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O Governo do Estado ampliou o período de transporte gratuito para o segundo turno das eleições de 2026, atendendo a uma solicitação dos prefeitos apresentada pela União dos Municípios da Bahia (UPB). O decreto do governador Jerônimo Rodrigues, publicado no Diário Oficial do Estado neste sábado (10), facilita o deslocamento dos eleitores para votar. A medida contempla ônibus intermunicipais, ferry-boat, lanchinhas, transporte metropolitano e metrô, com horários diferentes para cada serviço.
Nos ônibus intermunicipais, as viagens serão gratuitas das 18h do dia 23 de outubro até as 12h do dia 26. O período permite que os eleitores viajem até o município onde votam e tenham mais tempo para retornar ao município de origem, inclusive na segunda-feira, após a eleição. Para atender ao aumento do movimento, o transporte deverá operar com a mesma quantidade de ônibus normalmente disponível nos dias úteis.
No ferry-boat, nas lanchinhas e no transporte metropolitano, a gratuidade começa às 18h do dia 23 e vai até as 23h59 do dia 25 de outubro. O benefício atende aos eleitores que precisam se deslocar entre municípios para votar e retornar. No ferry-boat, a gratuidade vale apenas para passageiros que viajam a pé, sem veículo.
No metrô de Salvador e Lauro de Freitas, as viagens serão gratuitas das 18h do sábado (24) até as 23h59 do domingo (25), facilitando a ida aos locais de votação e a volta para casa.
O Governo da Bahia publicou na segunda-feira (5) o Decreto Nº 24.839, que autoriza a venda da sua participação acionária minoritária na Companhia de Gás da Bahia (Bahiagás). O objetivo da medida é atrair investimentos privados para modernizar e expandir a infraestrutura de gás canalizado no estado, sem privatizar o controle da companhia, que continuará operando como sociedade de economia mista.
A operação não altera os prazos da concessão vigente, as regras tarifárias ou a regulação feita pela AGERBA.
COMO FUNCIONARÁ A VENDA
O primeiro passo será a contratação de uma empresa independente e especializada para realizar a avaliação econômico-financeira da companhia. É este estudo que determinará o preço mínimo de venda das ações ordinárias e preferenciais, valor este que não poderá ser inferior ao patrimônio líquido da empresa.
Em respeito ao Acordo de Acionistas em vigor desde 1993, os atuais sócios da Bahiagás terão o chamado "direito de preferência". Eles serão notificados e terão um prazo mínimo de 30 dias para decidir se desejam comprar a fatia do Estado pelas mesmas condições estipuladas na avaliação.
ABERTURA PARA NOVOS INVESTIDORES
Caso os atuais acionistas recusem a oferta ou não comprem a totalidade das ações, o Governo da Bahia publicará um edital abrindo a venda para terceiros, pelo mesmo preço oferecido aos sócios.
Poderão entrar na disputa empresas nacionais ou estrangeiras, mas as exigências são altas. O adquirente precisará comprovar:
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Capacidade econômico-financeira compatível com a compra;
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Experiência comprovada no setor de energia, gás natural ou infraestrutura;
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Regularidade fiscal e trabalhista.
O decreto também impõe barreiras. Estão proibidas de adquirir as ações empresas em processo de falência, recuperação judicial, ou que tenham sido declaradas inaptas pelo poder público. Concorrentes diretos da Bahiagás no estado da Bahia também estão vetados, a não ser que recebam uma autorização expressa do Conselho de Administração da companhia.???????
FISCALIZAÇÃO
A entrada de um novo investidor não alterará as regras do jogo para o consumidor. O decreto garante a manutenção dos critérios tarifários, o papel fiscalizador da AGERBA e as obrigações de universalização do serviço. O novo acionista minoritário será obrigado a aderir integralmente ao atual Acordo de Acionistas e deverá garantir os investimentos proporcionais à sua fatia para o plano de expansão do gás no estado.
Todo o trâmite será monitorado de perto pela Procuradoria Geral do Estado (PGE), responsável por zelar pela legalidade da operação. O Governo do Estado também incluiu uma cláusula de segurança, reservando-se o direito de suspender ou revogar a venda a qualquer momento, sem que isso gere direito a indenizações aos participantes do processo.
O Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab-BA), firmou um contrato no valor global de R$ 514,06 milhões com a organização Fabamed para gerir, operacionalizar e executar os serviços de saúde do Hospital 2 de Julho, localizado em Salvador.
Com vigência iniciada em 1º de outubro de 2026, o contrato assinado prevê o montante exato de R$ 514.062.004,20. O valor total é destinado exclusivamente ao custeio da operação continuada e da prestação dos serviços médico-hospitalares ao longo do período contratual, não se tratando de verba para obras ou investimentos em infraestrutura.
Integrante da rede estadual de saúde e classificado como hospital geral, o Hospital 2 de Julho mantém funcionamento 24 horas por dia, oferecendo atendimento universal e gratuito aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). As informações são do site BadeValor.
A oficialização do vínculo estabelece com clareza as atribuições e responsabilidades operacionais tanto da Fabamed quanto da Sesab. A medida formaliza a gestão da unidade, que já vinha sendo preparada pelo Estado. Em 2025, documentos oficiais apontavam que o hospital encontrava-se sem um contrato de gestão vigente, tendo o funcionamento mantido por meio de pagamentos efetuados via indenização.
Com a definição da eleição para o Governo do Estado da Bahia no primeiro turno, realizada neste domingo (4), Jerônimo Rodrigues (PT) foi eleito ao alcançar 55,80% do eleitorado, somando 4.626.265 votos. O segundo colocado, ACM Neto (União Brasil), registrou 43,73%, equivalente a 3.625.194 votos.
Ao todo, a Bahia contou com sete candidaturas ao governo estadual no primeiro turno. Entre os concorrentes estava Maria Bona, candidata pelo PCO, que obteve 0,05% dos votos válidos em todo o estado, alcançando a marca de 4.028 votos.
Na cidade de Rio de Contas, localizada na Chapada Diamantina, município onde a postulante vota, Maria Bona recebeu 11 votos no total, sendo um deles depositado pela própria candidata. Ou seja, de modo provável, ela e mais 10 pessoas da cidade votaram na candidata.
O candidato Ronaldo Mansur teve o pior resultado do PSOL em uma campanha para o governo da Bahia desde a criação da legenda, em 2006. Atual presidente do grupo socialista, Mansur teve apenas 27.243 votos nesta campanha, o equivalente a 0,33% dos votos válidos.
Antes deste pleito, o pior resultado da sigla foi registrado em 2010, quando Marcos Mendes teve 31.705 votos. Porém, o mesmo Marcos Mendes também registrou o ponto mais alto do grupo na disputa, logo no pleito seguinte: em 2014, ele teve o apoio de 50.891 eleitores.
O resultado contrasta sobretudo quando comparado às eleições municipais em 2024. Kleber Rosa, que já tinha angariado 48.239 votos em 2022, conquistou a histórica votação na disputa seguinte: 138.610 eleitores o escolheram, colocando o PSOL pela primeira vez na história como segundo colocado na capital baiana.
Mas se a campanha pelo governo deixou a desejar, a sigla conseguiu números expressivos na disputa ao Senado: Professora Delliana, estreante nas urnas, teve mais de 214 mil votos.
Veja abaixo o resultado das últimas eleições do PSOL nas campanhas para o governo do Estado:

Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.