Globo demite cinegrafista que estava em Tóquio para Olimpíadas após acusação de assédio
O repórter cinematográfico Mikael Fox foi desligado da TV Globo dias após uma acusação de assédio sexual por parte de colegas de trabalho.
Escalado para a cobertura da Olimpíada em Tóquio, o profissional teve o retorno para o Brasil antecipado pela emissora, que confirmou a demissão do rapaz.
"Confirmamos que o repórter cinematográfico Mikael Fox não faz mais parte do time de esporte da empresa", afirmou a Globo, em nota.
De acordo com o site UOL, que tornou pública a denúncia de assédio, duas produtoras da emissora teriam sido apalpadas pelo cinegrafista há dez dias.
A Globo não confirmou se esse foi o motivo da demissão, mas reprimiu casos de assédio entre os profissionais.
"A Globo não comenta assuntos de Ouvidoria, mas reafirma que todo relato de assédio, moral ou sexual, é apurado criteriosamente assim que a empresa toma conhecimento. A Globo não tolera comportamentos abusivos em suas equipes".
Ao UOL, Mikael confirmou que foi desligado por esse motivo, mas negou que tenha assediado as colegas de trabalho e explicou a sua versão do fato.
"O contato que teve foi tocar no ombro, coisa que normalmente acontece. Uma das produtoras eu conheço há anos, já fiz viagem de ficar um mês. Não teria capacidade ou coragem de assediar qualquer colega, não sei se fui mal-interpretado. Não teve nada de assédio de qualquer tipo".
