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A mineração de Bitcoin está crescendo e transformando as economias locais

Por INFORME PUBLICITÁRIO

A mineração de Bitcoin está crescendo e transformando as economias locais
Foto Divulgação

A América do Sul está vendo o potencial econômico e energético da mineração de Bitcoin. Essa atividade, embora repleta de desafios e controvérsias, está se tornando um setor estratégico, capaz de atrair investimentos altos e de transformar a econômica local. A mineração de Bitcoin está se desenvolvendo na região, principalmente em países como Paraguai, Brasil e Argentina.

 

O Paraguai, por exemplo, é um campo fértil para a mineração de criptomoedas, principalmente devido às suas políticas incentivadoras. Com vastos recursos energéticos provenientes da hidrelétrica de Itaipú, o país oferece excelentes condições para as operações de mineração, que consomem grandes quantidades de energia. Empresas internacionais, como a Bitfarms, estão expandindo suas operações, aproveitando os baixos custos energéticos.

 

O governo paraguaio, vendo o potencial econômico, prefere vender energia para os mineradores de Bitcoin do que para seu vizinho, o Brasil. E no Brasil, a situação é mais complexa. A elevada tarifa energética e a infraestrutura limitada impõem muitos desafios para a mineração em larga escala. Contudo, há uma janela de oportunidades no desenvolvimento de parcerias com geradores privados de energia e na implementação de projetos off-grid, que utilizam fontes alternativas como biogás e biometano.

 

Estas iniciativas reduzem o custo da energia e promovem soluções sustentáveis para a gestão de resíduos. Mas, além da mineração de Bitcoin, outra aplicação interessante das criptomoedas na América do Sul é o mercado de jogo. As plataformas de jogo online são uma forma de entretenimento cada vez mais popular. No Paraguai, onde o custo energético reduzido favorece diversas operações digitais, um cassino com criptomoedas tem vantagens, atraindo tanto investidores locais quanto internacionais interessados em aproveitar as vantagens das transações em criptoativos.

 

No Brasil, apesar do custo energético elevado, a indústria do jogo online com moedas digitais também está crescendo. Este setor registrou um grande aumento, com o número de estúdios de desenvolvimento de jogos subindo de 375 em 2019 para 1009 em 2022, demonstrando um ambiente robusto para o desenvolvimento de games digitais. Além disso, o Brasil é um dos principais mercados de jogos online, com mais de 100 milhões de jogadores e um gasto anual alto, que deve crescer nos próximos anos.

 

Economicamente, o mercado de games no Brasil é promissor, movimentando cerca de R$ 12 bilhões por ano e mirando expansões com criptogames e o metaverso. O crescimento do setor é impulsionado tanto pela demanda local quanto pelas inovações tecnológicas que abrem novos nichos e oportunidades de mercado, como jogos que utilizam blockchain e criptomoedas. Estima-se que a receita do setor de games no Brasil pode duplicar até 2026.

 

Já a Argentina, conhecida por sua instabilidade econômica, encontra na mineração de Bitcoin uma nova fronteira para o crescimento. Regiões como Vaca Muerta, ricas em petróleo e gás, estão explorando o uso de Bitcoin para mitigar a emissão de metano, um potente gás de efeito estufa. Através da mineração, o metano que seria liberado no ambiente é utilizado para gerar energia.

 

Esta iniciativa está em linha com as práticas de economia circular, pois converte um problema ambiental em uma oportunidade econômica, ao mesmo tempo em que reduz o impacto ambiental das operações tradicionais de extração de petróleo e gás. Grandes empresas do setor energético, como Pampa Energía e Tecpetrol, estão envolvidas nesses projetos. Isso mostra a importância da mineração de Bitcoin como uma solução para o aproveitamento de recursos naturais na Argentina.

 

A mineração de Bitcoin na América do Sul oferece uma matriz energética mais limpa e sustentável. Entretanto, a complexidade regulatória e tributária e a desconfiança gerada por esquemas fraudulentos no passado levanta muitas dúvidas. Apesar desses obstáculos, o setor possui muito potencial para transformar as economias locais.

 

O Brasil, por exemplo, tem discutido intensamente a regulamentação do setor de criptomoedas, com propostas que buscam desde a isenção de impostos para a mineração usando energias renováveis até considerações sobre a tributação de criptoativos. Tais medidas têm como objetivo tornar o país um ambiente mais atraente para essa atividade.

 

No Paraguai, a legislação aprovada recentemente visa aproveitar o excesso de energia hidrelétrica de Itaipu para fomentar a mineração de Bitcoin, oferecendo tarifas competitivas e incentivos fiscais para as empresas do setor. A lei também estabelece parâmetros comerciais e técnicos claros, o que promove uma maior segurança jurídica e econômica para os investidores.

 

Estudos indicam que a mineração poderia ajudar a destravar energia ociosa na matriz elétrica dos países, potencializando o uso de energias renováveis como solar e eólica. Isso não só ajudaria a reduzir o desperdício de energia, mas também contribuiria para uma operação mais sustentável e alinhada com as práticas ESG. Além disso, a mineração poderia gerar boas receitas, estimadas em quase R$ 300 milhões até 2026, aproveitando essa energia ociosa.