Vota BN: Em crítica a Jerônimo, Mansur chama aprovação automática de “desserviço” e promete fim
Por Eduarda Moitinho
Ronaldo Mansur, candidato ao governo da Bahia e presidente do PSOL no estado, é o convidado da sabatina do Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias (BN), nesta segunda-feira (14). Ele comenta, sob sua ótica, erros e acertos do atual Governo no que tange à educação, em especial às escolas de tempo integral, criadas na gestão de Jerônimo Rodrigues (PT), adversário nas urnas.
Um dos pontos reforçados durante a campanha de Mansur é a importância de aproximar a cultura dos estudantes da rede pública de ensino. Ao ser questionado sobre a possibilidade de, caso eleito, investir no modelo das escolas em tempo integral, o candidato declara “aquilo que é bom, a gente vai tentar aperfeiçoar”.
Em contrapartida, levanta o tópico da “aprovação automática”, pauta polêmica dentro do atual governo, que abre palco para debates sobre a desvalorização dos professores baianos.
“Aquilo que é bom a gente aplaude, aquilo que é bom a gente vai tentar aperfeiçoar. E o que não for bom, a gente vai excluir. Uma das coisas é a aprovação automática. Jerônimo, enquanto professor, eu não sei porque ele insiste nessa tese de que não há aprovação automática. Se você tem cerca de 17 matérias e o aluno só perde de ano se passar em pelo menos 5, o que é isso se não aprovação automática?” questiona.
Ronaldo Mansur acredita que a questão seja um “desserviço aos professores” que devem ser figuras preservadas e respeitadas. Ele promete acabar com a aprovação automática, caso eleito.
“Isso é um desserviço aos professores, a autoridade do professor deve ser preservada e respeitada. E o Jerônimo, enquanto professor, tomou nota 0 com essa declaração (...) Nós vamos terminar com a aprovação automática, temos que ter professores valorizados”.
As escolas de tempo integral, por sua vez, foram citadas como reivindicações conjuntas que, segundo o candidato, não se reduzem ao trabalho do gestor atual.
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