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Em sabatina, Jerônimo condena "extremos" na PM, defende câmeras corporais e comenta caso Léo Lanches

Por Maurício Leiro / Daniel Araújo

Em sabatina, Jerônimo condena "extremos" na PM, defende câmeras corporais e comenta caso Léo Lanches
Foto: Reprodução / Tv Aratu

O governador Jerônimo Rodrigues foi sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.

 

O questionamento trouxe à tona o recente caso que vitimou o comerciante conhecido como "Léo Lanches", no bairro de São Cristóvão, em Salvador, gerando forte comoção. Jerônimo prestou solidariedade à família e garantiu que o Estado está atuando no caso. "Me coloquei à disposição para que a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e a de Justiça e Direitos Humanos acompanhem os passos da família. Determinei ao secretário Marcelo [Werner] que entregue à Justiça todas as informações necessárias", assegurou o governador.

 

Sobre a conduta da tropa, Jerônimo Rodrigues pontuou que a polícia precisa encontrar equilíbrio. "Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las", declarou.

 

CÂMERAS CORPORAIS

Implementadas em maio de 2024, após tratativas iniciadas com o então ministro da Justiça Flávio Dino, as câmeras corporais seguem sendo uma prioridade, com previsão de novas compras para ampliação do uso.

 

Jerônimo fez questão de esclarecer que o Executivo não interfere no manuseio das gravações. "As imagens guardadas não são do governador, servirão à Justiça. A qualquer momento que a Justiça precisar, elas têm que estar disponíveis para tomar qualquer decisão: seja para a punição de um policial que exagera, seja para provar que ele não exagerou. As câmeras ajudam a defender o policial que anda na linha e atua na ética", explicou.

 

CRITÉRIOS DE DISTRIBUIÇÃO

Questionado sobre a estratégia de alocação dos equipamentos, o governador informou que a distribuição segue critérios rígidos, acompanhados de perto pelo Ministério Público e alinhados com o Ministério da Justiça.

 

O foco tem sido tropas que atuam em áreas com maiores índices de violência ou em missões estratégicas. "O comando que cuida da Ronda Escolar, por exemplo, por tratar de adolescentes e jovens, requer que o policial seja monitorado para que tanto ele quanto o público sejam protegidos", exemplificou.

 

Ao finalizar, Jerônimo defendeu a idoneidade prévia da corporação, mas cobrou responsabilização em caso de desvios: "Eu não acredito que nenhum policial saia de manhã mirando que vai tirar a vida de alguém. Mas se acontecer um excesso ou exagero, ele precisa responder, e a Justiça tem que tratar".