Alvo de polêmica por atraso, Michele Andrade sugeriu tocar mais tempo em Santo Antônio: "A galera espera lá em Serrinha"
Por Redação
A cantora Michele Andrade está no centro de uma polêmica após o cancelamento de sua apresentação no São João de Serrinha. O episódio ganhou novos contornos após a circulação de registros de seu show anterior, em Santo Antônio de Jesus, em que a artista sugeriu estender sua performance. Essa afirmação foi vista como uma tentativa de minimizar o compromisso, ao mencionar que o público de Serrinha poderia aguardar.
Durante sua apresentação em SAJ, Michele demonstrou entusiasmo e disposição para continuar no palco, afirmando que, se dependesse dela, ficaria "até a hora que a galera quiser". Em interação com o público, a cantora disparou: “A pergunta que não quer calar. Eu tenho um show daqui a pouco, mas não tô com pressa não. A galera espera lá em Serrinha, não espera?”.
Mesmo reconhecendo que precisava se apressar porque o povo em Serrinha já estaria "chateado", ela propôs ficar mais 30 minutos no palco de SAJ. Após o cancelamento do show seguinte, internautas notaram o comentário, interpretando-o como uma ironia ou falta de prioridade com o horário do evento em Serrinha.
O show em Serrinha estava previsto para começar às 4h30, mas acabou cancelado após a chegada tardia da equipe. Michele Andrade denunciou que, ao chegar ao local, membros de sua equipe teriam sido vítimas de agressões físicas e verbais por parte de um produtor do evento. "Minha equipe levou tapa, agressão verbal, fomos muito mal recebidos", desabafou a artista em vídeo nas redes sociais.
A cantora justificou o atraso devido às más condições da estrada, que apresentava baixa visibilidade por causa da neblina. Segundo Michele, ela chegou ao evento às 5h02, com cerca de 30 minutos de atraso, e a decisão de cancelar a apresentação partiu unilateralmente da organização.
A Prefeitura de Serrinha apresentou uma versão diferente sobre os horários, afirmando que a cantora só chegou ao local às 5h22. De acordo com o comunicado oficial, a banda não estava completamente montada, o que impediria o início imediato do show.
A gestão municipal explicou que o evento precisava ser encerrado impreterivelmente às 6h, horário em que o efetivo da Polícia Militar deixaria o local por questões de segurança pública. “A organização não poderia aceitar uma apresentação reduzida, improvisada e incompatível com o respeito que o nosso povo e o dinheiro público merecem”, declarou a prefeitura em nota.
