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Diego Castro minimiza divergências entre Michelle e Flávio Bolsonaro: “Acontece nas melhores famílias”
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Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
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Ronne Oliveira
Estudante de Jornalismo pela UFBA e bacharel em Humanidades pela mesma instituição. Foi pesquisador documental e de dados no Observatório de Dispositivos Legais, vinculado ao Instituto de Ciência da Informação da UFBA (ICI/UFBA), e atuou como pesquisador historiográfico na Academia de Letras da Bahia.
Últimas Notícias de Ronne Oliveira
A senadora Damares Alves (Republicanos) utilizou a tribuna do Senado Federal, na tarde desta segunda-feira (13), para sair em defesa da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e rebater ataques de cunho pessoal que vem sofrendo nas redes sociais por blogueiros bolsonaristas. Em seu discurso, a parlamentar classificou como "aloprados" os aliados e eleitores de direita que têm promovido hostilidades contra ambas na internet, que alegam sua falta de lealdade ao bolsonarismo.
"Eu sou uma bolsonarista. Defendo Flávio Bolsonaro, ainda é meu pré-candidato, ele é indicado pelo presidente Flávio Bolsonaro. Eu sou do time. [...]. Me acusaram de ser amante, parem de atacar os soldados da direita. vamos mostrar pro Brasil que é bom ser conservador", reafirma sua defesa.
A onda de ataques pessoais ganhou força após desdobramentos de discussões públicas envolvendo os influenciadores de direita Paulo Figueiredo e Oswaldo Eustáquio Filho. O estopim ocorreu quando Damares rebateu críticas de Figueiredo sobre sua atuação partidária, afirmando: "Sou aquela mulher que não fica atrás de um computador, mas encara as lutas e demandas em pé, olhando nos olhos dos adversários".
Na época, em resposta à publicação da senadora, Oswaldo Eustáquio desferiu acusações de caráter pessoal em um comentário nas redes sociais: "Damares, isso é mentira. Na verdade, você é a amante de um pastor casado do Recanto das Emas, em Brasília, e uma das maiores feministas do Brasil".
Confira o momento:
VIOLÊNCIA DE GÊNERO
Diante do plenário, Damares relatou o impacto das ofensas à sua honra e imagem, vindas de pessoas que antes considerava aliadas no campo político. Ela mencionou diretamente a acusação de Eustáquio. "Inclusive, um dos ataques que eu recebi é que tenho amante, pastor, casado", desabafa.
A senadora afirmou que os episódios configuram "violência política de gênero" e informou que a advocacia do Senado Federal prestará suporte para a abertura de uma representação legal contra os autores das ofensas. Ela também questionou quem estaria por trás do financiamento de publicações coordenadas.
"Os aloprados de internet, eu não devo satisfação pra eles. Então, povo brasileiro, quando começarem a falar de um soldado da direita, vá lá na rede do soldado e veja o que ele disse antes de vocês começarem a compartilhar. Vão às minhas redes e vejam se eu declarei alguma vez que eu abandonei o pré-candidato indicado pelo presidente Bolsonaro. Parem de compartilhar mentiras", cobra a senadora.
Durante o pronunciamento, Damares prestou solidariedade a Michelle Bolsonaro, definindo a ex-primeira-dama como sua amiga e afirmando que ela tem enfrentado ataques semelhantes sem respaldo institucional. A senadora recebeu amplo apoio e defesa da bancada feminina do Congresso Nacional.
"Ela está sozinha, só com as pessoas que a amam. Ela não tem uma bancada feminina para defendê-la. "Mas eu tô aqui, amiga, enquanto eu tiver força, para dizer para o Brasil que você é uma mulher digna, justa, honesta, que você não trai, que você não mente, que você não se corrompe", discursa a senadora.
ALIADOS PEDEM CONCILIAÇÃO
O racha interno repercutiu entre parlamentares aliados. Questionado sobre as divergências públicas envolvendo Damares Alves, Oswaldo Eustáquio e Paulo Figueiredo, o deputado estadual Diego Castro pediu ponderação e defendeu que as disputas pessoais sejam resolvidas internamente.
"Não parei para ver, não vi essa divergência. Não potencializo isso, não dou ouvidos a essa situação. Se tem um problema entre eles, eles três devem sentar em uma mesa e conversar. Divergências pessoais acontecem, todos são adultos. É sentar ou fazer uma videochamada, já que todos estão marchando para tirar o governo Lula do poder", sugere o parlamentar.
O deputado também rebateu as críticas de opositores que acusam o campo conservador de hostilidade contra as mulheres. "A direita não é misógina. A esquerda tenta nos rotular, por mais que cada um tenha as suas opiniões. Outros ali são mais sensíveis, mas o jeito de todos é combater essa linha política que está aí", conclui Castro.
De acordo com a senadora, a onda de hostilidades contra ela e Michelle teve início após interpretações de internautas de que ambas teriam abandonado a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República devido a desentendimentos familiares recentes.
O embate público entre Michelle Bolsonaro e seu enteado, Flávio Bolsonaro, teve início há cerca de três semanas. Na ocasião, a ex-primeira-dama publicou um vídeo relatando ter sido "maltratada e humilhada" pelo parlamentar durante um telefonema.
Embora o senador tenha pedido desculpas públicas logo em seguida, o clima de tensão voltou a subir na semana seguinte, quando Michelle compartilhou um vídeo que associava a presença de Flávio a festas promovidas por um empresário do setor financeiro no Rio de Janeiro. Flávio rebateu a publicação, afirmando que a madrasta estava "completamente desinformada".
A crise familiar ganhou um novo capítulo no último sábado (11), quando Flávio Bolsonaro leu publicamente uma carta escrita por Jair Bolsonaro, na qual o ex-presidente o oficializa como seu "porta-voz" e pré-candidato à Presidência da República para as eleições.
Confira o discurso completo transmitido pela TV Senado:
O líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), vereador Randerson Leal (Podemos), teceu críticas à forma como a Prefeitura de Salvador conduz a votação de projetos e empréstimos no Legislativo municipal. Em entrevista ao podcast Projeto Prisma, do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (13), o parlamentar alega que a bancada minoritária é constantemente "tratorada" pela base governista e defendeu a transparência dos empréstimos solicitados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) em comparação com os do prefeito Bruno Reis (União).
"Olha, tratorar por tratorar, o município faz toda hora com a gente. Somos apenas 10 de oposição, a gente tem reclamado sobre isso. Às vezes não tem tempo hábil. Esperamos por mais de dez anos o PDDU [Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano]", conta o vereador.
Questionado sobre as críticas direcionadas aos pedidos de empréstimo do governador Jerônimo Rodrigues (PT) na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Randerson Leal argumentou que o debate a nível estadual é muito mais consolidado. Para ele, é preciso relembrar as diferenças institucionais e de método de trabalho entre as duas esferas de governo.
Filho do deputado estadual Roberto Carlos (PV), Randerson destacou sua vivência no parlamento baiano para justificar sua análise: "Tenho respeito por ser quem sou, filho [do deputado Roberto Carlos], acompanhei todos os projetos dele. Convivo lá na Assembleia, vou lá conversar com deputados, prefeitos do interior, coisa que na Câmara tenho dificuldade", compara.
O parlamentar concluiu sua linha de raciocínio justificando o voto favorável aos créditos solicitados pelo Executivo estadual. "Os empréstimos do governo do estado são destinados a alguma obra do governo, algo que falta na prefeitura", defende o líder oposicionista.
Confira abaixo a resposta:
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Bahia deflagrou, nesta segunda-feira (13), uma operação para desarticular um suposto esquema de fraudes em licitações, superfaturamento de contratos e pagamento de vantagens indevidas (propina) na Prefeitura de Salvador. Entre os alvos estão o empresário Lázaro de Carvalho Nunes, apontado como líder do núcleo empresarial investigado, o secretário municipal Luciano Sandes e o vereador e pré-candidato por uma cadeira na AL-BA (Assembleia Legislativa da Bahia) George Gordinho da Favela (PP).
Segundo a decisão da 3ª Vara das Garantias, obtida pelo Bahia Notícias (BN), a organização criminosa teria atuado por cerca de dez anos dentro da administração municipal, principalmente na Secretaria Municipal de Manutenção (Seman) e na Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal).
A decisão determinada pela juíza Martha Carneiro Terrin e Souza defende o bloqueio de bens dos investigados até o limite de R$ 38.321.127,95, valor estimado como prejuízo aos cofres públicos. A magistrada também determinou o afastamento cautelar de Luciano Sandes do cargo público e a suspensão do mandato do vereador George Carlos Reis Pereira. Questionada pela equipe BN após o portal revelar o caso, a prefeitura de Salvador confirmou o afastamento do então ex-secretário Luciano Sandes.
O ESQUEMA MILIONÁRIO
Segundo o Ministério Público, a organização criminosa atuava de forma estruturada há aproximadamente dez anos e era dividida em três núcleos: empresarial, operacional e de agentes públicos. O núcleo empresarial seria liderado por Lázaro Nunes, apontado como controlador de fato de um conglomerado formado pelas empresas G3 Polaris Serviços, MP2 Construções, LN Distribuidora, Podium Distribuidora e WLSP Logística.
Conforme a investigação, essas empresas eram utilizadas de forma alternada para simular concorrência em licitações municipais e garantir contratos públicos ao mesmo grupo econômico.
Ainda de acordo com o MP, Luciano Sandes exerceria papel central no núcleo de agentes públicos ao facilitar o ingresso e a permanência das empresas investigadas em contratos da administração municipal, influenciando a liberação de pagamentos e a aprovação de aditivos contratuais.
Já o vereador George Gordinho da Favela é apontado como o responsável por articular os interesses do grupo empresarial dentro da Secretaria Municipal de Manutenção (SEMAN), mantendo influência política sobre a pasta mesmo durante o exercício do mandato parlamentar.
A investigação também aponta uma série de irregularidades em contratos públicos. Um dos principais casos envolve o Pregão Eletrônico n.º 25/2018, da SEMAN. Segundo o Ministério Público, o contrato firmado inicialmente em R$ 8,9 milhões foi elevado para R$ 15,2 milhões por meio de aditivos, um aumento superior a 60% que, conforme os investigadores, não teria justificativa técnica suficiente.
Outro contrato sob investigação é o Pregão nº 01/2020, da Companhia de Desenvolvimento Urbano de Salvador (Desal), destinado ao fornecimento de grama sintética. Conforme a apuração, o valor do contrato passou de R$ 434 mil para mais de R$ 1,4 milhão.
Além das supostas fraudes em licitações, o Ministério Público afirma ter identificado indícios de pagamento de vantagens indevidas a servidores públicos. Entre os casos citados na decisão judicial está o do fiscal de contrato José Nazareno Gonçalves, que, segundo a investigação, teria recebido R$ 118,5 mil em transferências relacionadas ao esquema.
Embora o Ministério Público tenha requerido a prisão preventiva de seis investigados, entre eles Lázaro de Carvalho Nunes, Luciano Sandes e George Gordinho da Favela, a juíza Martha Carneiro Terrin e Souza entendeu que a adoção de medidas cautelares seria suficiente neste momento da investigação.
Além do afastamento dos agentes públicos, a Justiça autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão em 20 endereços ligados aos investigados, incluindo residências e sedes de empresas localizadas no Edifício CEO Salvador Shopping e em Porto Seco Pirajá. Também foi determinado o bloqueio de bens, a proibição de contato entre os investigados e o acesso ao conteúdo de celulares, computadores e serviços de armazenamento em nuvem apreendidos durante a operação.
Após o cumprimento dos mandados, o processo deixou de tramitar sob sigilo. As defesas de Lázaro de Carvalho Nunes e de Caroline Xavier da Cruz já solicitaram habilitação para acessar integralmente os autos. Em nota encaminhada anteriormente ao Bahia Notícias, a defesa do vereador George Gordinho da Favela afirmou que demonstrará a legalidade de sua atuação e colaborará com a Justiça.
A investigação também cita Caroline Xavier da Cruz, esposa de Lázaro de Carvalho Nunes, como integrante do grupo investigado. Segundo o MP-BA, ela figura formalmente como responsável por empresas ligadas ao conglomerado e mantém uma centena de registros de Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs), abrangendo segmentos variados.
Vale destacar que o BN checou o CNPJ da empresa e o nome do quadro societário tem o mesmo sobrenome do investigado. Para os investigadores, essa ampla gama de atividades permitiria ao grupo disputar contratos em diferentes áreas da administração municipal, ampliando sua capacidade de participar de licitações promovidas por órgãos e secretarias da Prefeitura de Salvador.
A reportagem também procurou o secretário Luciano Sandes via e-mail e contato direto, contudo não houve retorno. A empresa G3 Polaris também foi procurada via e-mail, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas nesta segunda-feira (13) à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de cobrar uma taxa de 20% sobre a carga que passa pelo Estreito de Ormuz, qualificando a medida como "pirataria". O presidente republicano anunciou ainda que pretende restaurar o bloqueio naval contra navios iranianos.
“Ele [Donald Trump] fez um tweet [postagem na rede social X, antigo Twitter], dizendo que ele vai desobstruir, mas cada navio que ele desobstruir, que ele tirar do estreito, o dono do petróleo tem que pagar 20% para ele. Isso, antigamente, se chamava pirataria“, acusa o presidente do Brasil.
Confira a declaração:
O petista, durante visita aos laboratórios do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Mais cedo, o presidente norte-americano havia declarado que o Exército dos EUA iria “tomar” o Estreito de Ormuz. O governo do Irã respondeu com ameaças, declarando que reagirá a qualquer ação no canal “com firmeza” e que atacará qualquer nação do Oriente Médio que auxilie as forças dos Estados Unidos.
Veja postagem do presidente norte-americano:
Trump declarou ainda que os EUA irão restabelecer “imediatamente” o bloqueio marítimo contra navios ligados ao Irã. A medida, que permaneceu vigente durante meses, ocorre em retaliação ao fechamento do Estreito de Ormuz por parte da Guarda Revolucionária do Irã.
Ilha de Laraque, próxima ao bloqueio. | Fotos ilustrativas (aprimoradas com I.A - Gemini): Reprodução / Google Earth.
De acordo com a alegação de Washington, o bloqueio, realizado nas águas do Mar Arábico, nas proximidades do Estreito de Ormuz, em como alvo exclusivo navios com origem ou destino em portos iranianos, ou que transportem produtos provenientes do país persa.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA) instaurou um inquérito civil para apurar um possível superfaturamento em shows contratados para o "Moto Paulo Afonso 2026", tradicional evento que reúne motociclistas de todo o país na região norte do estado. Segundo informações obtidas pela equipe do Bahia Notícias (BN), os cachês do cantor Nando Reis e da banda Raimundos somam mais de meio milhão de reais e seguem como alvos centrais das investigações. A última movimentação do inquérito civil ocorreu na quarta-feira (8).
O procedimento foi aberto pela 6ª Promotoria de Justiça de Paulo Afonso, com atuação na área de Patrimônio Público e Moralidade Administrativa. A investigação mira especificamente a contratação por inexigibilidade de licitação nº 0013/2026, vinculada ao Contrato Administrativo nº 0127/2026. O edital de instauração do inquérito cita como investigados a prefeitura de Paulo Afonso, liderada pelo prefeito Mário Galinho (PSD), e a Secretaria Municipal de Cultura e Esporte (Seculte).
Registro no Diário Oficial da contratação da banda. | Foto Montagem: Ronne Olivera / BN
A investigação partiu de uma denúncia anônima e tem prazo previsto para ser concluída até este sábado (11). Na época do anúncio das atrações, os valores envolvidos já haviam gerado questionamentos no município. A prefeitura realizou uma campanha incisiva nas redes sociais, citando cifras altas sobre a movimentação econômica na cidade. Confira em postagem:
VALORES ALTOS
O inquérito do MP-BA foi formalizado em meio a intensos questionamentos sobre os valores despendidos na grade artística do Moto Paulo Afonso 2026, realizado entre os dias 1º e 2 de maio. Para a apresentação do cantor Nando Reis, os cofres públicos desembolsaram R$ 420 mil. Já a contratação da banda Raimundos custou R$ 130 mil ao município.
Artistas cantando no evento | Fotos: Reprodução / Instagram via @prefpauloafonso
Além dos artistas de relevância nacional, o evento, que teve entrada gratuita na área principal, contou com apresentações de atrações menores, segundo a programação oficial, como Lorena, D-Rock, Jorjão, Ética, Recruta Zero e Classic Rock. Confira o anúncio da prefeitura sobre o evento:
OPOSIÇÃO COBRA TRANSPARÊNCIA
A discrepância nos valores pagos gerou debates acalorados no legislativo municipal. Durante sessão realizada em 4 de maio, o vereador da oposição Jailson Oliveira (PP) questionou publicamente o cachê de Nando Reis, comparando-o com contratos recentes do artista em outras cidades brasileiras.
O parlamentar citou apresentações do cantor em municípios como Arraial do Cabo [Rio de Janeiro] e Peruíbe [São Paulo], onde os valores informados foram de R$ 160 mil em Guaxupé [Minas Gerais], por R$ 137,8 mil, e em Cordeiro [Rio de Janeiro], com valores que variaram de acordo com os eventos, demonstrando que a média de mercado estaria abaixo do praticado em Paulo Afonso.
Registro no Diário Oficial da contratação do cantor Nando Reis. | Foto Montagem: Reprodução / BN
"Realmente o Moto Paulo Afonso foi um evento muito bonito, um evento que já vem acontecendo há muitos e muitos anos na nossa cidade. [...] O Nando Reis é um bom cantor, tem um público muito grande. Mas em Arraial do Cabo, no Rio de Janeiro, ele cantou por R$ 160 mil. Em Peruíbe, São Paulo, também por R$ 160 mil. Em Guaxupé, Minas Gerais, foi R$ 137,8 mil. [...] E em Paulo Afonso, R$ 420 mil. O cobertor é curto, Paulo Afonso, que é a cidade mais rica ai pode gastar, né?", questiona o vereador na ocasião.
Fotos: Reprodução / Google Maps / Instagram via @jailsonoliveiravereador
Os questionamentos do vereador, conhecido por declarações polêmicas e forte oposição ao prefeito da cidade, receberam apoio de colegas dentro da casa legislativa. Ao anunciar o evento, a Prefeitura de Paulo Afonso justificou que a programação de rock nacional tinha o objetivo de atrair público qualificado e fortalecer o turismo local.
Em comunicados oficiais da gestão, o evento foi apresentado como "um dos maiores encontros de motociclismo do Nordeste", capaz de movimentar a rede hoteleira, o comércio e o setor de serviços na cidade.
Com a instauração oficial do inquérito civil, o MP-BA deverá exigir a prestação de contas, analisar a regularidade do processo de inexigibilidade de licitação, avaliar a compatibilidade dos preços praticados com a média de mercado nacional e apurar se houve dano ao erário.
O BN encaminhou e-mail à Assessoria de Comunicação da Prefeitura e ao Secretário Municipal de Cultura e Esporte, solicitando manifestação e esclarecimentos sobre o caso. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço do portal permanece aberto para eventuais manifestações.
Um médico ginecologista foi preso no bairro da Vila Laura nesta sexta-feira (10), em Salvador, após gravar as partes íntimas de uma paciente. O suspeito foi identificado como "Hosana Pereira de Santana", que realizava um atendimento com um equipamento de gravação nos óculos. Durante a abordagem, o suspeito confessou a prática aos policiais, alegando que as imagens seriam utilizadas para "fins de pesquisa".
Segundo informações reveladas pela TV Aratu, confirmadas pelo Bahia Notícias (BN), o médico utilizava um óculos de grau que continha uma câmera de inteligência artificial para gravar os atendimentos com as pacientes. A câmera fica localizada na parte superior do óculos, de uma forma escondida.
Em nota, a Polícia Militar da Bahia (PM-BA) informou que agentes da 58ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) foram acionados para o local. Os militares mantiveram contato com a paciente. Ao serem informadas de que o profissional havia acabado de deixar o estabelecimento de saúde, as guarnições iniciaram diligências imediatas na região. O veículo do suspeito foi localizado e interceptado na Avenida Heitor Dias.
Ele entregou à equipe os óculos com a câmera e o seu aparelho celular, onde os vídeos estavam armazenados. O suspeito e a vítima foram encaminhados à Casa da Mulher Brasileira, localizada na Avenida Tancredo Neves, onde a ocorrência foi registrada.
Foto: Reprodução / Google Maps
Ao BN, a Clínica da Família também manifestou "indignação e repúdio veemente à conduta atribuída" do acusado. A empresa informou que determinou a suspensão preventiva de todos os atendimentos do profissional em suas dependências e esclareceu que o ginecologista não faz parte de seu quadro societário, atuando apenas como prestador de serviços.
E, por fim, a clínica também expressou solidariedade à paciente e colocou-se à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. Além de reafirmar "seu compromisso permanente com a promoção de um ambiente seguro, ético, acolhedor e de absoluta confiança para todas as mulheres que buscam seus serviços".
CREMEB SE MANIFESTA
Em nota enviada para o BN o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informou que tomou conhecimento do caso por meio da imprensa e que a Corregedoria da entidade instaurou uma sindicância ex officio para apuração dos fatos.
O Conselho também ressaltou que, em conformidade com o Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), todos os processos éticos tramitam sob sigilo, garantindo às partes o amplo direito à defesa e ao contraditório.
Leia a nota do Cremeb na íntegra:
"O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb) informa que tomou conhecimento do referido caso através da imprensa e que a Corregedoria da entidade instaurou sindicância Ex. Officio para apuração dos fatos.
Eventuais sanções públicas, caso a denúncia resulte num Processo Ético-Profissional, após o trânsito em julgado, serão devidamente divulgadas para conhecimento da sociedade. Em conformidade com o disposto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), o Cremeb esclarece que todos os processos éticos tramitam sob sigilo, assegurando-se o amplo direito à defesa e ao contraditório".
Confira a nota completa da unidade de saúde na íntegra:
"A Clínica da Família Sociedade Simples Ltda. informa que foi surpreendida com a notícia envolvendo um médico que realizava atendimentos em suas dependências, divulgada nesta sexta-feira (10), e recebe os fatos com absoluta seriedade, indignação e profunda preocupação. A instituição repudia de forma veemente qualquer conduta que viole a dignidade, a intimidade, a privacidade ou os direitos de suas pacientes. Tais valores são inegociáveis e norteiam a atuação da Clínica desde a sua fundação, sendo a ética, o respeito às mulheres e a excelência no atendimento os pilares de sua atividade.
Assim que tomou conhecimento dos fatos, a Clínica adotou imediatamente as medidas administrativas cabíveis, determinando a suspensão de todos os atendimentos realizados pelo profissional em suas dependências, medida de caráter preventivo, até a completa elucidação dos acontecimentos pelas autoridades competentes.
A Clínica esclarece, ainda, que o médico mencionado na reportagem não integra o quadro societário da instituição, atuando apenas como profissional que realizava atendimentos em suas instalações, não possuindo qualquer vínculo de gestão ou administração da empresa.
A instituição permanece inteiramente à disposição das autoridades policiais, do Ministério Público e do Poder Judiciário para colaborar com as investigações, fornecendo todas as informações e documentos que venham a ser regularmente requisitados, contribuindo para o completo esclarecimento dos fatos.
A Clínica da Família Sociedade Simples Ltda. ressalta que possui rigorosos protocolos internos de ética, segurança, confidencialidade e proteção às pacientes, observando as normas legais que regem a atividade médica e hospitalar. Eventual conduta individual praticada por qualquer profissional, caso confirmada pelas autoridades competentes, não representa, não reflete e tampouco se confunde com os princípios, valores e práticas institucionais da Clínica, que sempre pautou sua atuação pelo respeito à dignidade humana e à integridade de suas pacientes.
Em respeito à paciente envolvida, às demais pacientes atendidas pela instituição e ao devido processo legal, a Clínica não fará manifestações sobre circunstâncias específicas do caso enquanto perdurarem as investigações, preservando o sigilo necessário e a atuação dos órgãos competentes.
Por fim, a Clínica da Família Sociedade Simples Ltda. manifesta sua solidariedade à paciente envolvida e reafirma seu compromisso permanente com a promoção de um ambiente seguro, ético, acolhedor e de absoluta confiança para todas as mulheres que buscam seus serviços.
Clínica da Família Sociedade Simples Ltda".
(Nota atualizada às 16h40 para incluir manifestações das partes).
A Prefeitura de Salvador publica nesta sexta-feira (10) a reabertura do prazo da licitação para as obras de reforma, restauração e modernização do Paço Municipal, localizado na Praça Municipal, no Centro Histórico da capital baiana. O investimento inicial previsto para o projeto é de R$ 22,7 milhões, sob coordenação da Superintendência de Obras Públicas (Sucop).
Com a disputa pelo contrato, que ocorreria anteriormente, a licitação precisou ser adiada após alterações técnicas nas planilhas de custos e materiais do projeto original. Com a revisão dos valores, a nova data para a abertura das propostas das empresas interessadas ficou definida para o dia 17 de agosto de 2026, às 10h.
Após a contratação da empresa vencedora e a assinatura da ordem de serviço, o prazo estabelecido para a conclusão de todas as intervenções é de 360 dias (cerca de um ano).
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias
A principal motivação para a grande intervenção foi o incêndio que destruiu parte da cobertura da ala sul e causou danos ao pavimento superior do prédio da Câmara de Salvador em 2025. A reconstrução prevê a retirada das estruturas de madeira queimadas e a instalação de um telhado completamente novo, utilizando telhas cerâmicas do tipo colonial.
Conforme algumas observações definidas no edital, será construído um mezanino para abrigar os estúdios da TV e da Rádio Câmara no desvão do telhado. Será realizado um trabalho de conservação e restauro de obras de arte históricas do edifício, além da recuperação do sino do Paço.
O CONTRATO EM SI
Todo o processo será realizado por meio de concorrência eletrônica (nº 90010/2026), funcionando como um leilão virtual invertido: vencerá a empresa habilitada que oferecer o maior desconto em relação ao teto de R$ 22,7 milhões estipulado pelo município. O modelo de contratação adotado é o de "empreitada por preço unitário".
Sob este regime, o pagamento à empresa contratada é feito de forma gradual, conforme a medição de cada etapa concluída e dos materiais efetivamente entregues, o que visa dar maior controle sobre o cronograma físico e financeiro da obra. Devido à complexidade técnica que envolve a restauração de um patrimônio histórico, o edital traz regras específicas para a participação das empresas:
- Consórcios autorizados: empresas de engenharia poderão se unir em consórcios para somar capacidade técnica e operacional na execução dos serviços.
- Micro e pequenas empresas: O documento estabelece tratamento favorecido e critérios de desempate para microempresas e empresas de pequeno porte, conforme prevê a legislação federal.
Os interessados em acessar o edital completo com as novas planilhas orçamentárias podem realizar a consulta no portal da Sucop ou no Portal de Compras do Governo Federal, utilizando o código de busca UASG nº 929949.
Em sentença proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana nesta quinta-feira (9), obtida pelo Bahia Notícias (BN), que condenou o deputado estadual Kléber Cristian Escolano de Almeida, conhecido nas urnas como "Binho Galinha" (Avante), e outros quatro réus investigados no âmbito da Operação El Patrón. As defesas dos acusados recorreram a uma série de argumentos em uma tentativa de evitar as condenações por crimes, seja pelo uso do foro privilegiado ou por depor usando a roupa de presidiário.
A maioria das teses defensivas foi rejeitada pelo juízo, que fundamentou a decisão destacando que a condição de policiais ou de detentores de registro de Colecionador, Atirador e Caçador (CAC) dos réus aumentava consideravelmente o dever de conhecimento, zelo e vigilância sobre a legislação de controle de armas no país.
Confira abaixo os argumentos individuais apresentados pelas defesas de cada réu, conforme consta na decisão judicial. As defesas foram as seguintes:
BINHO E ESPOSA
No que tange à defesa do deputado estadual, os advogados apresentaram argumentos em relação à nulidade e à incompetência do juízo, assim como teses de mérito. Defendeu a incompetência do juízo de primeira instância por ser deputado estadual o réu. A defesa alegou que os delitos de posse ilegal de arma seriam permanentes e ligados à sua influência política, o que deveria levar à competência do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
Também sustentaram a nulidade das provas colhidas na investigação, sob o argumento de que a polícia teria "realizado uma busca especulativa de provas ao solicitar relatórios financeiros diretamente ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COA)" sem prévia autorização da Justiça.
No tocante às imputações relacionadas a armas, a defesa sustentou que, por ser registrado como CAC, o parlamentar não tinha a intenção de praticar qualquer crime, portanto, alegou que possíveis irregularidades configurariam erro ou meras falhas burocráticas e administrativas das forças de segurança pública.
Sustentou que as diversas apreensões de armamento registradas no caso deveriam ser unificadas e consideradas como um crime único, evitando o cúmulo material de penas. A defesa da companheira do parlamentar, Mayara Cerqueira, também contestou as provas e a condução de seu ato de depoimento, mantendo a mesma linha do marido.
Além disso, a defesa requereu a anulação de seu interrogatório judicial sob a justificativa de ter sido "obrigada a depor vestindo uniforme prisional de custodiada". Uma medida que, segundo sua defesa, violaria o princípio constitucional da presunção de inocência.
POLICIAIS E "O FILHO"
O acusado de servir como laranja, como proprietário da loja de celulares Thierre Figueredo Silva, baseou sua defesa na regularidade dos registros de suas armas de fogo e na alegação de que parte dos insumos apreendidos pertencia a terceiro. Sustentou que parcela do acervo apreendido estava devidamente registrada e autorizada em seu Certificado de Registro de CAC.
Afirmou, ainda, que os insumos e munições encontrados eram de propriedade de seu pai, esclarecendo que ambos compartilhavam o mesmo endereço comercial. Acrescentou que omitiu essa informação em seu primeiro depoimento com o propósito de evitar a incriminação do pai.
Também declarou que um dos armamentos não localizado durante o cumprimento das buscas encontrava-se guardado em um segundo endereço regularmente autorizado e constante de seu acervo.
Tanto Roque de Jesus Carvalho, subtenente da Polícia Militar, quanto Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como "Macaco", soldado da Polícia Militar, foram apontados na denúncia como integrantes do núcleo armado da organização criminosa.
Segundo a acusação, Roque atuava na gestão das apostas ilegais e na cobrança de valores relacionados à agiotagem, além de integrar o braço armado do grupo, tendo movimentado expressiva quantia financeira e mantido arsenal incompatível com sua função pública.
Jackson, por sua vez, foi descrito como um dos integrantes mais violentos da organização, responsável pela segurança pessoal da liderança e pela realização de cobranças mediante intimidação e ameaças de morte.
Em sua defesa, Roque de Jesus Carvalho suscitou a incompetência do juízo, sustentando a inexistência de conexão entre os fatos que lhe foram imputados e a Operação El Patrón. Argumentou que a distribuição do processo por dependência era indevida, por não haver vínculo direto entre sua conduta e as investigações principais.
No mérito, quanto à posse de um revólver calibre .38 sem registro, admitiu a infração, mas alegou que a arma constituía herança deixada por seu pai falecido, sendo mantida exclusivamente por razões afetivas, sem qualquer finalidade ilícita. Acrescentou que a permanência do revólver e de munições pertencentes ao Exército Brasileiro em sua posse decorreu de mero esquecimento, inexistindo dolo ou intenção de manter irregularmente tais objetos.
Por sua vez, Jackson Macedo Araújo Júnior ("Macaco") alegou nulidade processual por cerceamento do direito de defesa, afirmando que não teve acesso às notas fiscais e aos registros de compra das munições apreendidas, documentos que pretendia utilizar para impugnar a acusação.
No mérito, sustentou que desconhecia a origem ilícita ou a classificação de uso restrito das munições encontradas em sua residência, invocando erro de tipo. Alegou, ainda, que munições de uso institucional pertencentes a outras corporações policiais poderiam ter sido misturadas às suas por equívoco durante treinamentos realizados em clubes de tiro.
Por fim, defendeu que a posse exclusiva de cartuchos e munições desacompanhados da correspondente arma de fogo não possui aptidão para gerar perigo concreto à segurança pública, razão pela qual a conduta seria materialmente atípica.
Um estudante da Universidade Federal da Bahia (Ufba) encontrou um curativo adesivo (band-aid) em uma das bandejas de refeição servidas no Restaurante Universitário (RU) do campus de Ondina, em Salvador, na última terça-feira (7). O caso foi registrado pelo estudante de Estatística, gerou indignação e cobranças por esclarecimentos da universidade e da empresa responsável pela operação do restaurante.
O material foi encontrado pelo estudante de Estatística Edezio Vitor Barros durante o almoço com colegas. Segundo ele, estava acompanhado de amigos quando percebeu o objeto na comida. O episódio causou forte reação entre os presentes. "Minha namorada quase vomitou ao ver a situação", relata em mensagens.
Após o caso ganhar repercussão entre os estudantes e nas redes sociais, justamente no momento em que a universidade realiza um congresso de 80 anos, recebendo visitas de todo o país, os representantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) cobraram providências da universidade e da empresa terceirizada responsável pelo restaurante.
Para parte da comunidade acadêmica, o episódio reforça preocupações antigas sobre as condições do RU. Em entrevista ao Bahia Notícias (BN), estudante de Letras, Yasmim Rufino, afirma que já havia acionado o DCE e a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE) em outras ocasiões para denunciar problemas estruturais no espaço.
"Há muitos conflitos, pouca transparência e pouca comunicação com os estudantes. A estrutura já deveria ter mudado tem tempo", afirma. Segundo ela, ainda falta comunicação com os estudantes. Entre as principais reclamações estão o calor excessivo, o estado de conservação do restaurante e a presença frequente de pombos na área aberta do refeitório.
"Eu sinto que nós, estudantes da Ufba, não temos uma boa comunicação com a universidade. Acho que esse é o principal problema. A gente entende que existem cortes de verbas, que reformas atrasam e que a universidade enfrenta muitas dificuldades. Esse caso é a prova disso. A comunicação com o DCE e com a administração quase não existe", desabafa.
A estudante também critica a redução das porções servidas aos usuários. "Eu gosto muito dos funcionários da empresa, mas eles são instruídos a diminuir a quantidade de comida, como a proteína, que até 2025 era uma quantia e passou a ser outra", disse.
Yasmim relata ainda que, após questionar a redução das porções de proteína e do volume de suco junto à PROAE e ao Núcleo de Restaurante Universitário (NRU), recebeu uma resposta que contestava sua denúncia. "Basicamente me chamaram de mentirosa, alegando que a foto enviada na queixa havia sido adulterada", declara.
Além do caso do curativo adesivo, estudantes ouvidos pelo Bahia Notícias afirmam que já houve outros episódios no passado envolvendo objetos ou materiais encontrados nas refeições, como uma moeda de R$ 1, larvas e até a queda de um morcego em uma bandeja.
Nas redes sociais, o episódio do curativo adesivo gerou uma série de críticas de estudantes, que cobraram maior rigor na fiscalização sanitária do restaurante. Embora a operação do RU seja terceirizada, os alunos defendem que a UFBA fortaleça a supervisão do serviço prestado.
Confira:
DCE SE MANIFESTA
Em nota pública, o Diretório Central dos Estudantes (DCE-UFBA) informou que solicitou uma reunião de urgência com a PROAE, a empresa responsável pela operação do Restaurante Universitário, o estudante Edezio Vitor Barros e as testemunhas do caso.
A entidade também informou ter formalizado uma notificação à PROAE para que sejam adotadas providências administrativas, incluindo a apuração dos fatos e o reforço da fiscalização do serviço.
Local da sede do DCE e entrada do campus de Ondina, ambos em Salvador | Fotos: Reprodução / Google Maps / Ronne Oliveira (BN)
Além disso, o DCE convocou uma plenária estudantil virtual para esta quarta-feira (8), às 19h, com o objetivo de discutir as condições do Restaurante Universitário e definir os próximos encaminhamentos do movimento estudantil. Entre as possibilidades está a realização de um ato público em defesa da melhoria da alimentação oferecida e do fortalecimento da fiscalização sanitária no RU.
Em resposta enviada ao BN por e-mail, a UFBA esclareceu que, até o momento, as informações sobre o fato restringiam-se a imagens de um curativo adesivo circulando nas redes sociais. A instituição destacou que o denunciante não efetivou qualquer registro do fato junto à administração do restaurante, não apresentou o suposto objeto nem se dirigiu a nenhum setor da Administração Central da universidade.
Diante disso, a universidade solicitou que a fonte da denúncia compareça ao Núcleo de Restaurantes Universitários da Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE), localizado no próprio prédio do RU do campus de Ondina, para efetivar o registro da ocorrência e viabilizar os procedimentos legais de apuração.
A UFBA ressaltou que segue rigorosamente as leis que orientam a produção e distribuição de alimentos, cumprindo todas as etapas de controle sanitário e de qualidade das refeições servidas diariamente a milhares de estudantes, seja de forma gratuita ou a preços simbólicos.
O Bahia Notícias procurou a empresa Meio-Dia Refeições para solicitar um posicionamento sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço ainda segue aberto.
Leia a nota na íntegra do DCE:
"O Diretório Central dos Estudantes da UFBA (DCE UFBA) informa à comunidade acadêmica que tomou conhecimento do relato sobre a presença de corpos estranhos em uma refeição servida no Restaurante Universitário de Ondina. O fato foi identificado por um estudante, presidente do Diretório Acadêmico de Estatística, que imediatamente comunicou a situação às representações estudantis.
Diante da gravidade da denúncia e da necessidade de garantir absoluta transparência na apuração dos fatos, o DCE adotou, de forma imediata, os seguintes encaminhamentos:
- Solicitamos uma reunião urgente com a Pró-Reitoria de Ações Afirmativas e Assistência Estudantil (PROAE), a empresa responsável pela operação do Restaurante Universitário, o estudante que identificou a ocorrência e as testemunhas presentes, para que os fatos sejam devidamente esclarecidos.
- Iniciamos um processo de levantamento e verificação das informações apresentadas, buscando reunir todos os elementos necessários para uma apuração séria e responsável.
- Notificamos formalmente a PROAE para que adote todas as providências administrativas cabíveis, incluindo a abertura dos procedimentos de investigação e fiscalização necessários.
- Convocamos uma *Plenária Estudantil Virtual, que será realizada hoje, às 19h, aberta à comunidade universitária, para discutir coletivamente a situação do Restaurante Universitário e construir os próximos passos da mobilização estudantil.
Ao final da plenária, será deliberada a realização de um ato em defesa da melhoria das condições do Restaurante Universitário, da qualidade da alimentação ofertada e do fortalecimento da fiscalização sobre os serviços prestados à comunidade estudantil.
O DCE reafirma que a alimentação estudantil é um direito e um dos pilares da permanência universitária. Qualquer situação que coloque em risco a saúde, a segurança ou a dignidade dos estudantes deve ser tratada com máxima seriedade, responsabilidade e transparência.
Seguiremos acompanhando de perto a apuração dos fatos e manteremos a comunidade informada sobre todos os desdobramentos.
Salvador, 8 de julho de 2026"
(Nota atualizada às 18h07 para incluir a resposta da Ufba).
Durante sua participação nos festejos do 2 de Julho, nesta quinta-feira (2), o presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, revelou que já estuda atrair grandes atrações para os festejos do fim de ano. Sem citar nomes, Isaac compara com o do ano anterior, com a participação de Roberto Carlos e Frei Gilson, desejados pela Prefeitura de Salvador para integrar a programação do Natal deste ano.
Além da possibilidade de contar com o grupo na celebração natalina, Edington afirmou que a gestão municipal também trabalha para trazer grandes novidades ao Festival da Virada para 2027, embora as negociações ainda estejam em andamento. "Certamente a gente vai ter surpresas aí também para o final do ano", brinca o presidente da Saltur.
Segundo Edington, a organização dos principais eventos da capital baiana exige um planejamento que se estende por grande parte do ano, devido à complexidade logística e operacional. "A gente está a todo vapor. Você sabe que tem alguns eventos que têm uma complexidade tão grande que a gente praticamente passa boa parte do ano planejando", defende.
O presidente da Saltur também antecipou o calendário cultural e turístico de Salvador. De acordo com ele, a prefeitura está finalizando uma parceria com o Palacete Tira-Chapéu para a realização do Wine Brasil, evento que reunirá vinho e música na capital baiana.
"Dando até um pequeno spoiler aqui, estamos trabalhando numa parceria com o Palacete Tira-Chapéu para a realização, este ano, do Wine Brasil Festival, que é um festival de vinho e música", relata. Ainda segundo Edington, a proposta é que o festival passe a integrar oficialmente o calendário de eventos de Salvador.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Manno Góes
"A festa baiana enfrenta hoje a forte concorrência de capitais como São Paulo. Consequentemente, os turistas de fora deixaram de vir com a mesma frequência, e o público atual tem sido sustentado pelo turismo interno, com moradores do interior da Bahia se deslocando para a capital".
Disse o músico e compositor Manno Góes analisou o atual cenário cultural da Bahia e fez reflexões sobre os desafios e a estagnação do Carnaval de Salvador, durante entrevista concedida ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador.