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Pesquisa: lgbt
Pessoas LGBT+ vítimas de violência e discriminação podem contar com atendimento jurídico na área criminal a partir do Centro Municipal de Referência LGBT+ Vida Bruno, uma parceria entre a Prefeitura de Salvador e a Universidade Federal da Bahia (Ufba).
O centro, vinculado à Secretaria Municipal da Reparação (Semur), e ao Núcleo de Prática Jurídica (NPJ) da Faculdade de Direito da Ufba, busca facilitar o acesso à Justiça e garantir o acompanhamento dos casos, desde o acolhimento até o andamento dos processos.
Criado pela necessidade de ampliar o acompanhamento dos assistidos, o serviço é voltado especialmente a vítimas de violência e discriminação que necessitam de orientação e acompanhamento jurídico.
A parceria, que começa no Centro Vida Bruno, permite que pessoas atendidas sejam encaminhadas ao núcleo da universidade, caso necessitem de assistência jurídica na área criminal. A partir daí, as equipes mantêm contato para acompanhar os procedimentos, incluindo atendimentos em delegacias e o andamento das ações judiciais.
O equipamento funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (71) 3202-2750.
Salvador aparece entre os destinos brasileiros mais comercializados por empresas internacionais especializadas no público LGBTQIA+, segundo pesquisa inédita da Embratur em parceria com a International LGBTQ+ Travel Association (IGLTA). A capital baiana foi citada por 34,78% das 34 empresas consultadas, mesmo percentual registrado por Recife.
O Rio de Janeiro lidera as citações, mencionado por 95,65% dos participantes, seguido por São Paulo (73,91%), Foz do Iguaçu (47,83%) e Manaus (39,13%). Fernando de Noronha aparece na sequência, com 30,43%.
Entre as experiências brasileiras que mais despertam interesse estão o Carnaval, citado por 78,26% das empresas, além de bares, festas e vida noturna (65,22%) e praias e destinos de descanso (60,87%).
O levantamento também aponta possibilidades de expansão do segmento. Entre os entrevistados, 81,82% demonstraram interesse em roteiros histórico-culturais. Experiências de luxo, ecoturismo, aventura e gastronomia também aparecem entre os segmentos de interesse.
O abandono familiar motivado pela orientação sexual ou identidade de gênero está entre as principais queixas de pessoas LGBTQIAPN+ atendidas em Alagoinhas, no Agreste baiano.
Segundo o Alagonews, parceiro do Bahia Notícias, a informação é do coordenador de Políticas para a Cidadania e Diversidade LGBT+ da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEDES), Danilo Santana.
De acordo com ele, a rejeição dentro da própria família pode provocar o rompimento de vínculos afetivos e aumentar a vulnerabilidade social. Entre os fatores associados a esses conflitos estão divergências relacionadas a crenças religiosas e à dificuldade de aceitação da orientação sexual ou identidade de gênero.
Durante a entrevista na Rádio Ouro Negro FM 100,5, na última quarta-feira (23), Santana destacou o papel do acolhimento familiar como fator de proteção. Na cidade, a rede municipal avalia a situação de cada pessoa que procura atendimento e, quando necessário, realiza encaminhamentos para serviços de assistência social.
Em casos de rompimento familiar, podem ser buscadas alternativas para a reaproximação entre os envolvidos. Quando isso não é possível, o atendimento pode incluir encaminhamentos para programas como Cadastro Único, aluguel social e benefícios emergenciais, conforme os critérios de cada serviço.
A assistência também busca contribuir para a autonomia das pessoas atendidas, incluindo o acesso a oportunidades de trabalho. A política municipal voltada à população LGBTQIAPN+ integra as ações da Sedes nas áreas de cidadania, diversidade e garantia de direitos.
O Coletivo de Torcidas Canarinhos LGBTQ+ lança nesta quinta-feira, 24 de setembro, às 16h, no Museu do Futebol, em São Paulo, a nova edição do Anuário do Observatório da LGBTfobia no Futebol – Edição 2026, com dados de 2025. O lançamento integra a programação do Encontro Nacional da Rede Memória do Esporte. A publicação apresenta um amplo diagnóstico sobre a presença e a realidade da população LGBTQIAPN+ no futebol brasileiro. Nesta edição, o Observatório registrou mais de 60 episódios de LGBTfobia envolvendo agentes do futebol ao longo de 2025, além de consolidar uma série histórica de 340 episódios monitorados entre 2020 e 2025.
A polícia turca prendeu cerca de 150 pessoas que protestavam contra a repressão à comunidade LGBTQIA+ nesta terça-feira (15). Os manifestantes estavam reunidos em frente ao Palácio da Justiça de Ça?layan, no lado europeu de Istambul, e foram detidos após se recusarem a deixar o local.
"Viva a luta pela liberdade!", "Apesar do ódio, viva a vida!" e "Libertem os presos imediatamente!", gritavam os manifestantes. O grupo também carregava uma faixa com a frase "Ser LGBTQIA+ e se organizar não é crime."
"Enquanto tantos crimes graves ficam impunes, o governo agora faz operações contra ativistas LGBTQIA+. Essas pessoas não cometeram nenhum outro crime além de serem quem são e defenderem seus direitos ou os direitos dos outros", disse um dos manifestantes no local à agência de notícias AFP.
O partido pró-curdo DEM, figura-chave no processo de paz entre Ancara e os combatentes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), condenou as batidas policiais contra pessoas LGBTQIA+.
"A linguagem da paz não pode ser acompanhada de repressão", escreveu a legenda na rede social X.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.