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Edvana Carvalho celebra momento do cinema nacional e promete evidenciar “força da mulher preta”

Por Eduarda Pinto / Fernando Duarte

Edvana Carvalho celebra momento do cinema nacional e promete evidenciar “força da mulher preta”
Foto: Fhelipe dos Anjos/ Bahia Notícias

Baiana de Salvador, a atriz Edvana Carvalho não esconde o entusiasmo com o momento do cinema nacional, com “um filme atrás do outro, páreo a páreo com qualquer outro filme para ganhar o Oscar”. Em entrevista ao Bahia Notícias, a atriz ressaltou, no entanto, que é preciso contar, especialmente, a história de mulheres pretas nas telonas.

 

“Acho que o cinema brasileiro vai decolar, vai voar. Principalmente o cinema preto. Agora mesmo, recebi o roteiro de mais duas meninas pretas, em roteiros diferentes. Vemos a força das cineastas pretas e dessa mulher preta, contando essa história no cinema também”, destacou nesta segunda-feira (16) no Camarote Expresso 2222.

 

Apesar do otimismo, Edvana – que fez sucesso recentemente com a personagem Eunice, na novela Vale Tudo, da Rede Globo – ponderou a questão das oportunidades. “No cinema é mais difícil pra gente - porque o homem negro ainda pega um protagonismo ou outro e mulher preta é mais difícil -, acho que a gente está avançando sim, estão chegando alguns filmes que eu fiz como protagonista”, revelou.

 

“E você vê que nem estão dando esse dinheiro todo para o cinema, mas a migalhinha que deram, já está fortificando o cinema nacional”, celebrou a atriz, que listou ações da prefeitura de Salvador e do governo da Bahia para tentar fortalecer a cena de produção audiovisual local.

 

FOLIONA RAIZ
Edvana Carvalho fez questão ainda de reforçar o papel do Carnaval como uma espécie de “ritual que todo ano se acende”. “Eu ontem estava no Campo Grande, vendo os Apaches e os Comanches, que é uma tradição afro-indígena dentro do Carnaval de Salvador, aí hoje já estava na Mudança do Garcia. Tentei chegar no Ilê e não consegui, porque nesse dia foi muito louco o trânsito”, relatou.

 

Para ela, participar do Carnaval em Salvador é revisitar a própria história, “um Carnaval de afeto, de memórias”, em que a atriz era levada, ainda criança, pela mãe e pelas tias para a folia. “Eu quero, nem que seja, passar pela Castro Alves, curtir algum sonzinho que estiver acontecendo ali, pra eu dizer 'Eu vim aqui de novo'. Acho que Carnaval é esse momento em que as culturas mil que existem no Brasil se expressam através do povo. E é também simbolicamente o povo dizer: 'Essa cidade é nossa, é para nós que tudo existe'”, completou.