Ivete desabafa em entrevista: 'O primeiro mês de vida das gêmeas eu passei chorando'
A edição 500 da Vogue Brasil traz na capa Ivete Sangalo, que deu uma entrevista falando da infância, carreira, seu cotidiano e da vida de mãe, principalmente depois da chegada das gêmeas.
Sobre a correria para lidar com a vida pública e pessoal, Ivete falou como as figuras femininas acumularam as funções. “Vivemos essa multifaceta que é ser mulher, saber fazer muitas coisas”, declarou a baiana. “A gente foi absorvendo novos movimentos e não foi se desfazendo de nenhum. Então hoje nós somos um conglomerado de ações, de ativos, e o melhor de tudo é que a gente dá conta mesmo de ser isso tudo”, completou.
Ivete comentou também que, apesar de manter muitas atividades físicas na sua rotina, exercícios para acalmar a mente ainda não fazem parte do dia a dia. “(...) eu queria começar com aulas de yoga, que tem meditação dentro desse processo todo, para que eu possa aprender a desligar. Eu não sei fazer isso. Eu acho que o único ponto que eu fico devendo ao meu corpo e à minha saúde é saber desligar a cabeça”, admitiu a cantora.
Quanto à vida privada com a família, Ivete explicou que é preciso ter mais cuidado para lidar com os filhos e a fama. Ela explica que precisa ter um jogo de cintura para explicar para eles sobre a fama. “Tipo, eu não sou aquela mãe que estou na rua e 'mãe, para o carro e vamos descer aqui, agora, e vamos olhar o mar, vamos…' Eu posso fazer isso? Posso. Mas eu estou sujeita a um assédio, que é totalmente natural, mas que, dentro disso, eu com os filhos, eu posso não saber administrar os filhos comigo e atender as pessoas e isso me cria uma certa agonia”, explicou a artista. “Mas eu nunca, em nenhum momento, deixo jamais de atender às necessidades dos meus filhos por conta da fama”, ressaltou.
Ivete ainda admitiu que a experiência de ter as gêmeas não teve a exclusividade como com o primeiro filho, Marcelo. “Então eu tive que aprender a dividir minha atenção e muitas vezes abrindo mão da minha própria felicidade. Quando nasceram as duas meninas, eu queria ter com elas o mesmo processo de exclusividade que eu tive com o filho único. E não é possível, porque elas são duas, em número elas são maiores”, contou.
Ela ainda acrescentou que o processo de adaptar-se às duas meninas foi difícil. “Eu tinha sempre que entregar uma para dar de mamar para a outra. Eu tinha que dar o banho em uma, entregar, para continuar a dar o banho na outra. Então eu sempre tinha que entregar. Isso me fez sofrer muito”, assumiu. “(...) o primeiro mês de vida delas eu passei chorando”, completou.
Sobre a carreira, a baiana contou que a primeira opção de carreira não era ser artista. “Quando eu era criança eu já era cantora, então, eu não tinha em pauta ser cantora”, comentou. “Então, o que eu pensava quando eu era criança? Em ser dentista! Porque eu achava o consultório da minha dentista incrível, achava ela chiquérrima, achava o consultório chiquérrimo e eu falava 'gente, eu sou chiquérrima e eu quero ser dentista'”, explicou.
Mas ela ressaltou que na carreira de cantora, cada show é uma sensação especial e funciona como um “reinício”. “Cada estada num palco, por mais experiência que se tenha, no meu caso, sempre é um recomeço, sempre é uma sensação muito especial. Cada show tem uma importância, tem um sabor. Cada público, cada lugar. Nada é igual, é tudo diferente”, explicou a artista.
