Isaac Edington lembra que Fifa tentou barrar acarajé na Copa: "Não adianta ter batalhão, se junta 20 baianas não passa ninguém"
Por Redação
O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, lembrou da sua atuação como titular do Escritório Municipal da Copa (Ecopa), em 2014.
Em entrevista ao Bargunça Podcast desta terça-feira (7), Edington revelou uma conversa que teve com os organizadores do evento, em que eles disseram que não poderia ter acarajé dentro do estádio.
“Por conta dessa questão dos patrocinadores terem o direito exclusivo, você não podia vender nenhuma bebida nem comida no estádio. Estávamos conversando e o pessoal disse: ‘Não pode acarajé’. Eu falei: Como é que é? Amigo, se não tiver acarajé no estádio, não vai ter jogo”, lembrou Isaac.
Isaac disse que depois de muita insistência, os organizadores montaram um projeto de como deveria ser o lugar destinado às baianas de acarajé e apresentaram grelhas como o instrumento utilizado para fritar o bolinho.
Com a repercussão da notícia de que não teria acarajé na Copa, o presidente da Saltur lembra que houveram protestos na cidade.
“Não adianta ter batalhão de choque, Polícia Federal… Juntam 20 baianas na porta do estádio, não passa ninguém, não vai ter jogo aqui em Salvador. Ou a gente bota acarajé, ou não vai ter jogo em Salvador. Esqueça. Isso aqui é Bahia, aqui o acarajé é uma instituição”.
