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Pesquisa: policial militar
O cabo da Polícia Militar baleado no Vale das Pedrinhas morreu após ser atingido por um tiro na cabeça na manhã desta terça-feira (3). Identificado como Glauber, ele foi socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu.
O militar havia acabado de encerrar o turno de serviço e retornava para a base quando foi surpreendido pelo disparo. Ele chegou a ser socorrido em estado gravíssimo e passou por cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos.
Segundo informações do Alô Juca, o ataque teria sido realizado por um traficante do Comando Vermelho (CV), utilizando uma arma de longo alcance equipada com luneta de precisão.
Em reposta, a Polícia Militar realiza grandes operações no Complexo do Nordeste de Amaralina. O objetivo das incursões é localizar e prender os responsáveis pelo crime.
Um sargento da Polícia Militar de Pernambuco (PM) foi punido com três dias de detenção devido ao tamanho de seu bigode. O registro da punição aponta que o 2º sargento Samuel de Araújo Lima utilizava bigode ultrapassando a linha do lábio inferior, em desacordo com o Manual de Uniformes da corporação.
Segundo a reportagem do Diário de Pernambuco, publicada nesta sexta-feira (23), a punição foi publicada em boletim interno em 13 de janeiro deste ano pelo tenente-coronel Lenildo de Freitas Paixão, comandante do 1º Batalhão da Polícia Militar (BPM), de Olinda.
Além da comprovação da transgressão, o boletim do comandante diz ainda que a defesa do policial não apresentou motivos que justificassem a transgressão, considerada de natureza leve. Ele também diz ter levado em consideração a ficha do sargento, circunstâncias atenuantes e agravantes e os pareceres do oficial comandante direto do militar e do subcomandante. A punição definida foi uma detenção de 3 a 5 dias.
Por outro lado, a defesa do policial, o advogado Tiago Reis, do Centro de Apoio aos Policiais e Bombeiros Militares (Juris PM), resumiu o caso em um informe intitulado de "35 anos de bravura ignorados por alguns centímetros de bigode".
No informativo, ele diz que o episódio retrata a "banalização do rigor punitivo, a prevalência da forma sobre a substância e o desvirtuamento da atividade correcional", que não deveria servir "à perseguição burocrática baseada em detalhes mínimos".
Apesar do advogado ainda buscar reverter a punição, ele informou que Samuel alterou o seu bigode conforme o manual. “Ele teve que aparar para não sofrer mais sanções”.
Por nota, a PM declara que a punição decorre do descumprimento de ordens internas, que regulamentam os padrões de apresentação pessoal. "Ressaltamos que a medida adotada não retira o militar do serviço, tratando-se de sanção administrativa prevista nos regulamentos internos da Instituição", afirma.
O Manual de Uniformes da Polícia Militar de Pernambuco, de 2020, estabelece uma série de critérios que devem ser seguidos pelos profissionais enquanto estiverem uniformizados. Com relação ao bigode, é permitido desde que discreto, aparado, não ultrapassando a linha dos lábios e aparado acima da linha do lábio superior.
É vedado o uso de barba aos oficiais e praças. A exceção ocorre apenas quando o militar for dispensado temporariamente da obrigação de raspá-la, homologada por médico militar e publicada em Boletim Interno (BI) da unidade.
O ex-jogador Cleilton Eduardo Vicente, conhecido como Perdigão, denunciou ter sido agredido por um policial militar na noite da última segunda-feira (19), em Curitiba. O episódio, segundo o relato do ex-atleta, ocorreu após a partida entre São Joseense e Operário, disputada no domingo (18), no Estádio Vila Capanema.
De acordo com Perdigão, o agente envolvido na ocorrência estava em serviço no momento do ocorrido. A denúncia foi tornada pública por meio das redes sociais do ex-jogador, que publicou uma nota de repúdio, além de vídeos e imagens que mostram marcas de agressão em seu corpo. Veja os registros:
Durante o jogo do São Joseense, uma abordagem envolvendo o ex-jogador Perdigão gerou repercussão.
— Doentes por Futebol ? (@DoentesPFutebol) January 20, 2026
A partida era entre São Joseense x Operário, na Vila Capanema. E após o jogo, policiais agrediram Perdigão covardemente.
Ele depois contou que foi apenas agradecer aos policiais… pic.twitter.com/Tk6gLP5Tgh
Nos vídeos divulgados, Perdigão aparece tentando se afastar do policial, sem demonstrar reação, enquanto o agente o cerca e continua desferindo golpes. As imagens também registram o policial ordenando que o ex-atleta deixasse o local, acompanhando a ação com ofensas verbais.
Segundo o relato apresentado por Perdigão, a agressão teria acontecido após ele tentar cumprimentar o policial pelo trabalho desempenhado na partida. Ainda conforme o ex-jogador, a reação do agente foi inesperada.
"De forma repentina e sem qualquer justificativa", afirmou Perdigão, ao descrever que o policial teria agido com truculência e o atingido repetidas vezes com um cassetete.
Até o momento, a Polícia Militar do Paraná não se manifestou oficialmente sobre o caso. Também não há informações sobre a abertura de procedimento administrativo ou investigação para apurar a conduta do agente citado na denúncia.
Perdigão construiu uma carreira marcada por passagens relevantes no futebol nacional e internacional. Revelado profissionalmente pelo Paraná Clube, foi bicampeão paranaense em 1995 e 1996. Posteriormente, atuou em duas oportunidades pelo Athletico Paranaense, entre 1997 e 1998, e novamente em 2000.
O ex-volante também defendeu o Internacional, clube onde viveu o momento mais vitorioso da carreira, integrando o elenco campeão da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes, em 2006, além da Recopa Sul-Americana, em 2007.
No exterior, teve passagem pelo Belenenses, de Portugal. De volta ao Brasil, vestiu as camisas de Vasco, Corinthians, Londrina, Joinville, Marília, Náutico, Caxias e 15 de Novembro, encerrando a carreira em 2011, na Associação Desportiva Guarulhos.
Confira a nota oficial emitida através das redes sociais de Perdigão:
Um policial militar foi baleado durante uma tentativa de assalto na Avenida Contorno, em Salvador, na tarde desta quinta-feira (15). O caso ocorreu em frente à Bahia Marina e mobilizou equipes da Polícia Militar.
Segundo informações do Alô Juca, o policial reagiu à ação e foi atingido por um disparo de arma de fogo. Ele foi socorrido para a UPA dos Barris, onde recebe atendimento médico.
Durante a troca de tiros, o suspeito que atirou contra o militar foi alvejado e morreu no local. Um segundo homem, que também participou da tentativa de assalto, conseguiu fugir.
Equipes da 16ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) e do 18º Batalhão da PM foram acionadas para atender à ocorrência e isolaram a área para a realização da perícia.
STF nega recurso que pedia aumento em 33,33% na Gratificação de Atividade da Policial Militar baiana
O Supremo Tribunal Federal (STF) negou seguimento a um recurso extraordinário com agravo interposto pela Associação de Praças Militares Estaduais da Bahia (APPM-BA), que pedia o reajuste da Gratificação de Atividade Policial Militar (GAP) em 33,33% para policiais que tiveram a jornada de trabalho ampliada de 30 para 40 horas semanais. A decisão, proferida pelo ministro Edson Fachin, manteve o entendimento de que a gratificação tem valor nominal fixado em lei e não pode ser alterada pelo Poder Judiciário com base em critérios não previstos legalmente.
O caso teve origem em uma ação coletiva movida pela associação, na qual a Justiça baiana inicialmente acolheu os pedidos, condenando o Estado da Bahia a conceder o aumento proporcional da GAP e ao pagamento das diferenças. No entanto, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) reformou a sentença, entendendo que a GAP foi criada pela Lei Estadual 7.145/97 com o objetivo de compensar os riscos inerentes à atividade policial, sendo seu valor definido nominalmente para cinco referências (de I a V), sem vínculo com a carga horária exercida.
Ao analisar o recurso extraordinário, o ministro Edson Fachin destacou não havia repercussão geral, requisito constitucional para a admissibilidade de recursos dessa natureza. Segundo a decisão, a parte recorrente fez uma afirmação genérica, sem demonstrar questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que transcendessem os interesses subjetivos da causa.
"Analisados os autos, verifica-se a deficiência na fundamentação da repercussão geral. Não basta a simples afirmação genérica de que o tema tem repercussão geral; faz-se necessária a fundamentação adequada que supra as exigências do disposto no artigo 1.035, § 2º, do Código de Processo Civil e no artigo 327, § 1º, do Regimento Interno do STF", afirmou em decisão.
Além disso, o ministro destacou que a GAP possui natureza jurídica de compensação por risco, não estando vinculada à remuneração da jornada de trabalho ou a horas extras. A alteração de seus valores, conforme o STF, depende de lei específica de iniciativa do Chefe do Poder Executivo, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes. A Súmula Vinculante 37 do STF foi citada para ressaltar que “não cabe ao Poder Judiciário, que não tem função legislativa, aumentar vencimentos de servidores públicos sob o fundamento de isonomia”.
A decisão também afastou a alegação de violação ao princípio da irredutibilidade de vencimentos, previsto no artigo 37, inciso XV, da Constituição Federal, uma vez que não houve redução nominal dos valores pagos aos servidores. (Atualizada às 10h45 de 12/01/2026 para corrigir o significado da sigla APPM-BA)
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Janja da Silva
"Hoje estabelecemos um marco para a sociedade brasileira, representada pelos três poderes, aqui presentes. Todos assumiram o compromisso e a responsabilidade de tornar a nossa sociedade um lugar em que as mulheres possam viver em paz. Queremos ser respeitadas, queremos ser amadas, queremos ser livres, queremos nos manter vivas".
Disse a primeira-dama Janja Silva em um discurso emocionado e com direito a lágrimas, ao abrir a solenidade de lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. A iniciativa do governo Lula, chamada de “Todos por Todas”, busca unir os três poderes em ações coordenadas para prevenir a violência letal contra meninas e mulheres no país.