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Primeira Miss Mississippi negra faz história ao vencer o Miss Estados Unidos 2020

Primeira Miss Mississippi negra faz história ao vencer o Miss Estados Unidos 2020
Foto: Benjamin Askinas / Instagram @missusa

Asya Danielle Branch, de 22 anos, fez história na noite desta segunda-feira (9) ao vencer o concurso Miss Estados Unidos 2020, válido para o Miss Universo. Representando o Mississippi, ela, que era uma das favoritas, foi a primeira negra a competir com a faixa do estado e foi a primeira concorrente da lá a conquistar a coroa nacional.  

 

O concurso que marcou a vitória de Branch, aconteceu no complexo de Graceland, onde fica a antiga casa do cantor Elvis Presley, em Memphis, no Tennessee. O rei do rock in roll, vale destacar, nasceu no mesmo estado que a nova representante da beleza norte-americana. 

 

 

Em meio a um ano marcado pelos protestos antirracistas, que dominaram avenidas de diversas cidades nos Estados Unidos, Asya venceu o concurso uma semana depois de uma mudança simbólica e importante no Mississippi. Além das eleições para escolha de novos representantes políticos, os eleitores de lá aprovaram uma nova bandeira. 

 

Historicamente, segundo o G1, o estado é considerado um dos mais segregacionistas dos Estados Unidos e, até então, mantinha em sua antiga bandeira um símbolo dos Estados Confederados. A cruz estrelada em formato de “x” representava um território que não concordava com abolição da escravidão e hoje essa mesma cruz é usada por supremacistas brancos.

 

Com todo um contexto envolvendo sua eleição, a nova Miss USA terá que lidar, nos próximos dias ou meses, com questões controversas apontadas por internautas e amantes do mundo miss. Durante a fase de perguntas e respostas, segundo O Globo, a candidata disse não ser contra o porte de armas.

 

"Eu acho que a educação deve estar disponível para todos. Acredito que devemos exigir que as pessoas passem por cursos de treinamento e segurança antes de terem permissão para comprar uma arma e antes de receber uma licença. É importante não proibirmos as armas porque, obviamente, as pessoas vão encontrar uma maneira de conseguir o que desejam de qualquer maneira. Mas, acho que é o nosso direito na Segunda Emenda e só precisamos de mais segurança em torno disso", disse Asya. 

 

Outro ponto em que os seguidores e fãs da Miss Estados Unidos 2020 esperam por um pronunciamento diz respeito a sua proximidade com o atual presidente Donald Trump e num cenário de polarização, explicações se ela é uma eleitora republicana. Postagens em seu Instagram, que foram removidas horas depois do concurso, mostravam Asya cantando para o político em uma cerimônia pública e conversando com ele em uma reunião. 

 

Nesta última eleição presidencial, assim como na de 2016, o estado do Mississippi contabilizou votos majoritariamente para Trump. O próprio presidente, o que poucos sabem, já foi dono do concurso Miss USA e Miss Universe. Donald, no entanto, decidiu vender a franquia em 2015 após atacar imigrantes latinos e principalmente mexicanos. As declarações polêmicas acabaram servindo como impulso para sua candidatura em 2016.