Atriz cai no choro ao relembrar conversa com Paulo Gustavo: 'Isso não foi uma fatalidade'
A atriz Mônica Martelli se emocionou durante seu retorno ao programa "Saia Justa", da GNT, nesta quarta-feira (12), ao relembrar a conversa que teve com o amigo Paulo Gustavo, que faleceu no dia 4 de maio, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19 (veja aqui).
"Todo mundo que amava o Paulo Gustavo tem que se perguntar: Por que que no Brasil não temos vacina suficiente? A gente tem que se perguntar. Não foi uma fatalidade. Ele era um homem saudável, sem nenhuma comorbidade. Existe responsável para isso", disse a atriz.
"Paulo Gustavo foi um militante importantíssimo, muito poderoso. Ele abraçou causas que ajudaram a humanizar esse país. Esse país que agora está tão desumanizado. É um mar de horrores que a gente tá vivendo".
Mônica falou sobre o período de luto que está vivendo e voltou a falar sobre o processo de vacinação no Brasil. "É muito importante a gente dizer que esse luto que a gente tá vivendo, que não é só meu, é de um país, ele tem uma palavra de ordem: Duas doses de uma vacina que já existe. Meu amor, podia ter te salvado e salvado muitas vidas. Isso aí vai ser uma ordem de luta no luto, por Paulo Gustavo".
A comentarista também relembrou uma conversa que teve com o amigo, enquanto ele estava internado com a doença. "Lá no hospital, na primeira semana, quando ele ficou no oxigênio, às vezes, ele tirava, me ligava por Facetime e falava: 'Mônica, tô sofrendo muito. Isso aqui não é uma gripezinha, isso aqui é muito, muito doído", recordou.
Gaby Amarantos endossou a indignação de Mônica em relação ao atual governo e à falta de vacina. "Eu só consigo pensar nisso. Como a gente vai fazer? A gente precisa ver os culpados atrás das grades. Isso não é uma fatalidade. A gente precisa responsabilizar esse governo que é genocida", frisou a artista.
