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Eduarda Pinto
Graduanda em Comunicação Social pela UFBA. Ex-redatora do Jornal da FACOM e repórter da revista DémodÉ.
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Com o fechamento da janela partidária no início de abril, o deputado federal Leur Lomanto Júnior (União) defendeu uma reformulação no processo eleitoral brasileiro, na tentativa de reforçar os vínculos partidários. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda (13), o parlamentar destaca que o modelo atual de legislação eleitoral permite mudanças “radicais” nas filiações e fragiliza o vínculo entre os candidatos e partidos.
“Olha, eu acho que tem que ser feita uma nova avaliação, uma reformulação em todo esse processo eleitoral de fidelidade partidária, de mudança de partido. Hoje você, por exemplo, tem cerca de 30% ou mais, o percentual de parlamentares no Congresso Nacional que mudaram de partido, mudando completamente a configuração partidária dentro do parlamento”, contextualiza.
O representante do União Brasil na bancada baiana na Câmara exemplifica que “parlamentares que usaram fundo partidário de um partido, defenderam as causas de um partido A e agora mudam para um partido completamente diferente, com uma ideologia completamente diferente”.
Segundo ele, estes e outros temas relativos às eleições devem ser prioridade na próxima legislatura. Entre estes debates está a ‘coincidência’ das eleições municipais e estaduais/nacionais. “A unificação das eleições, tanto as eleições municipais quanto as eleições estaduais. É outro tema que a gente precisa enfrentar também. Eu, particularmente, sou a favor, acho que é importante, reduziria muito o custo para a população brasileira tendo uma eleição só para todos os cargos”, aponta Leur.
Ele completa dizendo que é necessário ampliar o diálogo sobre esta “e outras discussões que possam beneficiar e fortalecer os partidos políticos, fortalecer o vínculo partidário que a gente sente ser cada vez mais frágil aqui no Brasil”, finaliza.
A Secretaria Estadual de Saúde da Bahia (Sesab) formalizou, nesta sexta-feira (10), a recontratação da Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (LABCMI) para realizar a gestão e operacionalização do Hospital Estadual da Criança (HEC), no município de Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador. Conforme o contrato n° 003/2026, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE), o valor do contrato foi firmado em cerca de R$ 825 milhões, para a operação da unidade.
O documento indica o início da vigência em 11 de abril de 2026, este sábado, e estipula o pagamento de R$ 1,080 milhão para pagamento das OPME (Órteses, Próteses e Materiais Especiais), dispositivos médicos cruciais em cirurgias para corrigir, substituir ou apoiar estruturas corporais.
"Trata-se de Contrato De Gestão para a gestão, operacionalização e execução das ações e dos serviços de saúde a serem executados pela Contratada, no HOSPITAL ESTADUAL DA CRIANÇA (HEC), situado no município de Feira de Santana/Bahia", diz a publicação no DOE.
A Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (LABCMI) é uma instituição filantrópica baiana fundada em 1923, atuando em gestão hospitalar, ensino e pesquisa, especialmente na área de medicina materno-infantil. A entidade já realiza a gestão do HEC desde junho de 2015.
O Hospital Estadual da Criança (HEC), por sua vez, foi inaugurado em 2010, como uma unidade de referência em média e alta complexidade pediátrica e obstétrica na Bahia. Com estrutura moderna de 8.500 m² distribuídos em sete pavimentos, o HEC dispõe de 260 leitos, sendo 206 pediátricos e 54 obstétricos.
A unidade oferece atendimento 24 horas em emergências pediátricas e obstétricas, além de consultas ambulatoriais, internações e exames especializados.
Pais e responsáveis de alunos da rede municipal de Salvador denunciaram irregularidades no início do ano letivo. As críticas se acumulam nas redes sociais e nos canais formais de denúncia da Prefeitura e foram acompanhadas pelo Bahia Notícias. Segundo as famílias, unidades escolares recém-inauguradas não têm previsão para retomada ou normalização das aulas e outras, que já iniciaram o ano letivo, atrasaram a entrega de materiais e fardamentos.
Conforme o calendário oficial da Prefeitura de Salvador, publicado em janeiro no Diário Oficial do Município (DOM), as aulas na rede municipal teriam início em 16 de março. Com o final estendido para o dia 25 de janeiro de 2027, as aulas do ensino fundamental e EJA (Educação de Jovens e Adultos) teriam três unidades de cerca de 65 dias cada, enquanto a educação infantil teria duas unidades de 100 dias, ambas respeitando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que estipula ao menos 200 dias de trabalho escolar efetivo.
Este calendário, no entanto, não tem sido respeitado pela gestão. Informações obtidas pelo Bahia Notícias apontam que, em algumas unidades, as aulas ainda não foram iniciadas, no tempo em que outras iniciaram o ano letivo com déficits: desde fardas e materiais escolares não entregues até uma suposta falta de profissionais de serviços para atuar nas unidades.

Imagens da inauguração da Escola Valdemar Bibiano, no dia 27 de março | Foto: Valter Pontes/Secom PMS
Uma das unidades escolares que seguem sem aula é a Escola Municipal Valdemar Bibiano, no Bairro da Paz. A escola, oficialmente inaugurada no dia 27 de março, já registrou ali 11 dias de atraso com relação à retomada oficial de aulas no município, que ocorreu em 16 de março. Até esta sexta, dia 10 de abril, a perspectiva é que as aulas sejam iniciadas somente na segunda-feira (13), marcando um atraso de 27 dias em relação ao cronograma inicial.
Acontece que a retomada prevista prevê um esquema de “escalonamento de aulas” por falta de servidores para atender a todos os alunos. Neste formato, as turmas se alternariam semanalmente para frequentar as aulas. Pais e mães que preferiram não se identificar destacaram preocupação com o cenário apresentado pela gestão escolar.
“Conversei com a diretora da escola e suas duas vices, elas me informaram que o quadro de pessoal, tanto da limpeza, é de 5 pessoas, não tendo agentes de corredor, estrutura de câmeras nas escadas e nos elevadores da unidade escolar, fazendo entender que não tem como abrir a escola para funcionamento sem ter um quadro de pessoal que atenda e proporcione segurança para os alunos dentro da escola”, escreveu uma mãe em denúncia ao BN.
A mãe ainda continua: “Concordo com a liderança da escola que ela precisa estar dignamente organizada para receber os alunos, mas a prefeitura deve tomar as devidas providências para os aspectos relacionados acima”.

Imagens da inauguração da Escola Papa Francisco, no dia 27 de março | Foto: Divulgação / SMED
Um cenário ainda mais complexo ocorre na Escola Municipal Papa Francisco, no bairro Ceasa. O Bahia Notícias conversou com Gleise Kelly, mãe de um aluno matriculado na unidade. Assim, como a Valdemar Bibiano, a escola foi inaugurada no dia 27 de março, como uma unidade agregadora, ou seja, que reúne alunos de outras unidades escolares mais antigas da região que devem ser desativadas. A intenção é que os alunos tivessem acesso a uma infraestrutura maior e mais completa em uma só escola.
Os problemas são os mesmos: falta de profissionais de educação e servidores para a unidade e atraso na abertura da escola. No entanto, diferente da unidade do Bairro da Paz, a escola Papa Francisco segue sem data ou planejamento para a reabertura.
Gleyse, que formalizou um pedido de informações pela Ouvidoria da Prefeitura, canal oficial de denúncia e contato da gestão municipal, recebeu como resposta no dia 31 de março. O canal respondeu que a escola seria inaugurada no dia 27 – quando a inauguração já havia ocorrido –, com retomada imediata das aulas – o que não ocorreu.
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Registro de solicitações formais de informação por parte dos pais e responsáveis de alunos da Escola Municipal Papa Francisco junto à Ouvidoria Muncipal | Foto: Acervo pessoal
Desde então, esta semana, a mãe entrou em contato com a gestão da unidade. “Acabei de falar com a GR [Gestão Regional] e ela falou que está sem previsão, que nós mães tivéssemos paciência”, conta Gleise ao Bahia Notícias.
Além destas escolas, leitores do Bahia Notícias ainda realizaram denúncias similares com relação às unidades Escola Municipal do Parque São Cristóvão, no bairro de São Cristóvão; Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Baronesa de Sauípe, no bairro da Ribeira; e Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Paroquial de Santana, na Ladeira de Santana, em Nazaré.
O Bahia Notícias entrou em contato com a Secretaria de Educação de Salvador (SMED) para obter informações sobre o prazo de regularização das aulas nas unidades escolares, se há defasagem no quadro municipal de servidores e quais as ações para garantir um menor impacto educacional aos alunos afetados, mas não obteve respostas até o momento desta publicação.
FARDAMENTO E MATERIAIS
Além das unidades escolares sem aulas, pais e responsáveis pelos discentes da rede municipal de ensino também questionam sobre o atraso na distribuição de materiais escolares. A distribuição dos kits escolares é uma política ampliada em Salvador a partir de 2024. No formato atual, são distribuídos 20 itens gratuitos, além dos livros: como cadernos, canetas, lápis de cor, de cera, tesoura sem ponta e cola. A farda também ganhou novos itens com dois pares de tênis e uma mochila padronizada.
Nas redes sociais, pais questionaram um suposto atraso nas distribuições dos materiais, cerca de 20 dias após o início das aulas. “As escolas de Nova Brasília de Valéria estão sem fardamento e material escolar! Tem crianças sem cadernos, sem farda e SEM PROFESSORES! TOMEM VERGONHA NA CARA DE VOCÊS E ARRUMEM ISSO! @prefsalvador @educacaodesalvador”, disse uma internauta.
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O BN também procurou a Secretaria Municipal de Educação (SMED) para falar sobre o tema. Sobre esta solicitação, a gestão municipal informou que “a distribuição de material escolar e fardamento está acontecendo de forma gradativa e de acordo com o cronograma”. O cronograma, por sua vez, não foi disponibilizado.
Segundo a SMED, a organização é gerenciada pelas Gestões Regionais de Educação (GREs), unidades administrativas da Secretaria que prestam atendimento às macroregiões do município. Desta forma, não é possível obter informações detalhadas sobre as datas e previsão de distribuição dos materiais.
O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União), afirmou que a decisão do vice-prefeito Pablo Roberto (PSDB) de não disputar uma vaga na Câmara Federal partiu de uma avaliação pessoal do próprio gestor, levando em conta o momento político e administrativo.
Durante entrevista ao Bahia Notícias nesta quinta-feira (9), o prefeito comentou sobre a desistência de Pablo Roberto e negou interferência direta na decisão e ressaltou o perfil do aliado.
“Foi uma atitude dele. Pablo é um jovem extremamente inteligente, uma pessoa vitoriosa na política. Nós conversamos, com muito respeito, foi uma conversa muito tranquila”, disse.
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Zé Ronaldo avaliou que a escolha pode estar relacionada ao foco de Pablo na gestão municipal, especialmente à frente da área da educação. Segundo o prefeito, a dedicação à administração local e a menor atuação fora do município podem ter pesado na decisão de não entrar na disputa por uma vaga em Brasília.
“Ele se concentrou em 2025 na secretaria, tem sido um bom secretário, conseguimos boas vitórias na educação sob a coordenação dele. Talvez isso tenha afastado da candidatura federal”, declarou.
Durante a entrevista, Zé Ronaldo também falou sobre a montagem das chapas e destacou que o cenário eleitoral já entrou em uma nova fase após o período de filiações partidárias, com os grupos políticos estruturados e em preparação para as convenções.
“Nosso grupo político ficou muito bem montado. Tem dois grandes candidatos ao Senado, um bom vice-governador e um governador. Uma chapa muito bem montada”, afirmou.
A presidente da Associação Comercial da Bahia (ACB), Isabela Suarez, destacou a importância da articulação entre entidades do setor produtivo durante a posse da nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb). Segundo ela, a presença da ACB no evento simboliza o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo presidente Carlos Henrique Passos e sua equipe.
Isabela afirmou que a entidade compareceu para “prestigiar o bom trabalho feito pelo presidente Carlos Henrique e toda a sua diretoria”, ressaltando que a recondução do dirigente por mais quatro anos reflete uma gestão voltada à modernização da indústria baiana. Ela pontuou que há uma preocupação constante com a eficiência da infraestrutura, fator considerado estratégico para o desenvolvimento industrial no estado.
A presidente da ACB também enfatizou a relação histórica entre as instituições, classificando-as como “instituições irmãs”. Segundo ela, a FIEB integra o Conselho Superior da Associação Comercial da Bahia, o que evidencia a relevância da entidade industrial na construção do ambiente econômico local.
Durante a entrevista, Isabela relembrou ainda o papel da ACB em momentos decisivos da economia baiana, como a criação do polo petroquímico. Para ela, esse histórico reforça a importância da cooperação entre diferentes setores produtivos.
“A gente não pode esquecer que foi na Associação Comercial da Bahia que o polo petroquímico foi criado. Então, são instituições que se colaboram, que se respeitam”, afirmou.
Por fim, a dirigente destacou que a atuação conjunta tem fortalecido o setor produtivo no estado, com uma articulação que considera coesa entre as entidades. Ela avaliou que, apesar das particularidades de cada instituição, há um alinhamento em torno de objetivos comuns, o que contribui para o desenvolvimento econômico da Bahia.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Carlos Henrique de Oliveira Passos, afirmou que as propostas de redução da jornada semanal de trabalho preocupam o setor industrial, principalmente pelos possíveis efeitos sobre a competitividade e o emprego. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (9), ele avaliou que o debate não deve se limitar à comparação entre escalas como 6x1, 5x2 ou 4x3, mas sim à carga horária total trabalhada.
“Quando a gente fala jornada 6x1 e compara com 5x2 ou 4x3, não dá a dimensão do problema. A verdadeira dimensão é a redução da jornada semanal. Hoje ela é de 44 horas e há propostas que chegam a 36 horas. Para manter a produção, as empresas vão ter que contratar mais pessoas. Isso parece positivo, mas a consequência é produto mais caro”, avaliou.
O dirigente também destacou o impacto da concorrência internacional, citando países com jornadas mais extensas. Na avaliação dele, o resultado pode ser contrário ao esperado
“Os produtos competem com mercados como o da China, onde a jornada pode chegar a 48 horas semanais. Como competir com um país que trabalha mais e tem mais tecnologia? Ao invés de gerar emprego, pode haver redução de postos de trabalho”, ponderou.
Passos ressaltou que entidades como a FIEB e a Confederação Nacional da Indústria defendem que o tema seja tratado com cautela e por meio de negociação entre empresas e trabalhadores.
“Os países que reduziram jornada fizeram isso com acordos coletivos. No Brasil já há setores que trabalham menos de 44 horas. Cada segmento tem sua realidade”, afirmou.
O presidente da FIEB ainda criticou a possibilidade de mudanças por via legislativa em período eleitoral.
“Impor isso por lei, especialmente em um momento eleitoral, sem avaliar as consequências econômicas, preocupa muito o setor industrial. Queremos crescer com sustentabilidade, e uma medida radical pode afetar o equilíbrio das empresas”, concluiu.
A nova diretoria da Federação das Indústrias do Estado da Bahia toma posse nesta quinta-feira (9), em Salvador, com mandato para o quadriênio 2026-2030 e uma agenda voltada ao fortalecimento da competitividade do setor industrial no estado. À frente da entidade mais uma vez, o empresário Carlos Henrique de Oliveira Passos destacou que o principal desafio será manter um ambiente de negócios estável e favorável ao crescimento da indústria baiana.
“Os desafios são grandes, até porque a indústria é grande. Manter um ambiente de negócio saudável e criar condições para que a indústria possa se renovar e se atualizar constantemente são pontos fundamentais”, afirmou.
Segundo ele, o sistema Fieb atua em diferentes frentes para sustentar esse ambiente, incluindo educação, qualificação profissional e articulação institucional. Entre as iniciativas, estão o SENAI Cimatec, que já funciona como um polo de formação em engenharia e pós-graduação, e o SESI, que conta com mais de 12 mil alunos na educação básica.
Passos também citou o papel do IEL na conexão entre profissionais e o setor produtivo, além da atuação conjunta com o Centro das Indústrias do Estado da Bahia na defesa de interesses e na busca por segurança jurídica para as empresas.
Ao analisar o cenário atual, o presidente da Fieb afirmou que a indústria baiana tem registrado crescimento, impulsionado por investimentos em áreas como energia renovável, biocombustíveis e alimentos. No entanto, ressaltou que fatores externos têm impactado o desempenho do setor.
“A indústria da Bahia vem crescendo, mas o ambiente de negócios enfrenta variáveis que dificultam um crescimento mais consistente, como questões internacionais, a exemplo de tarifas e conflitos que afetam cadeias produtivas e o fornecimento de insumos”, disse.
Entre os desafios recentes, ele citou impactos de medidas comerciais internacionais e tensões geopolíticas que influenciam diretamente setores como o petroquímico.
Como estratégia para ampliar a competitividade, Passos destacou a realização do INDEX, feira da indústria da Bahia que terá nova edição em maio. O evento busca aproximar empresas, compradores e promover debates sobre caminhos para o desenvolvimento do setor.
“É um ambiente para apresentar a indústria da Bahia, gerar negócios e discutir soluções que ajudem o setor a sobreviver e crescer em um mercado cada vez mais exigente”, afirmou.
A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) oficializou a contratação da entidade responsável pela operacionalização das ações e serviços de saúde da Maternidade e Hospital da Criança (MHC) Deputado Alan Sanches. Segundo a publicação no Diário Oficial do Município (DOM), a empresa escolhida foi o Instituto de Gestão e Humanização (IGH), pelo valor de R$ 145 milhões.
O prazo do contrato é de 12 meses, contados a partir do dia 31 de março de 2026, conforme a assinatura. O IGH é uma entidade sem fins lucrativos responsável pela administração de 29 unidades de saúde, incluindo as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Paripe, Cabula e Parque São Cristóvão, em Salvador.
Conforme calendário anteriormente divulgado pela Prefeitura de Salvador, a inauguração do hospital está prevista para o primeiro semestre de 2026. A unidade, localizada no bairro da Federação, terá 12 mil m² de área construída, nove pavimentos e 198 leitos, entre clínicos e de UTI.

Foto: Bruno Concha / Secom PMS
O projeto prevê a criação de uma Emergência Obstétrica, Emergência Pediátrica, Centro de Bioimagem, Laboratório, Hospital Dia, Centro de Vídeo Histeroscopia, Alojamento Conjunto, Enfermaria Pediátrica, Centro Cirúrgico e Centro Obstétrico, UTI Adulto, UTI Pediátrica e UTI Neonatal, além de toda a área administrativa.
O nome da unidade foi definido em homenagem ao ex-deputado estadual Alan Sanches, médico ortopedista, falecido em janeiro deste ano em decorrência de um infarto.

Foto: Bruno Concha / Secom PMS
O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman, confirmou que o tribunal atuará conjuntamente às forças de segurança para garantir a livre circulação dos eleitores durante o pleito nacional e estadual de outubro. Em entrevista coletiva, nesta quinta-feira (9) durante sua posse, o gestor garantiu que vai manter um diálogo próximo com os orgãos de segurança durante o planejamento eleitoral
Relembrando o ocorrido nas eleições de 2022, onde agentes da Polícia Rodoviária Federal foram acusados de tentar impedir a chegadas de eleitores nos centros de votação, Kertzman diz que a atuação de Abelardo da Mata foi importante para a porganização do pleito na Bahia.
“Nas últimas eleições, pelo menos aqui na Bahia, creio que isso [o impedimento físico para impedir a presença dos eleitores] não aconteceu. Eu acompanhei de perto um diálogo muito forte da gestão do presidente Abelardo junto com todos os órgãos de segurança, sejam federais, sejam estaduais”, diz o gestor.
Para este ano, ele aponta que “O que nós já estamos fazendo e vamos continuar no planejamento de intensificação, é um diálogo muito próximo dos órgãos de segurança, para não permitir, para que na verdade os órgãos de segurança, eles têm que servir ao livre trânsito, a livre manifestação popular e seguramente fazem e farão”, afirmou.
Ele finaliza dizendo que “qualquer desvio vai ser inibido com uma presença firme e próxima do Tribunal Regional Eleitoral”. “E não existiu, nas eleições municipais, nenhuma situação similar ao que aconteceu em 2022. Posso assegurar com toda certeza”, completa.
Empossado nesta quinta-feira (9), o novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Mauricio Kertzman, destacou que o uso de Inteligência Artificial nas campanhas eleitorais será o tema de 14 resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a serem aplicadas no ambito do juriciário nacional. O gestor destaca que a função da Corte é “organizar as eleições” e, neste contexto, o combate a desinformação e o mau uso das tecnologias será o principal desafio para o processo eleitoral de 2026.
Em entrevista coletiva, o gestor aponta que “pautarei a minha gestão na continuidade da capacitação de servidores e magistrados, na aproximação com os eleitores”. “E aí temos um grande desafio. O grande desafio da justiça eleitoral é o mau uso da inteligência artificial e o mau uso dos recursos tecnológicos, com desinformação, com fake news, e por isso, o Tribunal Superior Eleitoral [TSE], para esse ano de 2026, editou quatrorze resoluções que endurecem o sistema contra a desinoformação”, frisou o desembargador.
Kertzman explica que “combateremos a desinformação, as notícias falsas, várias modificações foram implementadas, modificações do ônus da prova para aquele que comete a desinformação”.
Entre as mudanças previstas na resolução, está a vedação no uso de Inteligencias Artificiais no auge da campanha eleitoral, que começa em agosto. “Há um período em que será proibida qualquer tipo de uso de inteligência artificial no periodo mais próximo das eleições, são diversas mudanças que foram feitas e o Tribunal estará atento para combater, firmemente, a desinformação”, afirma o presidente.
Ainda em sua fala, Mauricio ainda destaca que todos os procedimentos para a realização da eleição deste ano já foram organizados no mandato do último gestor, Abelardo da Mata. “No ano de 2025, na gestão do presidente Abelardo, toda a eleição de 2026 foi planejada e muito bem planejada, e todas as ações dessa gestão vão ser pautadas para que essas eleições sejam feitas da forma mais cuidadosa possível”.
Ele completa dizendo que, com base na organização já realizada do pleito deste ano, seu mandato deve ser pautado na continuidade dos processos. “Pautarei a minha gestão na continuidade da capacitação de servidores e magistrados, na aproximação com os eleitores”, sucinta.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Precisamos jogar fora o complexo de vira-lata, de achar que somos pequenos e que não temos nada. A gente precisa querer ter para poder fazer".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao afirmar que o Brasil precisa “jogar fora o complexo de vira-lata”. A declaração foi feita durante um evento em São Paulo.