Folião compra abadá vendido por cambista e é expulso do bloco Largadinho: "Me seguraram a força e rasgaram minha camisa"
Por Antônia Fernanda
O que era para ser um dia de folia e alegria, se tornou um pesadelo para o casal de advogados Edson Fahel da Silva e João Pedro Cavalcanti de Azevedo. Em contato com o Bahia Notícias, Fahel afirmou que foi agredido e expulso do bloco "Largadinho", comandado por Claudia Leitte, na terça-feira de Carnaval, em Salvador, após seguranças terem identificado o uso de abadás falsos.
Durante o relato, Edson conta que estava no trio de apoio quando foi abordado pela equipe da cantora pedindo para ver seu abadá e pulseira de identificação. "Ele analisou o meu e o do meu namorado e me disse que o meu era falso. Eu perguntei o porque ele afirmava isso e ele me respondeu em tom evasivo apenas de que 'tinha uma forma de saber que o abadá era falso e que o meu não era original'".
"Ele me pediu para tirar a camisa, eu falei que ele me conduzisse para fora do Trio, mas que eu não daria a minha camisa, porque não tinha mais nada para vestir. Ele me respondeu que eles eram pagos para rasgar e que eles iam tirar minha camisa. [...] Vieram mais dois seguranças, me seguraram a força no meio do bloco e rasgaram minha camisa de cima a baixo, fazendo com que a gente caísse no asfalto e depois fôssemos expulsos do bloco", completa Edson, que registrou um boletim de ocorrência por dano.
Em meio a confusão, o denunciante diz que não conseguiu registrar a situação, mas garante que vai processar o bloco. "Meu namorado tentou filmar a ação e eles acabaram jogando nós dois para fora do circuito".
Fã da artista, Edson disse que acompanha Claudia há anos e que essa foi a primeira vez que ele passou por esse tipo de situação. O casal já tinha curtido o show da artista no domingo (19), e queria aproveitar o último dia da festa momesca.
"Compramos os abadás juntos! Na verdade, ele (João) que comprou o meu abadá e o dele no fim da manhã do ocorrido. Ele apareceu com os dois abadás me fazendo uma surpresa, porque eu tinha falado que queria ver a Claudia Leitte no último dia. Ele apareceu com os dois abadás me fazendo uma surpresa, porque eu tinha falado que queria ver a Claudia Leitte no último dia". afirma Edson. O advogado afirma que os dois abadás foram comprados em um cambista que estava trabalhando em frente ao Shopping Barra, mas, segundo o segurança, apenas um deles era falso.
O Bahia Notícia entrou em contato com a equipe da cantora Claudia Leitte, que negou qualquer registro de agressão a folião do bloco. "Ninguém foi tirado de forma truculenta do bloco e não tivemos nenhuma reclamação neste sentido, buscamos em todas as nossas centrais e não tivemos nenhum caso relatado por aqui", diz nota.
Além disso, a assessoria da artista explicou que os abadás do Bloco Largadinho possuem três certificações e selo de autenticidade. Desta forma, seria possível identificar os produtos falsos e verdadeiros.
"A falsificação de abadás tem sido uma prática recorrente com os principais artistas no carnaval, portanto, vale reforçar essa recomendação de comprarem sempre nos canais oficiais. No mais, não tivemos nenhuma intercorrência ou reclamação do bloco como um todo", orienta a equipe da artista.
