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'Tudo para a mulher preta dá mais trabalho', desabafa Ludmilla sobre racismo

'Tudo para a mulher preta dá mais trabalho', desabafa Ludmilla sobre racismo
Foto: Reprodução / Instagram

A cantora Ludmilla falou sobre o racismo estrutura fama e como enxerga a diferença de pautas entre o feminismo branco e o feminismo negro em entrevista à Glamour. “Claro que ainda sofro. É verdade que, talvez, se não fosse famosa, as formas fossem mais grosseiras, mas o racismo é uma coisa que está tão incrustada em nossa estrutura, que todos nós precisamos prestar bastante atenção. Nós, pretos, não podemos mais deixar passar”, frisou.

 

Em outro momento, abordou além das pautas feministas, as mulheres precisam batalhar pelo anti-racismo. “Tudo para a mulher preta dá mais trabalho, tem que ser provado mais vezes. A mulher a preta, por muitas vezes, começa a trabalhar muito cedo e em funções bem inferiores. A mulher preta tem as lutas do feminismo mais a do racismo”, disse.

 

"As cotas estão aí há anos para dar aos meus a oportunidade de ingressar em uma faculdade pública. Mas é muito necessário também que a gente tenha condições de pleitear e conquistar a vaga de igual para igual com os brancos que estudaram em colégios bacanas", afirmou. Sobre a saúde, Ludmilla disse que "muitas doenças e desigualdade em saúde vêm das condições em que as pessoas nascem e vivem", o que poderia ser revertido pelo Estado. "Enquanto houver desigualdade racial, nosso lugar será de subordinação e seremos invisíveis", lamentou.