenta o Santos, na Vila Belmiro, pela 18ª rodada do Brasileirão.
O JOGO
Aos cinco minutos de jogo, o Vitória subiu no contra-ataque e Matheuzinho deixou Martínez na cara do gol. O volante finalizou no centro, facilitando para Anthoni e perdendo a primeira grande chance da partida.
Boa chegada
Matheus Bahia roubou a bola de Erick e conduziu o contra-ataque do Inter. O lateral avançou e tocou para Alerrandro, que girou, e mesmo desequilibrado, finalizou e obrigou Arcanjo a fazer boa defesa. Aos sete minutos, a bola sobrou para Bahia, que chutou, mas o goleiro rubro-negro fez nova defesa.
Jogada perigosa
Bruno Henrique cobrou escanteio para Juninho, que cabeceou aos 22’. A bola desviou em Vitinho e sobrou para Mercado, que chutou. A zaga do Vitória cortou, mas Borré arriscou no rebote e mandou longe do gol de Lucas Arcanjo.
GOOOL DO LEÃO
Aos 28 minutos, o Vitória recuperou a bola, e na sequência da jogada, Erick ajeitou para a perna direita e lançou em profundidade para Renê, que cabeceou no canto e balançou as redes para o Leão. Vitória 1 a 0.

Erick disputando espaço com Matheus Bahia | Foto: Maurícia da Matta/Bahia Notícias
SEGUNDO TEMPO
O Vitória voltou desatento para a segunda etapa, enquanto o Inter veio com gás para buscar o gol de empate. Aos doze minutos, Renê recebeu a bola, fez a parede, mas girou errado e a marcação do Colorado tomou a posse. Bernabei recebeu o passe, ajeitou para a perna esquerda e bateu cruzado com perigo. A bola passou raspando na trave de Lucas Arcanjo.
Boa finalização, boa defesa
Com mais volume de jogo, o Internacional voltou a subir no ataque e quando a bola chegou em Alerrandro, o camisa 9 girou, e com pouco equilíbrio, finalizou de fora da área com muito perigo, obrigando Lucas Arcanjo a fazer uma boa defesa aos 22 minutos.
Grande chance perdida
Em nova subida ao ataque aos 38 minutos, Bernabei acionou Allex na ponta, o jogador cruzou para a grande área e Alerrandro fez o mais difícil ao desviar para fora mesmo estando de cara para o gol.
GOOOL DO LEÃO!
Depois de receber cruzamento aos 51 minutos, Diego Tarzia dominou, driblou Mercado e conduziu até a área. O atacante ajeitou para a perna esquerda e bateu cruzado no canto inferior do goleiro Anthoni. O argentino balançou as redes e confirmou a vitória do Leão por 2 a 0.
FICHA TÉCNICA
Vitória 2x0 Internacional
Campeonato Brasileiro - 17ª rodada da Série A
Local: Barradão, em Canabrava
Data: 23/5/2026 (quarta-feira)
Horário: 17h
Árbitro: Felipe Fernandes de Lima (MG)
Assistentes: Rodrigo Figueiredo Henrique Correa (RJ) e Brigida Cirilo Ferreira (AL)
VAR: Felipe da Silva Goncalves Paludo (RJ)
Onde assistir: TV Bahia e Premiere
Gols: Renê aos 28’ do 1º tempo; Diego Tarzia aos 51' do 2º tempo
Cartões: Caíque [Vitória] / Bruno Gomes, Bernabei (dois amarelos: expulso) [Internacional]
Vitória: Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Jamerson (Zé Breno); Caíque (Edenílson), Baralhas e Martínez; Matheuzinho (Tarzia), Erick (Marinho) e Renê (Kayzer). Técnico: Jair Ventura.
Internacional: Anthoni; Bruno Gomes (Alan Patrick), Mercado, Juninho (Victor Gabriel) e Matheus Bahia (Bruno Tabata); Villagra, Bruno Henrique (Thiago Maia), Vitinho e Bernabei; Borré (Allex)e Alerrandro. Técnico: Paulo Pezzolano.
Vitória e Internacional se enfrentam na tarde deste sábado (23), no Barradão. A partir das 17h, a bola vai rolar pela décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Acompanhe a partida em tempo real pelo Bahia Notícias.
Após aplicar uma goleada por 6 a 2 no ABC, pelas semifinais da Copa do Nordeste, o Leão volta ao Campeonato Brasileiro, busca manter uma sequência invicta em casa e subir na na tabela. Sem perder a quatro jogos na Série A, o Inter quer seguir na boa fase pelo Brasileirão.
A bola já está rolando! Confira abaixo, o tempo real da partida:
Neste sábado (23), a partir das 17h, é dado o pontapé inicial para Vitória e Internacional, pela décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro. Ambas as equipes já estão escaladas para o confronto de logo mais.
O Leão de Canabrava, comandado por Jair Ventura, vai para o jogo com Lucas Arcanjo; Nathan Mendes, Cacá, Luan Cândido e Jamerson; Caíque, Baralhas e Martínez; Matheuzinho, Erick e Renê.
O Colorado, liderado por Paulo Pezzolano, vai para o jogo com Anthoni; Bruno Gomes, Mercado, Juninho e Matheus Bahia; Villagra, Bruno Henrique, Vitinho e Bernabei; Borré e Alerrandro.
Carlo Ancelotti anunciou, nesta segunda-feira (18), a lista final da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. Em evento realizado no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o treinador italiano definiu os 26 jogadores que representarão o Brasil no Mundial, que será disputado entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, México e Canadá.
A convocação marca a primeira Copa de Ancelotti no comando da Amarelinha. O técnico, que assumiu o cargo em 2025, conduzirá a equipe em busca do hexacampeonato. Vale lembrar que seu contrato já está renovado até o fim do Mundial de 2030.
Entre os nomes chamados, o grande destaque é a volta de Neymar Júnior. Ele voltará a vestir a amarelinha, além de retornar ao torneio em sua quarta e última participação na carreira. A presença do atacante do Santos era a principal expectativa do anúncio, já que a comissão técnica havia indicado que sua convocação dependeria da evolução física apresentada na reta final da temporada.
A lista também conta com os pilares deste ciclo, como Alisson, Marquinhos, Casemiro, Bruno Guimarães, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.
Outro nome que ficou de fora da convocação, foi o do lateral-esquerdo Luciano Juba, destaque do Bahia da última e atual temporada. O jogador vinha sendo citado por torcedores e parte da imprensa como um possível nome para a lista final, mas acabou não sendo incluído entre os convocados para a Copa do Mundo.
Antes de a bola rolar oficialmente, a Seleção Brasileira fará dois amistosos preparatórios: contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã, e contra o Egito, no dia 6 de junho, já em solo americano. Essas partidas serão os últimos testes do treinador antes do início do torneio.
O Brasil está no Grupo C da Copa do Mundo, ao lado de Marrocos, Escócia e Haiti. A estreia oficial do canarinho será no dia 13 de junho (sábado), às 19h, contra Marrocos, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
Confira a seguir a lista completa dos convocados para a Seleção Brasileira:
GOLEIROS
Alisson (Liverpool)
Ederson (Fenerbahçe)
Weverton (Grêmio)
DEFENSORES
Alex Sandro (Flamengo)
Bremer (Juventus)
Douglas Santos (Zenit)
Roger Ibanez (Al-Ahli)
Danilo (Flamengo)
Léo Pereira (Flamengo)
Gabriel Magalhães (Arsenal)
Marquinhos (PSG)
Wesley (Roma)
MEIO-CAMPISTAS
Casemiro (Manchester United)
Bruno Guimarães (Newcastle)
Danilo Santos (Botafogo)
Fabinho (Al-Ittihad)
Lucas Paquetá (Flamengo)
ATACANTES
Vini Jr. (Real Madrid)
Raphinha (Barcelona)
Igor Thiago (Brentford)
Rayan (Bournemouth)
Endrick (Lyon)
Luiz Henrique (Zenit)
Matheus Cunha (Manchester United)
Gabriel Martinelli (Arsenal)
Neymar Jr. (Santos)
No dia de seu aniversário de 127 anos, o Vitória apresentou na manhã desta quarta-feira (13), no Gabinete do Prefeito de Salvador, Bruno Reis, as especificidades do novo projeto da Arena Barradão. A SD Plan, empresa de engenharia que cuida das partes operacionais da remodelação do estádio do Rubro-Negro, teve Danilo Carvalho, sócio-fundador e arquiteto, como representante presente no evento. O CEO do grupo explicou os detalhes do investimento da construção, onde o clube não vai arcar com nenhum centavo, como disse o gestor.
“O Vitória não paga um centavo. O Vitória não deixa a propriedade do Barradão, continua como propriedade do do Vitória, é só uma concessão por 35 anos para pagar essa conta que a gente está investindo na arena por esse período”, disse.
Na sequência, Danilo Carvalho enfatizou que a viabilização da verba para a construção da Arena Barradão parte 100% da ação de investimento privado.
“É 100% dinheiro privado dos investidores e mais com captação de recursos no que a gente vai ter. Mas os recursos são 100% privados. Então, o Vitória não abre mão do seu equipamento e o Vitória não investe nada. 100% privado de investidores o investimento”, concluiu.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Para eles, pesquisa certa só é a que traz boas notícias".
Disse o pré-candidato ao governo ACM Neto ao avaliar o cenário político da Bahia e defendeu cautela na interpretação de pesquisas de opinião. A declaração aconteceu no lançamento do programa “Sua voz é a nossa voz”, em que o ex-prefeito pretende dialogar com municípios baianos.