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Jerônimo confirma saída de secretários em janeiro para disputar eleições e rebate críticas sobre posição no sequestro de Maduro

Por Leonardo Almeida / Paulo Dourado

Jerônimo confirma saída de secretários em janeiro para disputar eleições e rebate críticas sobre posição no sequestro de Maduro
Foto: Leonardo Almeida / Bahia Notícias

O governador Jerônimo Rodrigues confirmou, nesta terça-feira (6), que secretários do seu governo deixarão os cargos em janeiro de 2026 para disputar as eleições, tanto para o Congresso Nacional quanto para a Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). A declaração foi feita durante a posse da Mesa Diretora do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE-BA) para o biênio 2026/2027.

 

“Vou fazer uma reforma. Vou chamar uma reunião para poder fazer um balanço. [As saídas acontecem] em janeiro”, afirmou o governador.

 

Entre os nomes já sinalizados para a disputa estão o secretário da Casa Civil, Afonso Florence (PT), e o secretário de Infraestrutura, Sérgio Brito (PSD), que pretendem concorrer à reeleição para a Câmara dos Deputados. Para a Assembleia Legislativa, aparecem os deputados licenciados Osni Cardoso, atual secretário de Desenvolvimento Rural (SDR), e Neusa Cadore, que comanda a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).

 

Também devem disputar uma vaga na AL-BA as secretárias Fábya Reis, da Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), e Rowenna Brito, da Educação, ambas sem mandato parlamentar.

 

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Na mesma ocasião, Jerônimo também rebateu críticas recebidas após se posicionar sobre a operação dos Estados Unidos que resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro, em Caracas. Segundo o governador, é dever de um gestor público se manifestar diante do que classificou como um erro grave de condução internacional.

 

“Qualquer gestor, qualquer ser humano, não concorda quando as coisas são feitas de forma equivocada. Tem gente querendo colar em Lula, em mim, no nosso time, a defesa do Maduro. Nós não defendemos a posição de Maduro. O que repudiamos é a forma como um país invade o outro e sequestra um chefe de Estado. Isso fere a soberania nacional”, declarou.

 

Jerônimo também alertou para possíveis impactos da crise venezuelana no Brasil, citando riscos geopolíticos e estratégicos, especialmente na região Norte. “É uma situação que acontece na nossa fronteira. A Venezuela está ligada à Roraima, à Amazônia, às nossas terras raras. Não posso me furtar de comentar um equívoco dessa magnitude”, concluiu.