Em entrevista, Ana Maria Braga aborda aborto, vida afetiva e o luto por intérprete de Louro José
Por Redação
A apresentadora Ana Maria Braga, de 77 anos, fez fortes revelações sobre sua vida pessoal e posicionamentos em entrevista à revista Veja. No bate-papo, a comunicadora relembrou um aborto realizado no passado, abordou suas tentativas de relacionamentos afetivos, comentou a dinâmica familiar com os filhos e desabafou sobre o impacto doloroso da perda de Tom Veiga, intérprete do papagaio Louro José.
Ao tratar de um dos temas mais delicados de sua história, Ana Maria confirmou ter interrompido uma gravidez no passado devido a restrições financeiras. "Sim, fiz e foi péssimo. Não recomendo", declarou a artista, explicando que, na época, ainda não conseguia se sustentar adequadamente e acreditava não ter outra alternativa, ressaltando que não guarda culpas pelo ato. Apesar de definir a experiência como negativa, a apresentadora posicionou-se a favor da legalização do aborto. Para Ana Maria, a escolha sobre dar prosseguimento ou não a uma gestação deve ser fundamentada na liberdade individual de cada mulher.
Durante a entrevista, a comunicadora também compartilhou aspectos de sua busca amorosa, como a época em que já considerou se relacionar com mulheres em um período em que esteve desacreditada dos homens.
Questionada sobre o contexto familiar envolvendo sua filha, Mariana Maffeis, e o ex-marido dela, contra quem há um pedido de medida protetiva, Ana Maria informou que nunca presenciou situações estranhas entre o casal. "Na minha relação com meus dois filhos, sempre disse, e eles sabem: cada um é responsável por seus atos. Não sou de interferir", explicou a apresentadora, reforçando que cabe exclusivamente à filha decidir como conduzir o casamento e a criação dos filhos.
Por fim, Ana Maria Braga também falou sobre a perda de Tom Veiga, intérprete do boneco Louro José, classificando o episódio como um dos momentos mais difíceis de sua vida.
A apresentadora recordou que esteve com o parceiro de trabalho apenas dois dias antes de seu falecimento, durante a pandemia, quando apresentavam o programa juntos a partir de casa. “Era um irmão, filho, parceiro, amigo", disse Ana Maria. "Até hoje não consigo falar dele", disse a veterana.
