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Sábado, 16 de Janeiro de 2021 - 00:00

'Muito triste não gritar Música do Carnaval', diz Márcio Victor após suspensão da festa

por Júnior Moreira Bordalo

 'Muito triste não gritar Música do Carnaval', diz Márcio Victor após suspensão da festa
Foto: Mauro Zaniboni / Ag Haack / Bahia Notícias

Se não fosse a permanência da pandemia da Covid-19 aqui no Brasil, a essa altura do verão, o folião baiano já estaria debatendo - e defendo sua escolha - a respeito de qual seria a música do Carnaval 2021. Toda exaltação obviamente aconteceria aqui em Salvador com grandes aglomerações nas mesas dos bares; vendo o pôr do sol no Porto da Barra; bebendo cravinho no Pelourinho ou nos pontos de acarajé espalhados de Itapuã até Paripe. Contudo, com a vacinação ainda não iniciada por aqui, os artistas e o público terão que se contentar - pelo menos oficialmente - por hora com apresentações em formato de live. Artistas como Ivete Sangalo, Claudia Leitte, Bell Marques, Léo Santana, Hamornia do Samba, Parangolé e Olodum já anunciaram seus shows virtuais com o intuito de transportar a folia para a casa das pessoas. Porém, será que as “apostas musicais” para a festa do momo serão lançadas?

 

Em outubro do ano passado, quando ainda não se tinha certeza do cancelamento do evento, Ivete disse que iria lançar sua faixa. "Cantar a música do Carnaval sem Carnaval é uma forma de mostrar que estamos aqui. O Carnaval não pode sentir que houve um desgarre, então vamos fazer música no Carnaval. Acho que enlouqueço [se não tiver música para a data], nem que seja para dançar na sala de casa", confessou ao Uol. Na última semana, Léo lançou com Vitão a faixa “SAMU” e admitiu que seria e continuará sendo a sua canção para o Carnaval. “É uma música que tem muito a ver com o verão. Ela é para cima, é bem voltada para a ‘mulherada’. Letra bem bacana” (veja aqui).

 

Por essa questão, o Bahia Notícias conversou com um dos maiores expoente da expressão “Música do Carnaval”: Márcio Victor. O cantor do Psirico explicou que a fala surgiu como uma brincadeira “despretensiosa” e foi tomando forma com a força do público. “Era engraçado, eu sempre acreditei nas minhas músicas e eu percebi que o povo do meu bloco e meus fãs iam à loucura quando eu soltava esse bordão e aí foi rolando, e foi rolando, né?”, lembrou.

 

“A primeira premiada, segunda, terceira, quarta e foi indo e me tornei um dos artistas com mais músicas vitoriosas no Carnaval. Isso era uma coisa impossível em uma época que o pagodão não era tão valorizado, e conquistamos isso. Virou até abertura da música de Ivete no ano passado, que acabou levando a premiação”, celebrou.

 

Pensando na pandemia, em que o Brasil já ultrapassou a marca de 200 mil mortos pela Covid-19, o baiano mostrou compreensão com o cenário atual. “É muito triste não poder gritar em fevereiro, junto com o meu povo depois de tantos anos, mas também entendo que será necessária essa pausa para que as coisas não piorem. Eu tenho muita fé na ciência, acredito nas pessoas que estão dedicando suas vidas para resolver isso. E logo que as pessoas estejam imunizadas vamos gritar todos juntos: ‘MÚSICA DO CARNAVAAAAAAALLLLL’”, imitou.    

 

Apesar de ainda não ter entrado na onda das lives da folia, Márcio diz que a aposta do grupo seria “Barril Dobrado”, lançada em outubro de 2020. “É uma música que fala muito do que estamos vivendo, né? Aquele cara duro, devendo a meio mundo, o famoso ‘lisinho da silva’, mas que não desiste e corre atrás dos seus objetivos. Acho que tinha grande chance de vencer sim, a letra é realidade da situação que muita gente tá passando e a batida é uma delícia para dançar até umas horas”, gabou-se. Confira:

Sobre a possibilidade do Carnaval acontecer no meio do ano, conforme já expressou o prefeito Bruno Reis (DEM), o baiano filosofou. “É uma eterna magia, não tem como ser diferente. O mundo muda a todo instante e as mudanças são processos naturais para a evolução, isso é fato. Mudam-se as fase da vida, as pessoas e temos que nos adaptar, quem não entender isso e tiver resistência a essas mudanças vai ficar para trás”, afirmou. Em seguida, disse que prefere não apostar na realização do evento ainda este ano. “Se você me perguntar se esse é meu desejo, claro que sim. Esse é meu desejo e de todos os músicos que estão sem o seu ofício e sem exercer o que amamos. Mas é preciso ter responsabilidade, né? É uma festa muito grandiosa, vamos aguardar as orientações de quem entende e voltar de forma responsável sem manchar a imagem da festa mais bonita do planeta”, encerrou.

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