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Val Benvindo lamenta apoio de artistas brancos a empresário condenado por racismo: "Sinto mesmo é por Thelminha"

Por Redação

Val Benvindo lamenta apoio de artistas brancos a empresário condenado por racismo: "Sinto mesmo é por Thelminha"
Foto: Divulgação

A recente publicação do empresário e jornalista Rodrigo Branco, na qual ele pede desculpas e comunica o pagamento de uma indenização à médica e ex-BBB Thelma Assis, gerou uma onda de reações nas redes sociais. Enquanto diversas celebridades manifestaram apoio ao empresário, a comunicadora baiana Val Benvindo publicou um comentário na publicação criticando o que chamou de "acolhimento imediato a uma pessoa condenada por crime racial".

 

Rodrigo Branco foi condenado a pagar R$ 76.061,07 por danos morais após afirmar, em 2020, que a torcida por Thelma de Assis existia apenas por ela ser negra. Em seu vídeo de pedido de desculpas, Branco afirmou que o pagamento encerra um ciclo de aprendizado e que decidiu não recorrer da decisão judicial.

 

 

 

Após a postagem, celebridades como Xuxa Meneghel, Astrid Fontenelle e Gominho deixaram mensagens de incentivo. Xuxa afirmou que "estamos aqui para aprender", enquanto Astrid deu as "boas-vindas" ao empresário na luta antirracista.

 

Incomodada com a repercussão “positiva” entre os famosos, Val Benvindo utilizou o espaço dos comentários para expor sua indignação. A comunicadora descreveu a rede de apoio como uma demonstração prática do "pacto narcísico da branquitude".

 

"Me causa uma dor — de verdade — ver tanta gente famosa, em sua maioria branca, vindo aqui te acarinhar", escreveu Val, destacando que os comentários são uma “aula viva” do pacto da branquitude. Val Benvindo questionou, também, a ideia de que o reconhecimento do erro e o pagamento de uma quantia em dinheiro sejam suficientes para apagar o crime cometido. Contrastando com o tratamento recebido por pessoas negras, que, segundo ela, é bem diferente.

 

Além disso, a comunicadora destacou o impacto emocional sobre a vítima, no caso Thelma Assis, lamentando que a médica, além de ter passado pelo estresse de um processo judicial, tenha que ver pessoas "acolhendo" seu agressor.