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Becca Perret mistura ritmos e apresenta releituras de músicas brasileiras com sua identidade artística

Por Alexandre Brochado

Becca Perret mistura ritmos e apresenta releituras de músicas brasileiras com sua identidade artística
Foto: Tobias Muniz / Bahia Notícias

Quem ouve a voz suave e nova da cantora Becca Perret não imagina quantas conquistas a artista conseguiu em tão pouco tempo. Com uma mistura ritmos musicais, como MPB, bossa e groove, tendo também como influência o jazz, gospel e soul americano, ela já subiu no palco do Rock in Rio após dois anos do lançamento de seus primeiros trabalhos autorais.

 

Mas a relação de Becca com a música não começou agora. Como uma herança de família, foi dentro de casa que ela teve seu primeiro contato com arte. Desde pequena, costumava a duetar canções gospel com sua mãe a caminho da escola. Porém, foi após ganhar uma bolsa para estudar música em Los Angeles, nos Estados Unidos, que Becca viu que arte se tratava também da profissão que iria seguir. 

 

“Comecei a explorar e procurar mais coisas que fossem mais da minha identidade, da minha personalidade, principalmente da identidade preta. Fui me descobrindo e foi um processo complicado”, admitiu a artista.

 

Em 2020, Becca lançou seus primeiros trabalhos autorais. Entre os seus singles lançados, "Seu", em parceria com Lucas e Orelha, e "Contigo", com Gabriel Gonti, são destaques e já ultrapassam 1 milhão de plays cada.

 

Entre as suas apresentações mais recentes, a artista fez um show na CASACOR, conhecido como o maior evento de arquitetura e design.

 

“Foi a primeira experiência que eles tiveram de ter ali música ao vivo. Era na beira da piscina, então tinha um espaço muito gostoso do lado do restaurante e sempre estava cheio, com pessoas interessantes que estavam ouvindo. Cantar para eles foi uma delícia, fora que o lugar é maravilhoso, com tantas exposições lindas. Acho que esse encontro das artes é muito importante”, disse.

 

No mesmo ano, a artista, que já lançou os singles "Leve" e "Arte", garantiu seu primeiro projeto audiovisual intitulado "Na Becca". O primeiro EP do projeto trabalha um repertório de releituras nacionais, que inclui "Boa Noite", "Talvez”, "Bang" e "À francesa", sucessos nas vozes de Djavan, Grupo Revelação, Anitta e Marina Lima, respectivamente. Já o segundo EP tem por objetivo unir música, arte e moda, e engloba desde singles autorais e releituras de sucessos.

 

“Acho que os artistas hoje cada vez mais têm sido plurais, e essa pluralidade é muito importante. Nós somos brasileiros, então temos um pouquinho de cada coisa e acho que a música brasileira é assim, a MPB também é assim. As minhas referências são muito da bossa, muito do jazz, muito da black music , do soul, do funk… então tem um pouquinho de tudo e acho importante sermos plurais mesmo, porque é tão gostoso dialogar com outras vertentes”, declarou Becca, em entrevista ao Bahia Notícias.

 

“Esse ano tivemos duas participações no Rock in Rio. Foram grandes conquistas que aconteceram e que de alguma forma me trouxeram até aqui. Quero muito voltar [à capital baiana], fazer show em Salvador, é uma delícia, e essa é a primeira vez que estou aqui. [...] Quero voltar para fazer um som aqui, trazer meu show, e conhecer mais Salvador”, afirmou.