VÍDEO: No Carnaval, Márcio Victor destaca raízes no samba junino e pede reconhecimento ao movimento
Por Laiane Apresentação / Paulo Dourado
O cantor Márcio Victor comentou, neste domingo (15) de Carnaval, sobre suas raízes e sua ligação com o samba, ritmo homenageado na edição deste ano da festa. Em entrevista ao Bahia Notícias, o artista relembrou a influência do Engenho Velho de Brotas, bairro onde nasceu, na formação de sua trajetória musical.
Durante a conversa, ele também prestou homenagem a Neguinho do Samba, referência fundamental para o samba-reggae e para a música baiana. “É muito importante. Hoje estou homenageando Neguinho do Samba. Era impossível a gente passar sem perceber um cara que levou o nome dele o tempo todo num samba. Foi desse samba que formou o Olodum, que formou a Didá. Ele também foi músico de samba junino, assim como eu, como Carlinhos Brown e como Jorjão Bafafá, que é meu mestre”, afirmou.
Márcio destacou ainda que o Engenho Velho de Brotas é um verdadeiro celeiro de talentos. “A gente tem o Engenho Velho de Brotas, como em todas as periferias, que é um celeiro de musicalidade”, disse, reforçando a força cultural das comunidades na construção da identidade musical da Bahia.
O cantor também aproveitou para pedir maior reconhecimento aos artistas do pagode, gênero que, segundo ele, é herdeiro direto do samba junino. “O pagode é, sim, filho do samba. Eu peço mais reconhecimento para mim e para todos os outros do movimento, para que a gente crie novos artistas. O Psirico é filho do samba junino. Até hoje a gente faz no Engenho Velho o nosso movimento no São João, que é incrível. Quero convidar todos vocês a conhecerem o samba junino”, declarou, agradecendo por mais um ano à frente da missão de levar a música de seu povo ao Carnaval.
