Jerônimo repudia confusão na Ufba e defende espaço democrático na universidade
Por Lucas Vieira
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), repudiou nesta quinta-feira (20) a confusão envolvendo o deputado estadual Diego Castro (PL) e estudantes da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador. O episódio ocorreu durante uma ação do parlamentar na Faculdade de Comunicação (Facom).
Em publicação nas redes sociais, Jerônimo afirmou que a universidade deve ser preservada como espaço de diálogo e democracia. “Sou professor e sei o que a universidade representa. Minha solidariedade aos estudantes e professores da UFBA agredidos hoje por um parlamentar. Universidade se respeita. Liberdade se defende. O ambiente democrático não tem espaço para invasão e violência”, escreveu.
CONFIRA:
A confusão começou após Castro ir à unidade para averiguar uma denúncia sobre adesivos de apoio ao governador e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas dependências da instituição. O deputado afirmou que a visita tinha como objetivo verificar uma possível propaganda político-partidária em um espaço público, e registrou um Boletim de Ocorrência (BO) após o ocorrido.
Durante o tumulto, houve confronto entre integrantes da comitiva do parlamentar e estudantes. O aluno Tobias Muniz, presidente do Centro Acadêmico da Facom, foi empurrado por um integrante da segurança que acompanhava Castro e ficou ferido. A UFBA informou que ele realizou exame de corpo de delito e registrou ocorrência.
A universidade também acusou o deputado e sua equipe de interromperem atividades acadêmicas e de promoverem uma ação marcada por intimidação. O secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, recebeu Tobias nesta quinta e encaminhou o caso à Polícia Federal, ao Ministério Público (MP-BA) e à Justiça Eleitoral. Ele também solicitou à AL-BA a apuração de eventual quebra de decoro parlamentar.
“Não é aceitável que agentes políticos questionem as regras do jogo democrático ou recorram à violência como método de enfrentamento das divergências políticas”, afirmou o secretário.
