
O que os brasileiros levam quando se mudam? Dados do Muda Muda respondem
Por INFORME PUBLICITARIO
Junho de 2026. Quem imagina uma mudança residencial sem geladeira provavelmente está pensando em uma exceção. Dados inéditos do Muda Muda, plataforma que conecta clientes a empresas de mudanças, reforçam essa ideia: entre todos os itens incluídos pelas pessoas em pedidos de orçamento, a geladeira é o objeto mais presente nas trocas de endereço realizadas no país.
A análise considera 154,5 mil pedidos de orçamentos de mudanças registrados entre maio de 2024 e abril de 2026. Dentro desse universo, 86.783 solicitações continham listas estruturadas de bens transportados, permitindo identificar quais objetos aparecem com maior frequência quando os brasileiros mudam de casa.
A geladeira lidera com 71,3% das ocorrências. Em seguida aparecem televisão (66,2%), sofá (61,6%), máquina de lavar roupa (58,3%) e cama de casal (58%). Os números indicam quais itens costumam acompanhar seus proprietários mesmo diante dos custos e da logística envolvidos em uma mudança.
O retrato dos lares brasileiros
Depois dos cinco primeiros colocados, a frequência passa a cair gradualmente. O fogão aparece em 49% dos pedidos, seguido por micro-ondas (47,1%), estante ou rack de TV (45,4%), guarda-roupa (35,9%) e botijão de gás (29,9%).
O caso do fogão chama atenção. Embora seja um dos principais eletrodomésticos de uma residência, ele está presente em menos da metade das mudanças analisadas. “Isso não significa necessariamente que os moradores deixem de cozinhar no novo endereço, mas indica situações em que o equipamento não acompanha a mudança, seja porque o imóvel já possui um aparelho instalado, seja porque o item será substituído", analisa Sérgio Axelrud Galbinski, Diretor de Estratégia Digital do Muda Muda.
Outro dado relevante é a distância entre os itens mais frequentes e os demais. Apenas três objetos ultrapassam a marca de 60% das ocorrências: geladeira, televisão e sofá. Juntos, eles formam o conjunto de bens que mais se repete nas mudanças registradas pela plataforma.
O botijão de gás e as diferenças entre os estados
Se alguns itens aparecem de forma relativamente homogênea pelo país, o botijão de gás segue uma lógica diferente.
Na média nacional, ele está presente em 29,9% dos pedidos. A distribuição estadual, porém, apresenta diferenças significativas. O Pará registra a maior participação, com 51,9% das mudanças contendo botijão de gás. Mato Grosso do Sul aparece logo atrás, também com 51,9%, seguido por Mato Grosso (50,6%).
Na outra ponta da lista está Santa Catarina, com 23,8%. Em Florianópolis, a presença do item cai para apenas 10,3% dos pedidos analisados.
Os dados ajudam a ilustrar características distintas das moradias brasileiras. Aspectos como acesso ao gás encanado, perfil dos imóveis e hábitos locais influenciam diretamente o que entra no caminhão de mudança.
“Em muitos casos, a ausência do botijão pode indicar que o morador está se mudando para um imóvel já abastecido por gás encanado ou por sistemas coletivos de fornecimento, comuns em determinados tipos de edifícios. Também é possível que o equipamento seja substituído após a mudança, seja vendido ou permaneça no imóvel anterior”, avalia Eduardo Axelrud, Diretor de Marca e Relações Institucionais do Muda Muda.
Florianópolis também apresenta outro comportamento incomum. A cidade possui a menor frequência de geladeiras entre os municípios com mais de 200 pedidos registrados na base: 42,3%, percentual bem inferior à média nacional de 71,3%.
Itens menos comuns também fazem parte da lista
Embora os móveis e eletrodomésticos tradicionais dominem os rankings, as listas de mudança também registram objetos menos convencionais. Adegas de vinho, instrumentos musicais, motos, bicicletas elétricas, pranchas de surf e até mesas de sinuca são alguns dos itens listados para a mudança. Em muitos casos, eles exigem cuidados específicos para transporte e reforçam a diversidade dos perfis encontrados na base do Muda Muda.
As adegas, por exemplo, foram mencionadas em 4.458 pedidos, o equivalente a 2,89% do total analisado. Instrumentos musicais aparecem em 5.172 mudanças, incluindo violões, guitarras, baterias, teclados e pianos.
“Apesar de representarem uma parcela menor do volume total, esses objetos ajudam a complementar a fotografia construída pelos itens mais frequentes, mostrando que as mudanças transportam tanto o básico da rotina doméstica quanto bens ligados a lazer, hobbies e atividades profissionais”, ressalta Eduardo.
Uma base que vai além dos móveis
As listas de bens declaradas pelos usuários do Muda Muda ajudam a mapear padrões de consumo e moradia em diferentes regiões do país. Embora alguns objetos apareçam de forma quase universal, as variações observadas entre estados e cidades mostram que o perfil dos lares brasileiros está longe de ser homogêneo.
“Entre eletrodomésticos, móveis, equipamentos pessoais e objetos de uso específico, as listas de mudança registram escolhas que ajudam a compreender como os brasileiros organizam seus lares e o que consideram indispensável levar para o próximo endereço”, conclui Sérgio.
Sobre o Muda Muda: plataforma de orçamentos e fonte de dados sobre mudanças
Ao conectar pessoas que desejam se mudar a cerca de 2.500 empresas de mudança ativas em todo o país desde 2016, o Muda Muda (www.mudamuda.com.br) completa 10 anos em 2026 com a marca de 500 mil pedidos realizados pela plataforma. Ao longo dessa trajetória, a empresa construiu um dos maiores bancos de dados privados sobre mobilidade residencial no Brasil. Mais do que um comparador de orçamentos, o Muda Muda se consolida como fonte qualificada de informação sobre o comportamento real de quem se muda.
