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'Tem coisas que não tem como ouvir com a minha filha', diz Alex Xella sobre o pagode atual

'Tem coisas que não tem como ouvir com a minha filha', diz Alex Xella sobre o pagode atual
Foto: Reprodução/Youtube

Dono de uma voz marcante e considerado um dos maiores artistas do gênero, durante entrevista para o Bargunça Podcast, o cantor Alex Xella avaliou o cenário atual do pagode baiano. 

Para o ex-vocalista do Pagodart, não cabe a ele julgar os artistas atuais que fazem sucesso com músicas que abordam o erotismo. No entanto, ele garante que não é o tipo música que ouviria com a família.



"Eu não tenho que achar nada. Tenho que fazer o meu trabalho, ser exemplo para as pessoas e respeitar todo mundo, porque muita gente fica julgando as pessoas e eu não gosto de julgar ninguém", iniciou o artista. 

"Tem coisas que não tem como eu ouvir em casa com meus filhos, minha filha, minha família...Eu não julgo porque tem público para tudo. Você vai em um show de um cara desses e tem 10, 20, 30 mil pessoas dançando ali porque o cara tem o público dele. Às vezes a gente julga, mas na realidade o problema de Salvador sempre foram muitos empresários. [Eles] pegam esses meninos, que fazem sucesso no máximo por um ano e depois jogam fora. Não tem um trabalho sério e a galera tem que se ligar muito nisso", aconselha o compositor. 

Em outro momento da entrevista, ele falou sobre a época em que fez participação no programa Domingão do Faustão, na Globo. Apesar do sucesso nacional, o retorno financeiro nesta ocasião foi muito pouco. "Eu fiz Faustão e ganhava cem reais de cachê", revela Alex. 

"Hoje em dia é difícil você ter um cantor e um compositor bom, estourado com várias músicas. Eu mesmo no pagode de Salvador não lembro de um cantor ser compositor e estrourar várias músicas em uma banda direto", completa. 


Questionado por ter aceitado um cachê abaixo do que merecia e se faria algo diferente, ele responde: "Além do meu sonho, eu sabia que tinha que trabalhar para fazer alguma coisa pela minha família. Então eu aceitava".