Xamã lança single 'Dublê de Marido' e fala sobre porque investe no conceito 'Malvadão'
Por Alexandre Brochado
O rapper Xamã lançou nesta quarta-feira (11) o seu primeiro single solo do ano “Dublê de Marido”, que segue uma linha diferente do hit “Malvadão 3”, mas traz dessa vez uma “malvadona” como destaque.
Ao Bahia Notícias, o artista explicou, em coletiva de imprensa, que o "Malvadão" teve origem nas batalhas de rap: “Uma tática que encontrei, eu olhava para a cara dos 'caras' muito bravo, como se fosse matar eles, e isso ia desconcentrando eles. Aí veio o malvadão nas batalhas, estava sempre de cara fechada, cruzando os braços, olhando sério para o ‘cara’ para desconcentrar ele. Em 2017, o Neo beats, produtor peruano que mora no Brasil, ele já tinha estúdio e trabalhava com alguns grupos de rap, ele me convidou para fazer uma single, que essa ‘Malvadão’, que era uma coisa diferente dos boom beats que eu fazia na rua, era algo que eu estava testando fazer diferente. Aí foi o sucesso, como eu já tinha o nome Malvadão das batalhas e veio o Malva~soa da música, isso virou meio que um ‘hit name’”.

Segundo o artista, a aceitação do público se dá ao fato do brasileiros gostar de um “nickname” (apelido, em português) que pode ser usado para um conceito de música, moda ou até estética de um outro projeto.
No clipe do seu single de trabalho, “Dublê de Marido”, que terá lançamento o YouTube da Baguá Records às 19h desta quarta-feira (11), Gretchen junto a Xamã dão vida no audiovisual ao malvadão e à malvadona e contracenam em uma estética cyberpunk, com diversas referências, como “Alice no País das Maravilhas”.

Xamã e Gretchen
Xamã, questionado pelo BN sobre o que ele acredita que falta para o rap ter o mesmo espaço da MPB e do sertanejo na televisão, apontou que o estilo musical é uma forma de protesto e que às vezes carregam palavras que não são transmitidas na TV. “Mas é uma questão de tempo. A indústria toda em formato digital, eles estão se adaptando ao novo formato, a indústria do entretenimento existe porque há pessoas que consomem aquela indústria. Quanto mais tiverem pessoas que consomem aquele material, mais a plataforma vai adaptando os métodos”, afirmou o artista.
