'Quero que as pessoas ouçam e digam: essa é baiana', diz Rachel Reis sobre CD para 2022
Por Bianca Andrade
A realeza baiana deu novos herdeiros para a cultura local, mas o voo a ser alçado é nacional. E quando se fala em realeza, não imagine o "casal real" formado por ícones do pagode, como Carla Perez e Xanddy ou Ivete Sangalo e Daniel Cady. A realeza baiana fica localizada a 116km de Salvador, a Princesa do Sertão. É de Feira de Santana uma das apostas da música baiana para 2022.
Rachel Reis, cantora e compositora que encantou mais de 79 mil ouvintes mensais no Spofity em 2021, tem entre esses fãs a atriz Taís Araújo (leia aqui).
A feirense de 24 anos, que passou a se dedicar a música autoral em 2020 e foi surpreendida pela pandemia da Covid-19, fez sua estreia nos palcos após um período de isolamento há pouco mais de duas semanas e confessou ao Bahia Notícias a surpresa de ouvir e ver as suas criações na ponta da língua do público que esteve presente na Eco RV.
"Eu fiquei besta, morrendo de medo. Foi o primeiro show que eu fiz de música autoral. Estava com vergonha, toda travadona (risos), o povo lá tudo pagando para me ver. Mas deu tudo certo", comemorou.
Mais de um ano depois explodir nas redes sociais (leia aqui), Rachel ainda colhe os frutos da publicidade orgânica que rendeu views para o clipe de Ventilador e contatos importantes para dar continuidade à sua carreira, apesar dos percalços da carreira "independente", entre aspas por um motivo.
"Eu acredito que tive muita sorte das coisas terem acontecido naturalmente para mim. Das pessoas gostarem do meu trabalho e acabarem se associando, procurando fazer parcerias. Mas no geral não é fácil, porque você nunca sabe onde pisar. A gente é artista independente, mas entre aspas, porque tem uma galera que está junto com a gente, mas tem quem é independente e está alonezão (sozinho), sem saber para onde vai. É bem difícil, bem complicado".
Na época em que conversou com o Bahia Notícias em 2020, os planos de Rachel eram de lançar um EP para se apresentar ao mundo da música. O projeto que já está no ar é um dos grandes responsáveis pelo alto número de ouvintes mensais nas plataformas digitais, e pode-se dizer que cumpriu o seu papel: criou a curiosidade o suficiente para carregar o público até 2021 e ansiar pelos planos para 2022.
"Quero que as pessoas ouçam e digam: 'essa aí é baiana'. Tento cantar o que eu gosto da melhor forma 'Rachel' possível, então tem um pouquinho de arrocha, pagodão... Eu gosto de fazer o que bateu para mim", conta.
Para o ano que vem, o público já pode esperar uma nova Rachel, sem perder a essência, é claro, mas em um trabalho ainda mais elaborado, um álbum completo com proposta também de clipes e previsão de ser lançado no primeiro semestre de 2022.
"O álbum vai vir bem misturadinho. A galera pode ficar tranquila que vem uma bagaceira. Eu estou tomando muito cuidado com a seleção das músicas, quero algo que mostre realmente para o que eu estou vindo. O rolê realmente, quem sou eu e tudo mais. Em questão de letra, tem um pouco mais de maturidade em relação às primeiras", afirma.
