Chefe de produção da Globo expõe cortes e abusos após pedir demissão da emissora
Por Redação
Um exposed envolvendo a TV Globo movimentou as redes sociais na última segunda-feira (23). Fabricio Marta, que foi promovido à Chefia de Produção de Rede da Globo no início do ano, pediu demissão do cargo após conflitos com a emisosra por problemas nos bastidores.
Na denúncia feita nas redes sociais, Marta expôs detalhes dos bastidores, entre eles a exigência de um atestado médico enquanto estava internado no CTI após sofrer dois infartos.
"Estava eu, no CTI, com eletrodos enfiados até no 'hubble', quando pisca uma mensagem da firma, no WhatsApp. Era a mocinha do Departamento de Cuidados à Pessoa da Globo, que, muito gentilmente, pediu que eu anexasse meu atestado médico ao sistema da empresa: lá mesmo do hospital. Expliquei que ainda não havia previsão de alta, mas a moça insistia. E não era inteligência artificial."
Segundo o profissional, a promoção dele foi feita a contragosto. "Eu não curti o que me foi proposto (sem sequer ser consultado!) e catei meus panos de bunda. Os que já trabalharam e/ou conviveram comigo profissionalmente sabem quem sou: movimento, seriedade, lealdade, verdade e alegria."
Um dos maiores conflitos para Marta foi ter que comunicar aos colegas de trabalho que a emissora cortaria o pagamento de horas extras.
“Um dos pedidos mais perversos, data do fim do ano passado, quando ‘fui convidado’ a convocar produtores que ganhavam horas-extras e avisá-los sobre o corte, no facão, já no mês corrente. Esse mal ajambrado foi lavrado e validado pela antiga direção regional de Jornalismo, mas coube a mim anunciar a nova condição salarial da garotada”, escreveu.
Outro corte citado foi a mudança no programa de estágio da emissora, reduzindo o acesso de estudantes de outras universidades após fazer uma parceria com a PUC.
O produtor também citou a revolta ao ver um colega Helton Setta, produtor da emissora há 25 anos, não ter sido creditado na reportagem especial feita pelo Fantástico sobre a polialilamina, assunto do qual o jornalista acompanhou as pesquisas durante sete anos.
"Setta fala inglês, espanhol, alemão e italiano. Nunca fora convidado para qualquer função nos escritórios internacionais da Globo e, agora, a cereja: está há 10 anos sem uma promoção. Repetindo: 10 anos. Eu, como chefe de produção, jamais assinaria esse recibo."
