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VÍDEO: Flávio José desabafa sobre descaracterização do São João e critica contratações “para dar satisfação”

Por Redação

VÍDEO: Flávio José desabafa sobre descaracterização do São João e critica contratações “para dar satisfação”
Foto: Waltemy Brandão / Bahia Notícias

O cantor e compositor Flávio José, um dos maiores expoentes do forró tradicional baiano, fez um desabafo sobre a perda de espaço do gênero nas festividades regionais. Em entrevista divulgada nesta sexta-feira (05), o artista lamentou a descaracterização das programações de eventos juninos e expressou sua preocupação com o futuro da música que representa a identidade cultural e a tradição do Nordeste.

 

Confira em vídeo:

 

Durante sua manifestação na página de Instagram São João na Bahia, Flávio José relembra o desejo de que as gestões municipais repensassem os critérios de contratação e se atentassem para a valorização da herança cultural local. “Eu gostaria que as cidades se espelhassem em outras que estão começando a entender que a nossa música é da nossa cultura e tradição, mas eu ainda acho que isso está muito distante”, pondera o forrozeiro.

 


O cantor apontou que, atualmente, é comum encontrar programações festivas inteiras que ignoram os artistas do gênero. Entretanto, criticou o fato de que, em muitas ocasiões, sua própria contratação parece servir apenas como uma justificativa simbólica.

 


“Eu vejo aí que não têm mais ninguém de forró. E vejo algumas nas quais eu fui colocado, talvez, muito mais para dar uma satisfação, para dizer: ‘Não, tinha forró, tinha Flávio José’. Mas eu acho que ainda é muito cedo para a gente ser otimista nesse sentido”, desabafa.

 


A declaração do cantor reforça uma discussão recorrente entre artistas nordestinos sobre a substituição do forró pé-de-serra por outros gêneros de apelo comercial de massa durante o mês de junho.

 

UM IMPASSE BAIANO
O impasse teve início quando o Ministério Público da Bahia (MP-BA) recomendou a adequação do cachê de Flávio José para as festividades de São João de 2026. O órgão questionou o valor de R$ 350 mil estipulado para esta edição, que representava um reajuste de 40% (ou R$ 100 mil a mais) em relação ao ano anterior. 

 

Diante da orientação fiscalizadora direcionada aos municípios contratantes, a equipe do cantor decidiu cancelar todas as suas apresentações no estado, alegando desrespeito à trajetória do artista.

 

Pelo lado de Flávio José, o descontentamento reflete um debate histórico sobre a desvalorização do forró tradicional e a perda de espaço do gênero para ritmos comerciais de massa, como o sertanejo, durante o mês de junho.

 

O cantor argumenta que o controle rígido sobre o cachê de ícones da cultura nordestina é contraditório e injusto, especialmente quando comparado aos pagamentos de cifras milionárias realizados a atrações de outros estilos musicais sem ligação histórica com os festejos juninos.

 

Por outro lado, o Ministério Público alega que a atuação do órgão baseia-se em critérios estritamente técnicos e impessoais para assegurar a responsabilidade fiscal das prefeituras. Diante de uma escalada de gastos públicos nos municípios baianos.

 

O MP-BA passou a recomendar reajustes atrelados ao IPCA, acordados previamente com a União dos Municípios da Bahia (UPB), reiterando que permanece aberto ao diálogo consensual com os representantes de Flávio José.