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Após “parar” a China com o berimbau, Raysson Lima quer investir na carreira solo em 2026

Por Rebeca Menezes, da China

Após “parar” a China com o berimbau, Raysson Lima quer investir na carreira solo em 2026
Foto: Beatriz Meneses

Cantor, compositor, multi-instrumentista e, além disso, viral na internet. Raysson Lima ganhou as redes e o coração de muita gente ao aparecer dançando no meio da rua durante a turnê do Neojiba na China. Segundo ele, essa espontaneidade fez com que a barreira da língua não fizesse diferença e tornou a experiência no país ainda mais inesquecível.

 

“A gente não precisa falar Mandarim, Chinês, Inglês, Espanhol… A gente precisa ser a gente! A Bahia tem muito isso, o improviso. A simplicidade, a resenha, e eu não sou nada tímido”, admitiu. O artista diz que há várias influências na sua personalidade, como o pai, Tonho Matéria, ensinando a capoeira, o seu tempo no teatro, e também a rua. “Foi a rua que me ensinou a ser gaiato, a ser zoeira, a fazer essas coisas que eu tô fazendo na China”, explicou. 

 

 

 

Inclusive, ao Bahia Notícias, Raysson adiantou que registrou o momento em que literalmente fez os chineses pararem. No vídeo, que ainda não foi publicado, ele surge em uma praça em Xi’an, uma das cidades onde se apresentou, apenas com o som do berimbau, atraindo a atenção de todos que passavam: “É a novidade. E você ainda ver um negão diferente na China é outra coisa. Fica todo mundo olhando”.

 

O retorno da turnê, inclusive, impulsiona ainda mais o artista a investir em um novo e desafiador momento da sua carreira. “Meu sonho é ter minha carreira consolidada. É algo que eu sonho todos os dias e eu sei que estou caminhando pra isso. Esse ano eu vou lançar minha carreira solo. Hoje eu faço parte de projetos: Filhos do Brasil, como vocalista; Doum, com meu amigo Diggo, que está estourado com ‘Hipnotiza’; sou produtor musical do meu pai, Tonho Matéria; músico de Carlinhos Brown… E esse ano eu estou focando em mim. Essa turnê foi um ponto de partida para focar em mim e entender quem é Raysson e o que vou agregar para o mercado e pras pessoas”, revela.

 

Raysson ainda comentou como chegou ao grupo, do qual já fez parte quando era mais novo. Ele conta que fez uma peça de berimbau, e deixou o maestro Ricardo Castro “alucinado”. “Ele estava na Suíça, viu pelo Facebook. Eu nunca esqueço. Ele me mandou uma mensagem: ‘Tem uma peça pra você’. Eu não acreditei, levei de boa. Em 2022, teve um concurso e quem ganhou foi nosso amigo Jamberê Cerqueira, que escreveu essa peça maravilhosa”, relembrou.

 

Ainda em 2022, o grupo fez a turnê pela Europa, passando por seis países, e agora a peça voltou ao palco no projeto da China. 

 

Para o multi-instrumentista, o momento mais emocionante da turnê foi a visita a um templo: “Eu fiquei meio triste porque não consegui levar o berimbau, que não podia entrar. Mas me marcou muito porque a gente precisa ter fé, acreditar. Hoje o mundo está complexo, mas vamos melhorando e acreditando na fé, além de conhecer a fé do outro. Eu sou do Candomblé, do Axé, mas é importante também conhecer o hindu, o cristianismo…”, defendeu.

 

BN NA CHINA
A convite da BYD Brasil, o Bahia Notícias/BN Hall foi à China para acompanhar um momento histórico da Bahia no mundo: a turnê da Orquestra Neojiba na China. A equipe acompanha o encerramento do projeto, que aconteceu no dia 05 de maio, no Shenzhen Concert Hall, em Shenzhen - cidade que é o coração tecnológico da China e abriga a sede global da BYD. A equipe ainda acompanha as novidades que a companhia planeja trazer para a Bahia, além de traçar um paralelo entre as culturas e a história de Shenzhen, que se transformou de uma pequena vila de pescadores, nos anos 1970, em um dos principais polos globais de tecnologia e inovação.