Guia prático do Carnaval: folia em Salvador conta com 8 circuitos oficiais; conheça espaços
Por Bianca Andrade
Uma bússola jogada no meio de Salvador em pleno Carnaval poderia apontar para oito direções em quem busca um endereço para a folia. A festa, que em 2025 entrou para o Livro dos Recordes como o maior Carnaval com trio elétrico do mundo, consegue fazer a folia acontecer em diversos cantos da cidade.
Quem vem curtir a festa na capital baiana precisa de um guia para indicar a localização de cada circuito da festa. Pensando nisso, o Bahia Notícias trouxe uma lista com os oito circuitos oficiais do Carnaval. Confira:

Circuito Dodô (Barra-Ondina): com aproximadamente 4,5 km de percurso, o circuito, que recebe o nome em homenagem a um dos criadores do trio elétrico, Adolfo Antônio Nascimento, liga as praias da Barra e Ondina, tendo início em frente ao edifício Oceania e encerrando próximo a rua Milton Santos.

Circuito Osmar (Campo Grande): considerado o mais tradicional do Carnaval de Salvador, o circuito tem um percurso de aproximadamente 4km, o que chega a durar 5 horas de desfile, caso ocorra sem intercorrências. Batizado em homenagem a Osmar Álvares Macedo, criador do trio elétrico junto a Dodô, o circuito passa, tradicionalmente, pela Avenida Sete, Praça Castro Alves, com o encerramento na Avenida Carlos Gomes.

Circuito Batatinha (Pelourinho): conhecido por manter a tradição dos antigos carnavais com fanfarras, afoxés e blocos de samba, o Batatinha, que recebe o nome em homenagem ao compositor baiano Oscar da Penha, tem 1,6km de extensão, começando na praça Castro Alves e passa pela Praça da Sé, Terreiro de Jesus e termina no Largo do Pelourinho.

Circuito Orlando Tapajós (Barra): endereço oficial do pré-Carnaval em Salvador, o circuito foi oficializado em 2015 com uma homenagem ao criador de trios como o Caetanave, Orlando Tapajós. Com cerca de 4km de extensão, o circuito tem início na altura do Clube Espanhol e vai até o Farol da Barra.
Circuito Mãe Hilda Jitolu (Liberdade): com cerca de 1km, o circuito existe há mais de 50 anos, por ser o trajeto feito pelo Ilê Aiyê, o bloco afro mais antigo do Carnaval de Salvador. No entanto, o circuito só foi oficializado em 2021, com uma homenagem a ialorixá do Acé Jitolu.

Circuito Riachão (Campo Grande): batizado em homenagem ao bamba do samba, Clementino Rodrigues, o malandro Riachão, o circuito tem cerca de 1km e vai do Garcia até a passarela Nelson Maleiro, no Campo Grande. Esse é o trajeto feito pela Mudança do Garcia.

Circuito Mestre Bimba (Nordeste de Amaralina): localizado no Nordeste de Amaralina, o circuito, batizado em homenagem a Manoel dos Reis Machado, o criador da capoeira regional, se tornou uma das referências quando se trata de Carnaval nos bairros. Com cerca de 1km, o trajeto vai da rua do Norte à rua do Sítio Caruano e conta com desfiles de blocos de afoxé, samba, travestidos e capoeira.

Circuito Sérgio Bezerra (Barra): o circuito, localizado dentro da Barra, onde já se tem o Dodô e o Orlando Tapajós, tem cerca de 2km, tendo início no Farol da Barra e terminando no Morro do Cristo, na Avenida Oceânica. Focado no desfile das fanfarras no pré-Carnaval, o circuito recebe o nome em homenagem ao dono do bar e bloco Habeas Copus, um dos mais tradicionais da folia na quarta-feira pré abertura de Carnaval.

*Circuito das Águas (Itapuã): o mais recente circuito do Carnaval de Salvador foi oficializado pelo Governo da Bahia em setembro de 2025. O trajeto, que já é feito há mais de 40 anos, faz o percurso entre o Parque Metropolitano do Abaeté e o monumento à Sereia. De acordo com Celso Di Niçu, organizador da Lavagem de Itapuã, o nome faz referência as águas doces de Oxum e as águas salgadas de Iemanjá.
