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Com requintes de Carnaval, Rec-Beat promete fusão entre Bahia e Pernambuco no próximo sábado

Por Bruno Leite / Leonardo Almeida

Com requintes de Carnaval, Rec-Beat promete fusão entre Bahia e Pernambuco no próximo sábado

Desde 1995, o Rec-Beat é um festival de música que, tradicionalmente, acontece durante o Carnaval de Recife (PE). O evento é conhecido pela sua pluralidade e por trazer as nuances da música pernambucana. Em diálogo com a “vizinhança nordestina”, Salvador receberá a primeira edição do evento na Bahia no próximo sábado (20), no Trapiche Barnabé, e promete trazer uma fusão entre as culturas baiana e pernambucana com requintes de folia carnavalesca.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, o fundador do Rec-Beat, Antônio Gutierrez (Gutie), afirmou que a realização da edição em Salvador ocorre pelo diálogo do festival com a música baiana. O produtor deu o exemplo de BaianaSystem que, segundo ele, tocou no evento quando estavam lançando o seu primeiro álbum, em 2009.

 

“O Rec-Beat tem uma relação muito afetiva com a Bahia. Todo ano praticamente tem uma atração baiana. A gente tem o perfil de ter antecipado, ou acompanhado de perto, o surgimento de artistas contemporâneos da Bahia. O BaianaSystem tocou no Rec-Beat quando estava lançando o seu primeiro álbum, Àttooxxá a mesma coisa. A gente tem um olhar muito atento para a cena baiana, isso é uma coisa que acontece historicamente”, afirmou Gutie.

 

Por acontecer durante o Carnaval, o fundador do festival explica que os espetáculos costumam trazer características da folia carnavalesca. Segundo Gutie, o palco “democrático”, que é um atributo do Carnaval, está dentro da natureza do Rec-Beat e está entre um dos principais pontos a serem observados.

 

“Essa identificação que o festival tem nos levou a fazer na Bahia. Vai ser uma celebração da música baiana e pernambucana dentro desse conceito plural. É um palco democrático, pelo Rac-Beat acontecer sempre durante o Carnaval nós temos essa características que são inerentes ao Carnaval. A livre manifestação, os encontros, a celebração, são coisas que queremos levar sempre ao palco”, comentou o produtor.

 

O criador do festival também relembrou de nomes históricos que tiveram passagem no Rec-Beat, como, por exemplo, o sambista Riachão. De acordo com Gutie, a aparição de artistas renomados também fortaleceu a ideia de trazer o festival para a Bahia.

 

“Da Bahia a gente já teve nomes históricos, já tivemos Riachão, há muitos anos, lá atrás. Nós também tivemos Tom Zé. Tivemos o projeto da Pitty, quando formou a banda Agridoce. Tá sendo incrível agora fazer em Salvador, é como se fosse uma extensão, está tudo fluindo de forma muito natural”, explicou Gutie.

 

Gutie disse que a parceria com o governo do estado da Bahia, por meio do projeto Fazcultura, foi fundamental para a elaboração do Rec-Beat em Salvador. O produtor afirmou que sem as parcerias com a Secretaria de Cultura (Secult) não seria possível a realização do festival em Salvador.

 

“Esse projeto só foi viabilizado porque nós estamos com o Fazcultura. A gente conseguiu essa parceria junto com uma empresa que é de Salvador. Conseguimos fechar com outras empresas também graças ao Fazcultura que é um projeto muito legal, possibilita a gente fazer esse festival”, disse Gutie.

 

ATRAÇÕES

Dentre os artistas baianos estão: Melly, Nêssa, Josyara e Freshprincedabahia. Para completar a fusão com Pernambuco, os músicos pernambucanos são: Johnny Hooker, Joyce Alane, Martins, Marley no Beat e DJ 440.