VÍDEO: Ângela Guimarães relembra matriz negra e origem baiana do samba em Carnaval 2026
Por Eduarda Pinto / Ronne Oliveira
A secretária de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Ângela Guimarães, relembrou a centralidade da população negra e do samba na composição do Carnaval baiano e brasileiro. Em entrevista à equipe do Bahia Notícias (BN) na Casa do Olodum, a secretária, nascida na Liberdade-Curuzu, reforçou que o samba é a matriz fundamental das expressões culturais afro-baianas.
Durante a conversa, Ângela Guimarães pontuou que a existência da festa é indissociável das manifestações culturais negras. "Não existe Carnaval na Bahia nem no Brasil sem a população negra, sem as manifestações culturais da população negra, sendo o samba a grande matriz de todas essas expressões culturais afro-baianas e afro-brasileiras", relembra.
Confira momentos da entrevista:
A secretária também abordou o contexto histórico de repressão enfrentado pelas tradições negras. Segundo Guimarães, o samba e outras expressões rítmicas surgiram como forma de resistência em ambientes como terreiros e senzalas, enfrentando períodos de proibição oficial.
"O samba nasce no fundo dos terreiros, no fundo dessas senzalas, surgindo sempre contra o processo de silenciamento. Durante muito tempo, as religiões de matriz africana foram proibidas. O rufar dos tambores, o tocar os tambores era proibido", pontua a secretária.
Como uma pauta transversal que envolve artistas negros e manifestações como os blocos de matriz africana é o que define a identidade visual e cultural da folia contemporânea. "Samba é isso, essa grandiosidade. Aqui na Bahia temos a origem e boom do samba, seja blocos, seja os pioneiros. Sem o samba não existiria o Axé Music, nem o MPB (Música Popular Brasileira)", conclui.
