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Filme ilumina legado de Môa do Katendê, morto pela intolerância

Por Redação

 Môa do Katendê
Foto: Reprodução/Redes Sociais

Estreia nos cinemas nesta quinta-feira (3), o documentário “Môa, Raiz Afro Mãe”, que rememora a história de vida e o legado do músico e mestre capoeirista baiano Môa do Katendê.

 

O artista é considerado um dos responsáveis pela revolução do Carnaval baiano com a ascensão dos blocos afro e tem grande reconhecimento na Bahia, principalmente, por ser um símbolo da resistência cultural.

 

Em entrevista ao Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, o diretor Gustavo McNair afirmou que o mestre representava um Brasil esquecido. 

 

“Ele, como muitos artistas pretos, sofreu um apagamento por conta do racismo. Era preto, periférico, de Salvador e do candomblé. Viajava o mundo ensinando seus conhecimentos e queria transformar a juventude brasileira, aproximando-os da nossa origem afro cultural”, conta o cineasta.

 

Nas gravações, estão depoimentos de familiares, amigos, mestres capoeiristas e de artistas como Gilberto Gil, Russo Passapusso, Letieres Leite, Lazzo Matumbi e Fabiana Cozza. Lembranças e momentos únicos de Môa são rememorados pelos convidados.

 

“O nome do Môa abriu todas as portas. Ele falou da produção do filme para as pessoas mais próximas, então, depois da morte, as pessoas faziam questão de falar no filme e de buscar acervo pessoal dele com fotos e vídeos”, relembra Gustavo.

 

MORTE DE MÔA

O filme começou a ser produzido em 2018 e conta com depoimentos inéditos de Môa do Katendê. O documentário seria lançado com o artista ainda vivo e seria uma homenagem ao que ele tinha construído.

 

Em outubro de 2018, Môa foi assassinado em um bar de Salvador (BA). O crime foi motivado pela intolerância política que se estabeleceu naquele ano de eleição presidencial.