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Isaac Edigton diz que Daniela Mercury “jamais ocupou 1º bloco” e critica cantora: “Não cabe Carnaval ter uma estrela”

Por Victor Hernandes / Leonardo Almeida

Isaac Edigton diz que Daniela Mercury “jamais ocupou 1º bloco” e critica cantora: “Não cabe Carnaval ter uma estrela”
Foto: Fhelipe dos Anjos / Bahia Notícias

O presidente da Saltur, Isaac Edington, criticou a postura da cantora Daniela Mercury na polêmica envolvendo a ordem dos trios no circuito Barra-Ondina e afirmou que a artista “jamais ocupou o primeiro bloco” da fila oficial do Carnaval de Salvador. A declaração foi dada em entrevista ao Bahia Notícias, durante o Arrastão, nesta quarta-feira de cinzas (18).

 

Ao comentar a discussão, Edington disse que a ação judicial movida durante o Carnaval causou desconforto entre blocos e organizadores e criticou o episódio, o classificando como “muito feio” para a festa.

 

“A ordem do desfile, nada mais nada menos, diante de toda a polêmica lançada com Daniela Mercury. Ela tem um pouco dessa necessidade, mas infelizmente eu tenho que discordar dela nesse posicionamento. Foi muito feio para o Carnaval de Salvador ser surpreendido já em curso com a medida judicial”, afirmou.

 

Segundo o presidente da Saltur, a Justiça revogou rapidamente a decisão e o Conselho do Carnaval (Comcar) apresentou documentos que contestariam a versão defendida pela artista.

 

“O pessoal dos blocos demonstrou lá, pelo Diário Oficial, que a nossa querida Daniela jamais ocupou o primeiro bloco na Avenida desde que isso existe, desde 1996”, declarou.

 

Edington reforçou que o Conselho do Carnaval (Comcar) não pertence à prefeitura, mas é formado por agentes da própria festa, incluindo blocos e artistas. Para ele, a tentativa de alterar a ordem oficial prejudicaria o funcionamento da estrutura montada para o desfile. O dirigente também afirmou que decisões individuais não podem se sobrepor ao planejamento coletivo da festa.

 

“Não cabe Carnaval ter uma pessoa, uma estrela. Esse Carnaval funciona porque nós temos grandes estrelas, é uma constelação. Um artista não pode prejudicar o Carnaval. Você imagine todos os trios montados aqui, o esforço enorme que é feito, e ter que mudar tudo por causa do desejo de apenas um artista”, afirmou.

 

Apesar das críticas, Edington destacou que a prefeitura mantém relação institucional com Daniela Mercury e lembrou que a cantora foi contratada para apresentações no Furdunço e no circuito oficial do Carnaval: “Com todo o respeito que a gente tem a Daniela. Daniela é nossa parceira querida, contratamos ela duas vezes para tocar no Carnaval”, disse.

 

AJUSTES
Edington afirmou que o Ministério Público deve promover novas reuniões após a festa para discutir a regularização da ordem dos blocos e combater a venda irregular de vagas.

 

“Depois do Carnaval, o Ministério Público deve convocar nova reunião para a gente continuar se ajustando e acabar definitivamente com essa venda de vagas de blocos que não existem mais”, afirmou.

 

Segundo ele, apesar da polêmica, o episódio não comprometeu o resultado geral da folia: “Nada disso atrapalhou o brilho do Carnaval esse ano. Fizemos juntos o maior Carnaval da história dessa cidade”, concluiu.

 

A POLÊMICA
A discussão sobre a ordem dos trios ganhou força após Daniela Mercury defender publicamente que seu bloco deveria ocupar posição de destaque no circuito Barra-Ondina, citando antiguidade e tradição. Durante o desfile, a artista mencionou o assunto diretamente do trio e cobrou respeito aos blocos mais antigos, como o Crocodilo e o Filhos de Gandhy.

 

Após decisão judicial favorável à cantora, o Tribunal de Justiça da Bahia suspendeu a liminar, mantendo a ordem definida pelo Comcar. A empresária e esposa da artista, Malu Verçosa, afirmou que busca diálogo com os órgãos responsáveis e questionou os critérios utilizados na organização da fila.

 

Daniela também argumentou que participou da consolidação do circuito Barra-Ondina e que, ao longo dos anos, houve mudanças que afetaram a posição histórica do bloco.