Modo debug ativado. Para desativar, remova o parâmetro nvgoDebug da URL.

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/
/
Entretenimento

Notícia

“Toda vez que canto com Ilê eu saio mais abençoada”, diz Daniela Mercury em comemoração dos 50 anos do bloco

Por Laiane Apresentação / Leonardo Almeida

“Toda vez que canto com Ilê eu saio mais abençoada”, diz Daniela Mercury em comemoração dos 50 anos do bloco
Foto: Laiane Apresentação / Bahia Notícias

A rainha do Axé Daniela Mercury marcou presença na celebração dos 50 anos do Ilê Aiyê nesta sexta-feira (1º) e comentou sobre sua ligação com o bloco afro. Em entrevista, a cantora comentou sobre a união de compositores baianos que foram inspirados pela musicalidade do bloco e sobre as transformações políticas e sociais que foram proporcionadas pelo Ilê Aiyê.

 

“Eu me coloquei como porta-voz compositores no começo da minha carreira sou compositora, mas eu achava tão especial a forma como eles compunham. Eu achei que era uma geração de compositores e compositoras com graça, que começaram a fazer diálogos com a percussão e criar temas muito ricos, independentemente deles estarem exaltando os blocos, eles falavam de temas pertinentes, sobre exclusão, afirmação contra o racismo e de transformas completamente originais”, disse Daniela. 

 

A artista falou sobre como foi inspirada também pelo bloco afro: “Aquilo para mim sempre foi uma música, tão política, tão forte, tão importante para a cidade. Ao longo do tempo eu vim fazendo foi me inspirar com as batidas deles. Eu agradeço imensamente porque o Ilê para mim, além de tudo para mim é orixá, então toda vez que eu canto com o Ilê, eu saio mais abençoada”.

 

Daniela Mercury também afirmou que a cultura baiana, cada vez mais, tem influenciado o mundo inteiro. Como exemplo, cantora disse que o Carnaval de Salvador influenciou as folias ao redor do Brasil, levando as festas para a rua.

 

“Somos um pouco axé. Todo mundo é um pouco axé. Nem o Brasil e nem o mundo pode dizer que não tem axé. A gente já influencia o mundo inteiro. Imagine os carnavais que hoje tão na rua, São Paulo, Rio, Belo Horizonte. Quem foi que foi fazer o Carnaval na rua? Estimular o Carnaval de cortejo, com as pessoas da cidade. A gente acendeu nas pessoas o desejo do que se tem de mais importante, valorizar a música do lugar delas”, contou Daniela.