Um ano após participação no BBB, Karol Conká lança 'Urucum'
Um ano depois da participação polêmica no Big Brother Brasil e quatro anos após o último álbum, o Ambulante, Karol Conká lança seu novo disco, intitulado Urucum. A novidade da "Mamacita" chegou aos tocadores digitais na noite da última quinta-feira (31) e tem a assinatura do baiano RDD na produção musical.
A nova produção é fruto de seis meses de reclusão e outros seis meses de retomada. Na obra, ela reflete sobre as quatro versões de si que conheceu: Karoline, a calma; Karol Conká, a poderosa; Mamacita, a sem paciência; e Jaque Patombá, aquela causadora que já vimos.
Ao IG, a cantora, que agora namora o jogador Polidoro Júnior e apresenta o "Prazer Feminino", no GNT, contou que enxerga pontos positivos na fase negativa que atravessou.
"Primeiro veio uma tristeza profunda. Depois remorso, culpa, vergonha. A terapia, o processo criativo do álbum e a rede de apoio foram essenciais para que eu não tombasse ainda mais e definhasse. Foi difícil, mas vejo como aprendizado. Percebi o quanto precisava de autoacolhimento, autoconhecimento, me reconectar com a minha essência e ser o que desejo ser", disse Karol.
A descoberta das quatro personas foi um paradigma na sua vida. "Dei atenção a apenas uma camada de mim e abandonei todas as outras, o que me fez chegar a tamanho desequilíbrio. As minhas personas são Karoline, Jaque Patombá, Mamacita e Karol Conká. Karoline canta 'Calma' para Jaque, que canta 'Cê não pode' para o cancelamento. Agora sou Karoline no dia a dia, e Karol Conká quando preciso", descreveu.
Para ela, a música teve um papel decisivo, tanto no lado pessoal quanto profissional. "A música é minha salvação desde os 6 anos. Sempre passei por turbulências e foi a arte que me tirou delas. Por muitas vezes, subi aos palcos após uma situação dolorosa e escondia nos looks, no sorriso. Gritava nos meus versos aquilo que queria ter, mas sentia que não tinha, que era poder, resiliência e força".
O "cancelamento", visto na sua saída do reality show com 99,17% dos votos, atingiu também sua família, que sofreu ameaças. "Para eles, foi bem difícil também. Meu filho (Jorge, de 16 anos) ficou um tempo sem retornar à escola por não se sentir confortável. Alguns alunos fazem piada, tiram sarro. Mas tenho conversas esclarecedoras com ele e resgato a força de enfrentar os leões que a vida dá".
“Nunca vimos tanta rejeição e ataques no ‘BBB’, o que pode trazer consequências. Uma delas é fazer com que os atacados sintam vontade de desistir de viver. Eu recebia milhares de mensagens dizendo “Se mate”. Teve gente que me mandava o passo a passo de como eu poderia acabar com a minha vida. Isso é sério. Tirar com índice de rejeição, ok, é o jogo, mas desejar o mal... É triste demais o quanto nós não gostamos de ver os outros bem. Gostamos do vitimismo. Talvez se eu tivesse mostrado o meu lado frágil ou falado sobre todas as adversidades, as tristezas e os dramas que vivi, eu não teria sido tratada como monstro”.
Sobre a relação com o atleta, que é ex da influencer Jojo Toddynho, também foi comentada por Conká. "Estou namorando há seis meses. Foi ele quem me tirou de casa. A maneira com que ele enxerga minha experiência e meu jeito me trouxe leveza. Eu achava que não namoraria mais. Não tinha paciência! Não é fácil se relacionar com Karol Conká. Sou cheia de argumentos, uma palestrinha, sabe? Tinha a cabeça no trabalho. Comecei a namorar porque a terapia me trouxe essa possibilidade de me permitir, me deixar ser amada e amar".
