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Disputa no Yatch tem ex-comodoro afastado por 90 dias e ameaça de denúncia ao MP
Foto: Divulgação

O Yacht Club da Bahia tem sido palco de uma disputa envolvendo o ex-comodoro, Marcelo Sacramento, e a atual diretoria do Conselho Deliberativo. Sacramento foi suspenso por 90 dias, durante votação do conselho, que votou o parecer do quadro associativo e, por 33 a 8, a condenação de Sacramento foi confirmada.  Já Marcelo alega que a convocação estatutária do Conselho Deliberativo com 8 dias de antecedência não foi feita. 

 

O julgamento de Marcelo Sacramento foi proposto através de um processo administrativo quando foi colocado em julgamento o parecer do quadro associativo. A ata foi assinada pela presidente do Conselho Deliberativo, Maria Amélia Garcez, no dia 21 de junho. Ali o Conselho suspendeu o ex-comodoro por 90 dias. A acusação seria por irregularidade nas contas 18/19, que teriam sido reprovadas. Marcelo já processa o clube (relembre aqui e aqui) e pediu para que o julgamento interno fosse suspenso até a análise dos processos judiciais. 

 

Durante a análise do processo administrativo, Marcelo foi acusado de fraude trabalhista em uma dispensa e contratação de um funcionário do clube. Em sua gestão, teriam sido provisionados R$ 2.119.345,68 em caso de risco de condenação neste processo, com uma diferença de R$ 456.000,00 para o parecer apresentado. Em outra reunião realizada nesta semana, uma outra ata, ainda não divulgada  motivos ainda não revelados, aprovou uma nova suspensão de 180 dias.

 

Marcelo alega existir irregularidades cometidas pelo atual comodoro, que, ao indicar sua nova diretoria, tentou aprovar no Conselho Deliberativo o nome de José Britto Filho para diretor administrativo do Clube. "O Sr. Brito, foi acusado por alguns conselheiros que mostraram documentos, de praticar crime de falsidade ideológica ao longo dos últimos 20 anos dentro da instituição, se fazendo passar por engenheiro civil sem usá-lo. Alertado e solicitado ao comodoro que retirasse o nome do comprovadamente criminoso para comandar os destinos administrativos do Clube pelos próximos dois anos, Francisco Brandão Coni não acatou os apelos e manteve a indicação, afirmando que o mesmo reúne todas as condições ao seu ver e de seus aliados para assumir o cargo e desempenhar bem a função", pontua.

 

"Ex-comodoros indignados protestaram e repudiaram a atitude do atual comodoro Francisco Brandão Coni em fazer a indicação, sabedor da situação e muito pior, após a solicitação de retirada do nome, tê-lo mantido e defendido junto com um grande grupo de diretores e conselheiros aliados", acrescentou em comunicado. 

 

Outra denúncia de Marcelo aponta que o ordenamento legal do Clube foi descumprido, por, sem a convocação estatutária do Conselho Deliberativo com 8 dias de antecedência, eleger o comodoro e permanecer em convocação permanente durante 15 dias para aprovação da Diretoria, o atual comodoro do YCB foi “eleito” em 07/06/21, numa reunião “fantasma” convocada por aplicativo de mensagem do Superintendente que num flagrante desrespeito ao Estatuto se referiu ao Edital esquecendo de cumprir o que determinam os artigos 45 e 46, parágrafo C do Estatuto do clube, conforme denúncia do ora afastado membro do YCB.

 

O ex-comodoro apontou que o clube será denunciado no Ministério Público novamente e outra ação será ajuizada, com o objetivo de corrigir o ato nulo e evitar ainda mais ilegalidades e prejuízos à instituição. 

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