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O Esporte Clube Vitória, pela primeira vez em sua história, fará parte do Campeonato Brasileiro Sub-15 de Basquete. A competição será realizada em Guarapari, no Espírito Santo, entre os dias 23 e 31 de agosto, reunindo equipes de diferentes estados do país e proporcionando aos jovens atletas a oportunidade de disputar um torneio de alcance nacional.
A estreia do Rubro-Negro está marcada a próxima segunda-feira, dia 24, às 20h, diante do Flamengo. O Vitória integra o Grupo A, ao lado da equipe carioca, da Apage, de São Paulo, e do Xaxim, de Santa Catarina.
A participação inédita é resultado de uma parceria entre o Vitória e a Escola de Basquete, que permitiu a entrada do clube no calendário nacional da categoria de base. A iniciativa também reforça a importância do incentivo à prática esportiva entre crianças e adolescentes, especialmente por meio de clubes tradicionais, que podem oferecer aos jovens atletas estrutura, competição e novas oportunidades de desenvolvimento.
Em conversa com o Bahia Notícias, o coordenador do basquete do Vitória, Augusto Britto, explicou que a presença na competição representa mais um passo no processo de retomada e desenvolvimento da modalidade no clube.
“Fico muito contente em levar mais uma vez o Esporte Clube Vitória a outra competição nacional. Sabemos das dificuldades que enfrentamos no dia a dia, principalmente na falta de equipamentos esportivos para treinar e na falta de calendário no Estado, mas a nossa força de vontade e trabalho superam esses desafios.”
Britto lembrou que projeto de basquete do Vitória, retomado em 2022, alcançou quatro competições nacionais desde o retorno da modalidade. O coordenador também destacou o apoio do presidente do clube, Fábio Mota, e agradeceu pela confiança e pela manutenção da modalidade diante dos desafios enfrentados pelo Vitória.
“Em quatro anos de retorno do projeto, conseguimos alcançar a marca de quatro campeonatos nacionais, sempre colocando a marca do clube entre os melhores. Agora estamos entrando com muito entusiasmo na formação de atletas. Agradeço sempre ao nosso presidente, que sempre acreditou no projeto e mantém a modalidade diante de todos os desafios que o clube enfrenta.”
A participação no Brasileiro também marca a parceria com a Escola de Basquete, apontada pelo coordenador como fundamental para o crescimento do projeto e para a formação dos jovens jogadores.
“Vale destacar sempre a nossa equipe de trabalho e a parceria com a Escola de Basquete, que hoje é referência no trabalho de base. Para alcançarmos o topo, precisamos andar ao lado dos melhores, e essa parceria possibilita esse crescimento. É um parceiro sério que há alguns anos faz um grande trabalho de base.”
ELENCO
A equipe Sub-15 do Vitória é comandada pelo técnico Gustavo Aurino, com Fernando Menezes como auxiliar. O elenco que representará o clube na competição conta com Lucas Barreto, Gabriel Sá, Pedro Falcão, David Rodriguez, Felipe Santos, Alessandro Ramos, Henrique Aguiar, Miguel Ângelo, Heitor Jullys, Arthur Beni, Emanuel Silva e Arthur Albuquerque.
Capitão da equipe, Lucas Barreto lidera o grupo dentro de quadra durante a primeira participação do Vitória no Campeonato Brasileiro Sub-15. Aos 15 anos, o ala-armador contou ao Bahia Notícias que encara a oportunidade como a realização de um sonho e destaca a responsabilidade de representar o Rubro-Negro e conduzir os companheiros em uma competição nacional inédita para o clube.
“Disputar o Campeonato Brasileiro Sub-15 pelo Vitória como capitão é a realização de um sonho e também uma grande responsabilidade. Minha expectativa é dar o meu máximo em quadra, honrar essa camisa e liderar meus companheiros com dedicação e garra, porque acredito que, juntos, podemos fazer um excelente campeonato e buscar bons resultados para o Esporte Clube Vitória”, disse o ala-armador.
Além da função de capitão, Lucas também terá a oportunidade de representar o Vitória em uma competição nacional. Para o jogador, vestir a camisa do Rubro-Negro significa assumir a responsabilidade de defender a história do clube e a paixão da torcida também por meio do basquete.
“Vestir a camisa do Esporte Clube Vitória é carregar a história, a garra e a paixão de uma grande torcida. Representar o basquete Rubro-Negro baiano dentro de quadra é um orgulho e uma responsabilidade enorme. É uma missão que exige comprometimento e entrega total”, comentou o camisa do Leão.
A trajetória de Lucas no basquete começou ainda na infância, antes mesmo de o esporte se tornar uma atividade competitiva. O jogador conta que teve os primeiros contatos com a modalidade ao lado do pai, que também se tornou sua principal referência no esporte. Depois, passou a praticar basquete na escola e iniciou sua formação na Escola de Basquete, com o professor Gustavo Aurino.
“Minha relação com o basquete começou ainda na infância, jogando na quadra do meu prédio com meu pai. Por isso, posso dizer que ele continua sendo minha maior referência nesse esporte. Foi com ele que aprendi meus primeiros arremessos. Depois, comecei a praticar como esporte na escola e iniciei na Escola de Basquete, com o professor Gustavo Aurino, uma referência no basquete baiano. A cada treino fui percebendo minha evolução dentro de quadra, resultado de muitos treinos, muita disciplina e dedicação ao basquete. Com eles, aprendi que o basquete vai muito além da técnica, aprendi a nunca desistir dos meus objetivos. Gostaria também de agradecer aos nossos patrocinadores: Grupo Cavalo Marinho Derivador de Petróleo, Arena Saúde Lazer, Gran D´nappoli, Bahia Guinchos, Diginet, Bahia Adviser e Cesta Baiana", disse o jovem.
O Vitória será um dos participantes do Circuito FIBA 3x3 Challenger, seletiva da modalidade que dá acesso ao FIBA 3x3 World Tour, principal circuito internacional do basquete 3x3. O torneio acontece entre quinta-feira (21) e sábado (23), no Centro de Convenções de Salvador, dentro da programação da FitDance Convention 2026, e reunirá dez equipes em uma etapa extra da competição.
Além do Rubro-Negro, participam da disputa Diadema (SP), Coração de Maria (BA), Gama (DF), Fênix (SP), Ilhéus (BA), Dolphins (BA), Fénix (BA), Mover (BA) e Jequié (BA). Os participantes da competição foram confirmados pelo Bahia Notícias nesta quinta-feira (20).
O Circuito FIBA 3x3 Challenger reúne equipes profissionais de diferentes partes do mundo em torneios que funcionam como classificatórios para o FIBA 3x3 World Tour, principal circuito internacional da modalidade. As equipes podem garantir acesso ao circuito mundial de forma direta ou por meio do Qualifying Draw.
O calendário dos Challengers conta com etapas em diferentes regiões do mundo, incluindo Europa, Ásia, Américas e Oceania. Em 2026, o circuito já passou pelo Brasil com o Brasília Challenger, realizado em maio, no Pátio Brasil Shopping, onde equipes de elite disputaram vagas para etapas do World Tour.
Agora, Salvador recebe uma etapa extra da competição, integrada à programação da FitDance Convention 2026. O evento combina a disputa do basquete 3x3 com música e entretenimento, reunindo esporte e manifestações da cultura urbana.
Com a participação na seletiva, o Vitória terá a oportunidade de disputar uma competição vinculada ao circuito internacional da FIBA (Federação Internacional de Basquetebol). A modalidade 3x3 é disputada em uma quadra reduzida, com três jogadores de cada equipe em quadra, e tem partidas marcadas pela velocidade e intensidade.
Aos 87 anos, faleceu, nesta quinta-feira (13), o campeão mundial de basquete com a Seleção Brasileira em 1963, Carlos Massoni, o Mosquito. O atleta também conquistou duas medalhas olímpicas de bronze. A primeira alcançada em 1960, em Roma, e a segunda em 1964, em Tóquio.
"A Confederação Brasileira de Basketball lamenta a perda irreparável de um herói do basquete brasileiro, desejando seus pêsames e abraçando neste momento de dor todos os amigos e familiares de Mosquito. Sua história e seu legado são eternos, ecoando por gerações de futuros basqueteiros", escreveu a CBB em sua conta oficial no Instagram.
Mosquito iniciou sua trajetória vestindo a camisa da Associação Atlética São Paulo e se profissionalizou no Palmeiras. Além do ouro conquistado no Mundial de 1963. Carlos Massoni também se destacou pelo bronze na Copa do Mundo de 1967 e o prata da edição de 1970. Nos jogos Pan-Americanos, foi ouro em Cali 1971, prata em São Paulo 1963 e bronze em Chicago 1959.
Massoni também defendeu o escudo do Sírio, vestiu a camisa da Portuguesa e encerrou sua carreira de atleta pelo São Caetano. Formado em educação física, ele atuou como técnico e professor até se aposentar.
O basquete baiano terá um representante na Copa Sul-Americana de Basquete (Sula 2026), considerada o maior torneio de base do hemisfério, pela segunda vez na história da modalidade no estado. O Bulldogs Esporte Clube embarca no próximo domingo (19) para Santa Rita do Sapucaí, em Minas Gerais, cidade-sede do campeonato, que teve início no último domingo e segue até o dia 25 de julho.
O torneio reúne mais de 130 clubes, com mais de 230 equipes e mais de 2.300 jovens atletas. Desta vez, o Bulldogs amplia sua participação competindo nas categorias Sub-17 e Sub-19.
“O que fizemos em 2025 foi histórico. Agora, voltamos para mostrar que não foi por acaso. Estamos mais preparados, mais maduros e com ainda mais vontade de colocar a Bahia no mapa do basquete sul-americano”, afirma Fernando Barcelos, idealizador, fundador e presidente do clube, que começou o projeto como um sonho de pai e hoje é referência no basquete juvenil baiano.
PREPARAÇÃO PARA A COMPETIÇÃO
A caminhada até a Sula 2026 incluiu uma intensa rotina de preparação por parte da equipe. O cronograma contou com exames cardiovasculares, palestras sobre nutrição esportiva e amistosos de alto nível, incluindo um confronto contra o Esporte Clube Bahia Sub-20.
Treinamentos focados na evolução técnica e tática dos atletas também foram realizados.
“Construímos um time dentro e fora da quadra. Cada exame, cada palestra, cada amistoso foi pensado para que nossos meninos cheguem prontos. A Sul-Americana começa muito antes do primeiro jogo”, reforça a comissão do clube.
A Copa Sul-Americana de Basquete é o maior evento de base do continente, com chancela oficial da Confederação Brasileira de Basketball (CBB). Para os atletas do Bulldogs, é a chance de mostrar serviço em uma vitrine que já revelou talentos para todo o país.
“Nossos times são formados por meninos de diversas realidades financeiras. Eles aprendem a lidar com as diferenças e as adversidades juntos. Isso é tão importante quanto o resultado dentro de quadra”, completa Fernando Barcelos.
BULLDOGS ESPORTE CLUBE
Time de basquete de base fundado por Fernando Barcelos em Salvador (BA), focado no desenvolvimento esportivo e humano de jovens atletas. Em menos de dois anos, tornou-se o primeiro clube baiano a disputar a Copa Sul-Americana de Basquete.
Nos últimos anos, algo começou a mudar - primeiro de forma discreta, depois com mais força - na maneira como o basquete é vivido na Bahia. Não é apenas uma questão de mais gente jogando. É o ritmo, o estilo, a forma de consumir o esporte. A influência da NBA está ali, visível, mas também meio difusa… espalhada em pequenos detalhes.
Logo de início, dá para perceber que o envolvimento com o basquete hoje vai além da quadra. Estatísticas, desempenho de jogadores, leitura de jogos - tudo entra no pacote. E, em muitos casos, esse interesse se conecta com outras formas de acompanhar o esporte, como o universo das apostas online.
Dito isso, o ponto mais interessante não está no digital. Está no que acontece fora da tela. Nas quadras. No cotidiano.
O Efeito NBA no Brasil: Muito Além da TV
Consumo digital e acesso facilitado
Até pouco tempo atrás, acompanhar a NBA no Brasil exigia algum esforço. Jogos em horários difíceis, transmissões limitadas… não era exatamente simples. Hoje, a dinâmica mudou completamente.
Plataformas como YouTube, Instagram e até TikTok mudaram completamente a forma como o conteúdo chega ao público. Nem sempre se assiste a uma partida inteira - mas os melhores momentos, sim. E isso já cria uma ligação.
Em poucos minutos, alguém vê uma sequência de arremessos de Stephen Curry ou uma atuação dominante de LeBron James. E, sem perceber muito bem quando isso aconteceu, começa a tentar reproduzir aquele estilo na quadra mais próxima.
Referência de estilo e jogo
Esse detalhe faz diferença. Porque não se trata apenas de assistir - trata-se de absorver, adaptar, testar.
Na prática, isso aparece no jogo. O ritmo fica mais acelerado. Os arremessos de três pontos se tornam mais frequentes. Há uma tentativa clara de jogar com mais organização, mesmo em partidas informais.
Ao mesmo tempo, existe um ajuste natural. Nem tudo que funciona na NBA funciona numa quadra de bairro. Ainda assim, a referência está ali. E influencia.
Bahia e o Basquete: Um Cenário em Evolução
Crescimento das quadras urbanas
Em cidades como Salvador, o basquete ganhou presença. Não necessariamente porque surgiram muitas quadras novas - embora algumas tenham sido reformadas -, mas porque as que já existiam passaram a ser mais utilizadas.
Um bom indicador desse movimento é o trabalho da Federação Bahiana de Basketball (FBB), que coordena competições locais e ações de desenvolvimento da modalidade no estado.
E isso muda bastante coisa. Uma quadra vazia não cria cultura. Uma quadra com movimento constante, sim.
Ao longo da semana, é cada vez mais comum ver grupos jogando no fim da tarde ou à noite. Jogos rápidos, troca de equipes, um certo clima competitivo… leve, mas presente. Aos poucos, vira rotina.
Esse interesse também aparece nas iniciativas de base, como mostra a matéria do Bahia Notícias “Bahia abre peneira de basquete e vôlei para jovens; saiba como participar”, que reforça como o esporte começa a ganhar espaço entre atletas mais novos.
Eventos e torneios locais
Paralelamente, começaram a surgir mais iniciativas locais. Pequenos torneios, ligas amadoras, encontros organizados por redes sociais… nada extremamente formal, mas suficiente para dar continuidade.
E aqui aparece um ponto curioso: muitos desses eventos já incorporam referências da NBA. Formato de jogos, nomes de equipes, até o estilo de divulgação.
Não é uma cópia direta. É uma adaptação. E, na prática, funciona.
Mudança no Perfil dos Jogadores Amadores
Mais técnica e estratégia
Se antes o jogo era mais improvisado, e, em alguns casos, até um pouco desorganizado, hoje existe uma preocupação maior com o coletivo.
Movimentação sem bola, posicionamento, escolha de arremessos… esses conceitos aparecem com mais frequência. Nem sempre de forma perfeita, claro. Mas aparecem.
Na prática, pelo que temos visto, o jogador amador hoje pensa mais o jogo. Não joga apenas por instinto.
Cultura esportiva mais estruturada
Outro ponto interessante está na organização. Times informais passaram a ter identidade. Camisetas combinando, nomes definidos, até uma certa rotina de jogos.
Não chega a ser profissionalização. Mas está mais próximo disso do que há alguns anos.
E esse detalhe cria algo importante: senso de pertencimento.
Impacto Econômico e Comercial
Expansão do mercado esportivo
Com o aumento do interesse, surgem oportunidades. Lojas esportivas passam a vender mais produtos ligados ao basquete. Bolas, tênis, acessórios - tudo ganha espaço.
Academias e espaços de treino também começam a adaptar suas ofertas. Treinos com foco em explosão, resistência, agilidade… conceitos que dialogam com o basquete moderno.
Não é um crescimento abrupto. Mas é consistente.
Interesse crescente em apostas esportivas
Ao mesmo tempo, há um movimento paralelo. Quem acompanha a NBA tende a consumir mais dados. Estatísticas, desempenho recente, confrontos diretos.
Isso leva parte do público a analisar o esporte de forma mais detalhada. E, em alguns casos, esse interesse se estende ao universo das apostas esportivas - não como foco principal, mas como uma extensão da análise.
Comparação: Basquete Local Antes e Depois da Influência da NBA

O contraste não é absoluto. Mas ajuda a visualizar a direção dessa mudança.
O Papel das Plataformas Digitais
Hoje, dificilmente o crescimento do basquete pode ser separado do ambiente digital. E não se trata apenas de assistir jogos.
Vídeos curtos, análises rápidas, conteúdos que circulam rápido… tudo isso alimenta o interesse.
Em muitos casos, jogadores amadores acabam aprendendo mais vendo clipes de 30 segundos do que assistindo a uma partida inteira. Pode parecer estranho - mas, na prática, faz sentido hoje.
Além disso, o digital conecta pessoas. Jogos são organizados, grupos se formam, torneios ganham visibilidade.
E, no fundo, isso sustenta o crescimento.
O Futuro do Basquete na Bahia
Tendências de crescimento
Se o ritmo atual continuar, o cenário tende a evoluir de forma natural. Mais organização, mais frequência de jogos, talvez maior visibilidade fora do estado.
Nada explosivo. Mas constante.
No fim das contas, depende de continuidade.
Influência contínua da NBA
A NBA deve continuar sendo referência. Novos jogadores surgem, estilos mudam, o jogo evolui.
E tudo isso chega, mais cedo ou mais tarde, às quadras locais.
O interessante é observar como essa influência é filtrada. Nem tudo é absorvido. Mas o suficiente para manter o ciclo ativo.
Conclusão
O que está acontecendo na Bahia não é isolado. É parte de um movimento maior, em que o esporte global influencia práticas locais de forma direta.
Mas há algo específico aqui. Uma adaptação própria, com ritmo diferente.
O basquete não está apenas crescendo. Está mudando.
E olhando de perto - nas quadras, nos jogos informais, nas interações entre jogadores - essa mudança já deixou de ser só uma tendência. Hoje, faz parte da realidade.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.

